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BRACO DIMITRIJEVIĆ NO LUMÚ DE BUDAPESTE2008-06-19“Não há erros na história, a história em si é um erro”. Com estas palavras, Braco Dimitrijević (Sarajevo, 1948) dá-nos a conhecer uma das ideias fundamentais sobre as quais se sustenta o seu trabalho, com o qual o artista bósnio nos convida a reflectir sobre a componente de sorte que muitas vezes dá lugar à fama, assim como sobre o papel que desempenha a casualidade nas nossas vidas. Quando o seu trabalho começou a ser conhecido, pelos anos 70, Dimitrijević já pretendia chamar a atenção para a importância silenciosa das pessoas anónimas, através de grandes fotografias de gente que se cruzava na rua. Deste modo, rompe com a tradicional hierarquia de valores, enquanto põe em relevo o valor de cada indivíduo, para além da sua procedência, dos seus trabalhos quotidianos e dos seus logros, reconhecidos ou não. O LUMÚ. Ludwig Múzeum de Budapeste inaugura nas suas salas uma exposição sobre o artista, organizada em colaboração com o MNAC de Bucareste, que estará patente até dia 14 de Setembro deste ano. A mostra percorre toda a sua trajectória artística, na qual chamam a atenção as curiosas justaposições de elementos que constituem, uma vez mais, um questionamento metafórico para a categoria estabelecida em torno dos elementos que utiliza; propiciando além disso uma reflexão na qual encontramos conceitos como natureza e cultura. Disponível em: www.masdearte.com |














