O seguinte guia de eventos é uma perspectiva prévia compilada pela ARTECAPITAL, antecipando conferências, seminários, cursos ou outras iniciativas. Envie-nos informação (press-release, programa e imagem) dos próximos acontecimentos. Seleccionamos três eventos periodicamente, divulgando-os junto dos nossos leitores.
FRANCISCO TRêPA E ELY JANOVILLE
Baile dos Bugalhos / Última Dança
CAM - CENTRO DE ARTE MODERNA
Rua Dr. Nicolau de Bettencourt
1050-078 LISBOA
10 JAN - 10 JAN 2026
VISITA GUIADA: 10 de janeiro, 18h + PERFORMANCE MUSICAL: sábado, 19h, no Espaço Engawa, Centro de Arte Moderna Gulbenkian
Francisco Trêpa estende o seu ateliê ao Espaço Engawa com uma coreografia de esculturas em transformação, inspiradas no Jardim do CAM.
A prática artística de Francisco Trêpa (Lisboa, 1995) explora as interconexões entre formas de vida, metamorfose e hibridismo. Baile dos Bugalhos parte da observação dos bugalhos no Jardim do CAM, onde o artista teve o primeiro contacto com estas reações biológicas resultantes da interação entre plantas (como os carvalhos) e agentes externos (como as vespas). O efeito manifesta-se como um inchaço no exterior da planta, que fornece nutrição e abrigo aos insetos que o induzem.
A visita à exposição é realizada pelo artista e por uma das curadoras/estudantes do Mestrado em Estudos de Cultura da Universidade Católica Portuguesa, Csenge Bognár.
A visita será seguida da performance 'A Última Dança', com o músico Ely Janoville (Paraíba, Brasil, 1993).
Última Dança Performance musical
Ely Janoville (Paraíba, Brasil, 1993) junta-se a Francisco Trêpa (Lisboa, 1995) para apresentar 'Última Dança', a performance musical final da exposição Baile dos Bugalhos.
Durante o período da exposição, os dois artistas transformaram esculturas num instrumento musical: bugalhos de bronze tornam-se teclas ativadas pela energia dos próprios corpos. Desafiado por Trêpa, Janoville compôs uma peça inspirada nas narrativas das obras expostas e nos movimentos que estas sugerem – por vezes frenéticos, outras vezes serenos – protagonizados pelas vespas e abelhas.
Afinal, a música e os nossos corpos são elementos que nunca podem faltar num baile.