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ARQUIVO:

O seguinte guia de exposições é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando as mostras. Envie-nos informação (Press-Release e imagem) das próximas inaugurações. Seleccionamos três exposições periodicamente, divulgando-as junto dos nossos leitores.

 


LUÍS CAMPOS

Vestígios




MUSEU DA ELECTRICIDADE
Avenida de Brasília, Central Tejo
1300-598 LISBOA

27 MAI - 17 JUL 2011


PRESS RELEASE


“Naquele lugar falavam homens, cheirava a óleo e a sabão, rangiam materiais, cheirava a ferro batido, a suor, cheirava a madeira cortada, chiavam e batiam máquinas e martelos, zuniam correntes de ar, as serras magoavam os operários, batia a chuva nas vidraças voltadas a norte. Agora há um manto de pó sobre tudo isso e um manto de silêncio sobre as fotografias que registaram a queda lenta desse pó – imagens que servem para nos recordar a inevitabilidade da morte”.
É assim que João Pinharanda, comissário da exposição “Vestígios”, que inaugura dia 26 de Maio no Museu da Eletricidade (Sala Cinzeiro 8), contextualiza este trabalho de Luís Campos que foi convidado pela Comissão Instaladora da Fundação EDP a registar a memória da antiga Carpintaria da Central Tejo - que será agora demolida no âmbito do projeto de construção do novo centro cultural da Fundação EDP.

Este foi o primeiro edifício a nascer neste complexo, albergando no final do século XIX a refinaria da Companhia do Assucar de Moçambique. No início da década de 2000, surgiria aí a primeira galeria de arte contemporânea da Fundação EDP, inaugurada com “Apresentação”, uma coletiva com obras de Ana Jotta, Fernanda Fragateiro, Leonor Antunes, João Pedro Vale, Nuno Cera, Xana e Rui Toscano. Seguir-se-iam “Medley” de Joana Vasconcelos (prémio EDP Novos Artistas 2000), “Tectos Falsos” de Patrícia Garrido, e “Aldeia da Luz”, de Luís Campos.

O trabalho que Luís Campos agora apresenta regista o último sopro dessa antiga carpintaria, numa linha de coerência com anteriores trabalhos seus como “Aldeia de Luz”, “Limiares” e “Transurbana”. Em “Vestígios” somos colocados em espaços subjetivos que convidam à interiorização e à construção de uma narrativa simbólica.

O projeto fotográfico de Luís Campos é complementado por dois filmes que acentuam essa dimensão terminal do espaço e dos seus atores: “Percursos” (sonorizado com um original de José Júlio Lopes) revela flashes fantasmáticos, em câmara lenta, deste espaço. “Carpintaria” cruza fragmentos de poemas de Walt Whitman, Herberto Helder, Paul Bowles e Jorge de Sena, entre outros, com textos técnicos e relatórios de serviço deixados para trás pelos operários (música original de Rui Gato, vozes off de Joaquim Furtado e Márcia Breia).


Luís Campos, nasceu em Lisboa, em 1955.
Licenciou-se em Medicina em 1978. É director do serviço do Medicina do Hospital de S. Francisco Xavier, coordenador nacional do Registo de Saúde Electrónico e Presidente do Conselho para a Qualidade na Saúde.
Realizou a primeira exposição individual em 1981, em Lagos, a convite do pintor Joaquim Bravo. Recebeu em 2002 a medalha do Conseil Générale des Hauts-de-Seine no Salon d'Art Contemporain de Montrouge.
A sua obra está presentes em diversas coleções como Colecção PLMJ, Colecção Pedro Cabrita Reis, MACE - Museu de Arte Contemporânea de Elvas, MEIAC - Museu Extremeño e IberoAmericano de Arte Contemporânea (Badajoz) e Museu da Imagem (Braga), entre outras