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ARTECAPITAL RECOMENDA


© Benjamim Pereira, Gouveia, Lagarinhos; A Choupana móvel do pastor, 1978, coleção do Museu Nacional de Etnologia, Museus e Monumentos de Portugal, E.P.E / Arquivo de Documentação Fotográfica

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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


WILLEM DE ROOIJ

Hut Hut




LUMIAR CITé - MAUMAUS
Rua Tomás del Negro, 8A
1750-105 LISBOA

21 FEV - 17 MAI 2026


Inauguração: 21 de fevereiro, 17h, no espaço Lumiar Cité



Willem de Rooij
Hut Hut



O espaço Lumiar Cité apresenta Hut Hut, a primeira exposição individual em Portugal de Willem de Rooij (Países Baixos, 1969), com inauguração a 21 de fevereiro. A exposição, que inclui uma instalação concebida especificamente para o espaço expositivo e duas obras produzidas no início da década de 1990 e raramente exibidas, resulta da investigação desenvolvida pelo artista durante a sua participação no Programa Internacional de Residências da Maumaus.

Na exposição, de Rooij dá continuidade ao seu interesse por sistemas de exibição, práticas museológicas e políticas da representação, neste caso partindo do estudo detalhado de dois abrigos de pastores, um das coleções do Museu Nacional de Etnologia e outro do Museo del Pastor, em Villaralto (Espanha). A sua prática aborda criticamente as histórias da arte global, a antropologia visual e a etnografia, relacionando objetos e considerando a relação entre contextos institucionais e formas de mediação contemporâneas.

Devido à fragilidade dos abrigos, impossibilitados de serem removidos dos seus locais de conservação, o artista opta por um formato de “empréstimos digitaisâ€, apresentando-os no espaço Lumiar Cité através de transmissões em direto a partir dos dois museus. Utilizando câmaras de segurança, Willem de Rooij estabelece um diálogo em tempo real entre os objetos e os seus contextos museológicos, a arquitetura modernista do espaço expositivo e o ambiente urbano da Alta de Lisboa, onde a galeria está localizada. Este dispositivo traça paralelos entre as noções contemporâneas de vigilância e de proteção – a última como função original destas estruturas vernaculares –, aprofundando as tensões entre planeamento urbano, mobilidade, construção artesanal e institucionalização da memória cultural.



Willem de Rooij vive e trabalha em Berlim. O seu trabalho desenvolve-se através de múltiplos meios, incluindo filme, fotografia, escultura, texto e instalação, explorando processos de produção, contextualização e interpretação de imagens e objetos. Representou os Países Baixos na Bienal de Veneza de 2005, juntamente com Jeroen de Rijke. Entre as suas exposições individuais destacam-se apresentações no Centraal Museum (Utrecht, 2025), Akademie der bildenden Künste (Viena, 2023), Portikus (Frankfurt, 2021), IMA Brisbane (2017), MMK Museum für Moderne Kunst (Frankfurt/Main, 2016) e Le Consortium (Dijon, 2015). Participou igualmente em exposições coletivas em instituições e bienais, como o Museum of Contemporary Art (Busan), Hammer Museum (Los Angeles), 17ª. Jakarta Biennale e 10ª. Shanghai Biennale.