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EUA: INVESTIGAÇÃO A MUSEUS E INÉRCIA NA RESTITUIÇÃO DE OBRAS USURPADAS PELOS NAZIS

2006-07-29




Uma investigação de fundo aos museus americanos revelou, recentemente, que a grande maioria não empreendeu esforços significativos no sentido de determinar qual a origem das obras de arte que integraram as suas colecções durante o regime nazi – desrespeitando um acordo colectivo, estabelecido há sete anos, que determinou como prioritária essa pesquisa. A aplicar a 322 museus, a iniciativa é conduzida pela “Conference on Jewish Material Claims”, uma organização sediada em Nova Iorque que foi criada depois da II Guerra Mundial com o objectivo de ajudar a comunidade judaica (sobreviventes e familiares das vítimas do Holocausto) a reaver propriedade usurpada. A posição assumida pela associação dos museus rejeita a acusação de inércia, apontando o site “Nazi–Era Provenance Internet Portal” ( www.nepip.org) como uma irrefutável prova do seu empenho. Algumas das instituições alegam não ter percebido na íntegra as indicações transmitidas, nomeadamente, a que aconselhava a centrar as investigações nas obras concebidas antes de 1946, adquiridas pelos museus depois de 1932 e que tenham permanecido na Europa durante esse período. Na medida em que as peças não integraram as colecções enquanto objectos ilegalmente adquiridos, a única forma de descobrir passa por traçar, exaustivamente, o percurso da sua proveniência - publicando-se o maior número de informação recolhida possível para ser consultada por potenciais reinvindicadores (acontece que, na maioria dos casos, a documentação é praticamente inexistente). Números exactos são impossíveis de determinar, mas calcula-se que os nazis tenham usurpado cerca de 600,000 obras importantes entre 1933 e 1945. Cerca de 100,000 peças continuam desaparecidas e outras foram indubitavelmente destruídas. Estima-se que seja bastante elevado o número de obras que se encontram nos Estados Unidos ainda que, nos últimos oito anos, só 22 peças tenham sido devolvidas, estando actualmente seis processos pendentes.

Disponível em:
www.nytimes.com