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Vista da exposição Detour, de Pedro Casqueiro, MAAT 2025. Foto: Bruno Lopes


Vista da exposição Detour, de Pedro Casqueiro, MAAT 2025. Foto: Bruno Lopes

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O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


PEDRO CASQUEIRO

Detour




MAAT
Av. de Brasília, Central Tejo
1300-598 LISBOA

12 NOV - 06 ABR 2026


Pedro Casqueiro – Detour

12/11/2025 – 06/04/2026
no MAAT Central


Curadoria: João Pinharanda


Exposição retrospetiva que reúne cerca de 80 obras, todas elas pinturas, produzidas por Pedro Casqueiro (Lisboa, 1959) desde a década de 80 do século passado até 2025. O título Detour faz referência a uma obra de 2013, que serviu de ponto de partida para a designação da exposição apresentada no MAAT.

Artista representado na Coleção de Arte da Fundação EDP, Pedro Casqueiro integrou um dos vários grupos informais de artistas que frequentaram a ESBAL (hoje FBAUL) nos anos de 1980. A sua pintura afirmou-se de imediato pela energia de cor e composição, pela indiferenciação entre não-figuração e figuração, entre imagem pintada e utilização da palavra escrita, e por uma permanente sabotagem dos pontos de vista, das hierarquias e dos materiais.

Posteriormente, as texturas, as linhas mais ou menos livres que rodeavam cores fortes, foram substituídas por imagens quase gráficas, com linhas claras delimitando cores suaves ou surdas, criando padrões (sempre irregulares), letras que ocupam toda a superfície e compõem textos neutros ou sentenças ambíguas e ainda espaços de arquitetura modernistas sabotados por erros propositados. Esta obra vasta e tão diversa estabelece uma relação sempre irónica com a realidade.


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Pedro Casqueiro (Lisboa, 1959) concluiu em 1984 o curso de Pintura na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa. Em 1980, recebeu o Prémio Revelação Desenho na II Bienal de Arte de Vila Nova de Cerveira, e, em 1981, realizou a sua primeira exposição individual na Galeria Tempo. Em 1985, expôs pela primeira vez no Módulo – Centro Difusor de Arte, Lisboa, onde passou a mostrar regularmente o seu trabalho até 2022. Em 1997, o Centro de Arte Moderna – Fundação Calouste Gulbenkian dedicou-lhe uma exposição retrospetiva. Já em 2012, na Culturgest, Porto, foi apresentada uma exposição antológica sua.
A sua obra foi também apresentada em exposições coletivas em inúmeras instituições, em Portugal e no estrangeiro, incluindo o MAAT (Lisboa, 2024), o Museu da Electricidade (Lisboa, 2010), Centro de Arte Manuel de Brito – CAMB (Oeiras, 2010), a Fundación Luis Seoane (Corunha, 2006), Museo Extremeño y Iberoamericano de Arte Contemporáneo (Badajoz, 1999), a Akademie der Künste (Berlin, 1998), a Sociedade Nacional de Belas-Artes (Lisboa, 1994), o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (1995), a Margaret Lipworth Gallery (Boca Raton, Florida, 1993), Museu de Serralves (Porto, 1992), Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, 1992), a Europália 91 – Portugal, no Museum van Hedendaagse Kunst (Gent, 1991). Em 1986, o seu trabalho foi incluído na Representação Oficial Portuguesa na Exposição Internacional de Arte da XLII Bienal de Veneza.
A sua obra, representada pela Galeria Miguel Nabinho, está presente em diversas coleções públicas e privadas, nacionais e estrangeiras.