Links

Subscreva agora a ARTECAPITAL - NEWSLETTER quinzenal para saber as últimas exposições, entrevistas e notícias de arte contemporânea.



ARTECAPITAL RECOMENDA


Outras recomendações:

Boundless Borders


Rui Macedo
Palácio Nacional de Mafra, Lisboa

Amáveis Atacantes


Paulo Scavullo
Tinta nos Nervos, Lisboa

No Pescoço do Cisne


Tiago Madaleno
Mais Silva Gallery, Porto

Cloud of Confusion


FRIDA ORUPABO
MAC/CCB - Museu de Arte Contemporânea, Lisboa

MEIO MEIO


Isabel Aboim Inglez e Rui Horta Pereira
Casa da Avenida, Setúbal

Rosebud


Vasco Futscher
Kubikgallery, Porto

Young Design Generation


COLECTIVA
MUDE - Museu do Design e da Moda, Lisboa

O Fundo do Mundo


Grada Kilomba
Albuquerque Foundation, Sintra

Timescape


Jorge Martins
Galerias Municipais de Lisboa - Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, Lisboa

Resilient Transitions


Vânia R. Gonçalves & Franka Struys
Galeria Diferença, Lisboa

ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


COLECTIVA

Fintar a Vida: Caniço, Futebol e o Estado Novo




MUSEU NACIONAL DE ETNOLOGIA
Avenida Ilha da Madeira
1400-203 LISBOA

15 MAI - 29 SET 2026


A partir de 15 de Maio de 2026 no Museu Nacional de Etnologia




Exposição
Fintar a Vida: Caniço, Futebol e o Estado Novo

Curadoria de Nuno Domingos, investigador no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e de Gonçalo Amaro, diretor do Museu Nacional de Etnologia



O Museu Nacional de Etnologia apresenta a exposição temporária «Fintar a Vida. Caniço, Futebol e o Estado Novo», que, através do futebol, propõe uma viagem aos subúrbios de Lourenço Marques, nas décadas de 1950-70, convidando a uma reflexão sobre cultura, desporto e os legados do colonialismo.

«Fintar a Vida» recorre à fotografia, a objetos da cultura pop da metade do século XX, a publicações de imprensa e a objetos da esfera futebolística, que, em estreito diálogo com as coleções do museu, desvendam os contrastes culturais e sociais existente na cidade de Lourenço Marques.

Tendo como ponto de partida os jogadores de futebol nascidos nos subúrbios da capital moçambicana que alcançaram o estatuto de vedetas mediáticas na metrópole – como Matateu, Coluna, Hilário, Vicente e Eusébio – a exposição revela como esta ascensão social representou uma exceção no sistema laboral de Lourenço Marques, cuja organização racializada bloqueou os projetos de vida da maioria dos africanos. Ao mesmo tempo, procura refletir sobre a forma como o sucesso destes atletas foi apropriado pelo discurso oficial do regime, que, em oposição à realidade de exclusão e desigualdade vivida pela maioria da população africana nos territórios ultramarinos, procurou projetar uma imagem de integração e harmonia racial no império português.

O resultado é um espaço expositivo dividido em duas zonas distintas: o caniço, bairros periféricos, onde viviam moçambicanos vindos de várias regiões do território, mas também populações que já aí habitavam; em oposição à cidade de cimento, cosmopolita, desenhadas por arquitetos e urbanistas, símbolo da modernidade colonial.

Uma exposição contemporânea, que surge no contexto da evocação dos 60 anos da lendária participação da Seleção Nacional de Futebol no Campeonato do Mundo de 1966, que, ao mesmo tempo, visa continuar a promover o debate em torno de memórias, identidades e processos históricos que continuam a moldar o presente.