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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


FRANCISCO TROPA

Polaris




GALERIA DA CASA A. MOLDER
Rua 1º de Dezembro nº 101- 3º andar
1249-970 LISBOA

16 SET - 21 OUT 2021


INAUGURAÇÃO dia 16 de Setembro das 15h30 às 19h, na Galeria da Casa A. Molder



Polaris
Francisco Tropa


Francisco Tropa (1968) é o artista da quinta exposição da Galeria da Casa A. Molder.

Polaris é o nome da sua escultura, que dá nome à exposição.
Polaris é o nome científico da Estrela do Norte ou Estrela Polar, a estrela que parece fixa enquanto as outras andam à sua volta, a estrela que orienta os navegantes quase desde sempre, a estrela que nos orienta.
Num primeiro olhar, a escultura de Francisco Tropa parece em nada nos orientar, tal é o espanto que este objecto com forma irregular, face de muro, avesso de nuvem ou de barro, que emana luz, nos provoca. Aqui, o buraco no muro não serve para espreitar, mas sim para irradiar luz. A luz intermitente é uma força hipnótica e fria que confere brilho à escultura, mas também nos ofusca.
Pode dizer-se mesmo que Polaris, jazendo no seu plinto pintado, como se fosse a continuação da parede, exposto tal como um artefacto caído do céu, nos confunde: É aquele pedaço de muro leve ou pesado? É feito de barro, de cimento, de bronze?
Será um adereço que pertence a uma peça, cuja grandeza nos transcende, pois é a própria vida? Irá ali ficar em permanência, enquanto nos rege por um compasso luminoso, lembrando-nos que a arte não poderá nunca ser explicada, mas sim respondida?

Nas palavras do artista, a resposta é um poema de John Keats:

“Bright star, would I were stedfast as thou art”

Bright star, would I were stedfast as thou art—
Not in lone splendour hung aloft the night
And watching, with eternal lids apart,
Like nature's patient, sleepless Eremite,
The moving waters at their priestlike task
Of pure ablution round earth's human shores,
Or gazing on the new soft-fallen mask
Of snow upon the mountains and the moors—
No—yet still stedfast, still unchangeable,
Pillow'd upon my fair love's ripening breast,
To feel for ever its soft fall and swell,
Awake for ever in a sweet unrest,
Still, still to hear her tender-taken breath,
And so live ever—or else swoon to death.



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Francisco Tropa nasceu em Lisboa em 1968. Vive e trabalha em Lisboa.
A escultura é uma constante na prática artística de Francisco Tropa, que trabalha desde os inícios da década de 1990, recebendo atenção significativa, tanto institucional como crítica. Além de representar Portugal na Bienal de Veneza (2011), também participou na Bienal de Rennes (2012), na Bienal de Istambul (2011), na Manifesta (2000), na Bienal de Melbourne (1999) e na Bienal de São Paulo (1998). Tropa utiliza uma variedade de media – escultura, desenho, performance, fotografia e filme – para transmitir uma série de reflexões introduzidas pelas várias tradições da escultura. Temas como o corpo, a morte, a natureza, a paisagem, a memória, a origem e o tempo estão sempre presentes nos seus trabalhos, num processo infindo de projecção de referências retiradas da história da arte, de outras obras de arte, de trabalhos prévios do artista, e de autores específicos. Ideias de dispositivo e espectador são igualmente fundamentais para o entendimento da sua prática, que desafia todas as categorias tradicionais da arte, bem como a representação e percepção desta.



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A Galeria da Casa A. Molder é um projecto da artista Adriana Molder, o qual propõe mostrar arte contemporânea, recuperando para tal o espaço de exposições existente na Casa A. Molder, loja histórica de filatelia situada no coração da cidade de Lisboa, na Rua 1º de Dezembro, 101, 3º andar, desde 1943, quando foi fundada por August Molder. O projecto Galeria da Casa A. Molder não tem qualquer intento comercial.

A exposição estará aberta ao público durante a semana, no horário da tarde da Loja: das 15h30 às 19h, e aos fins-de-semana e Feriados por marcação. A entrada para a Galeria faz-se pela loja.