vista da exposição "O Peso e a Ideia"


Sara Wallgren "Speaking through silence", 2010


Rita Firmino de Sá "S/Título", 2011


Marisa Benjamim "Growing", 2012


Orlando Franco "Banco de Poder", 2012


Ricardo Quaresma Vieira "Macroondas", 2011


Vista da exposição "O Peso e a Ideia"


Objet Trouvé, Melanie Manchot "Celebration", 2009


Objet Trouvé, Miguel Faro "Entanglement", 2010


Objet Trouvé, Stefan Kornacki "Inscription Project (IZBA Project), 2012


Objet Trové, Teresa Forbes "Abrigos" , 2010


Plataforma Revólver Project


Vista da exposição "Beyond Emotions"


Vista da exposição "Beyond Emotions"


Vista da exposição "Beyond Emotions" | Fotografia de Arne Kaiser.


Leonor Hipólito, object/bracelet | Fotografia de Arne Kaiser.

Exposições anteriores:

2012-04-03


O PESO E A IDEIA | OBJET TROUVÉ | BEYOND EMOTIONS




2011-11-10


SUBTLE CONSTRUCTION | URBSCAPES: Espaços de hibridação | PANÓPTICO | RÁDIO EUROPA LIVRE




2011-09-29


INFILTRATION // le privilège des chemins (Piso 1) FOTÓGRAFOS-Viajantes & Viagens de Fotógrafos (Piso 2)




2011-06-22


At the Edge of Logic (Piso 1) Quinze Ensaios. Fotografia, projecto e arte contemporânea (Piso 2)




2011-05-04


O QUE PASSOU CONTINUA A MUDAR (Piso 1) LA BELLE ALLIANCE (Piso 2)




2011-03-17


UMA IDEIA NOVA DECLINA-SE FORÇOSAMENTE COM UMA DEFINIÇÃO INÉDITA (Piso 1) EXPLORAÇÃO DO PROCESSO DO IMAGINÁRIO (Piso 2)




2011-01-21


A Corte do Norte




2010-11-20


Pieces and Parts




2010-09-14


Tough Love - uma série de promessas




2010-06-17


De Heróis está o Inferno cheio (Piso 1) / If I Can't Dance, I Don't Want to be Part of your Revolution (Piso 3)




2010-04-07


Marginalia d'après Edgar Allan Poe (Piso 3)/Play Them (Piso 1)




2010-01-18


Objet Perdu




2009-11-12


Colectivo [Kameraphoto] (Piso 1) | VOYAGER (Piso 3)




2009-09-08


HEIMWEH_SAUDADE




2009-05-12


AGORA LUANDA - Kiluanje Liberdade e Inês Gonçalves




2009-03-21


A Escolha da Crítica




2009-01-14


Convite Cordial




2008-11-15


O Contrato do Desenhista - Exposição com curadoria de Paulo Reis




2008-09-15


ALL WORK AND NO PLAY - Exposição Colectiva




2008-06-11


TERRITORIAL PISSINGS - Exposição Colectiva




2008-04-28


NOVAS GEOGRAFIAS, LISBOA | Mónica de Miranda




2008-03-17


uma combinação | Armanda Duarte




2008-01-24


Central Europa 2019




2007-11-22


Video Killed The Painting Stars




2007-09-14


REMOTE CONTROL




2007-06-23


DEBAIXO DO TAPETE




2007-05-02


747.3




2007-03-22


VOYAGE, VOYAGE




2007-03-20


MUXIMA | Alfredo Jaar




2007-01-19


DECRESCENTE FÉRTIL




2006-11-14


SCULP YOUR MIND l MARIAGE BLANC l ANALOGÓNIA




2006-09-26


(RE) VOLVER




2006-06-23


OLHEI PARA O CÉU E NADA VI




2006-05-06


PEDRO LOUREIRO: FOTOGRAFIAS 94-05




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O PESO E A IDEIA | OBJET TROUVÉ | BEYOND EMOTIONS


PISO 1
O PESO E A IDEIA


PLATAFORMA REVÓLVER (Piso 1)

Ana Fonseca, Bryn Chainey, João Ferro Martins, Nuno Vicente, Orlando Franco, Samuel Rama, João Pombeiro, Ricardo Quaresma Vieira, Marisa Benjamim, Rita Firmino de Sá, Rodrigo Bettencourt da Câmara, Vítor Reis, Susana Anágua, Ruth Le Gear, Sara Wallgren

Curadoria | Orlando Franco e Nuno Vicente


A ideia parte do questionar um objecto/obra a partir das suas principais premissas existenciais: a forma e o conceito. Na sequência disso, e a partir de uma intenção de discutir estas premissas, Orlando franco e Nuno Vicente principiaram numa problematização entre a dimensão física e conceptual de uma obra, por um lado, no entendimento plural desta dicotomia, por outro, a forma como esta é entendida na singularidade de cada artista.
De modo rizomático, os artistas surgem no seguinte contexto como o resultado duma aproximação de vários pensamentos, operado sob a velha formula da empatia e da admiração mutua, quer umas vezes, pelo trabalho, quer outras pela sua postura. Tautológico, foi a constatação por parte dos artistas que na arte existe a oscilação de um binómio constituído pela forma e o conteúdo da obra, uma premissa básica e suficientemente abrangente para conveniência ou urgência de um mote institucional que possa ditar a conexão dos vários artistas em exposição.
A constituição de um catálogo é à parte com a exposição, o momento procurado pelos artistas como possibilidade de expressão, operado de modo múltiplo e onde cada um dos intervenientes irá falar de modo aberto através de um texto, sobre a intenção artística, mais do que sobre os seus trabalhos, apresentando seus pontos de vista e o que deveria para cada um ser a arte e a sua direcção.



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PISO 2
OBJET TROUVÉ


PLATAFORMA REVÓLVER (Piso 2)

Pedro Telmo Chaparra, Miguel Faro, Alexandre A. R. Costa, Biana Costa, Teresa Forbes, Javier Núñes Gasco, André Graça Gomes, Stefan Kornacki, Dominik Lejman, Melanie Manchot, Régis Perray, João Ribeiro, José Eduardo Rocha, André Teles.

Curadoria | Mário Caeiro


Objet Trouvé. A cidade é um cadáver esquisito.

OBJET TROUVÉ é a segunda de uma série de exposições dedicadas ao objecto do ponto de vista da ética da arte pública. A primeira exposição – OBJET PERDU – manifestou aspectos críticos da produção objectual face ao regime da arte contemporânea: o valor da imponderabilidade no processo colaborativo, o dinamismo da interligação entre os níveis da representação e da reflexão ou, finalmente, a multivocidade da acção artística no quotidiano. Na trama de argumentos, conforme concretizada na modalidade do dispositivo expositivo, a noção de perda constituiu o leit motiv para relacionar a produção artística com um certo distanciamento dos criadores face às narrativas culturais e ideológicas, mormente a própria ‘arte’.

Em 2012, este padrão de reflexividade, típica da arte crítica, desenvolve-se, ironicamente, no sentido do reencontro com o objecto. OBJET TROUVÉ reúne treze artistas cujos trabalhos contribuem para uma perspectiva multidimensional da vida colectiva, enquanto lugar-objecto de redenção social. Num encontro tão frágil e efémero quanto fulminante, e independentemente das estratégias de representação e interacção estética em causa, a ideia de palimpsesto enquadra esta emergência de uma forma social de que todos somos personagens à procura de um autor. Tal formação é historicamente uma deriva utópica, motivada por carências pedagógicas e terapêuticas (como na Bildung romântica). Na tradição da arte como techne, trabalho sobre as formas nas coisas, redunda num ethos que acarreta escolhas ao nível do dispositivo plástico e projectual. Os objectos tornam-se então testemunhos das acções que os definem; mas genuinamente graciosos apenas quando encontro com o outro e com o social, compassivamente.

Em OBJET TROUVÉ, este jogo crítico da inscrição do poder da arte continua a assentar na possibilidade da concreção objectual. Não como na praxis surrealista (reduzida pela história a uma linguagem), mas algures entre a noção mundana da trouvaille, o motivo processual da serendipidade e o desejo meta-comunicacional do aforismo. Em tempo de sound bites e verdades extremamente residuais, e face ao estertor tanto da reflexão política como do modelo de produção industrial, será que a discreta auto-contenção destas obras, fruto da distanciação dos autores para com as narrativas colectivas dominantes, não poderia ser vista como uma moral transparente da arte como tradição superada?

No quadro confinado dos espaços galerísticos, estas questões têm-se traduzido em práticas relacionais, nem sempre o discurso indo ao encontro de uma experiência produtiva do sublime. Daí a relevância de uma arte que traduz em luminosos encontros estéticos os sentimentos que mais fundamente motivam o devir da cidade, esse palimpsesto urbano violentamente descontrolado que entretanto se constitui como imagem representativa da nossa espécie e suas formas de habitar. Ao mesmo tempo, essa arte – transmissão de memória, vislumbre de possíveis, resiliência da polis – é antes do mais um modo produtivo de ir ao encontro do(s) objecto(s), experimentando mecanismos de jogo e acção, de encenação ou afastamento, explorando toda uma gramática da consciência e em particular a do efémero específico da condição artística no socius. Só que então, se a cidade é ela própria o objet trouvé destas práticas de apropriação e análise, não seremos nós próprios sucessivos ready mades (cada vez menos energéticos?) e a cidade o nosso museu, pejado de objectos perdidos e encontrados? A cidade é um cadáver esquisito.


Mário Caeiro
Lisboa, 2012


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PROJECT
BEYOND EMOTIONS


Leonor Hipólito

PLATAFORMA REVÓLVER PROJECT

Os dias passam, os meses avolumam-se e as páginas de um livro preenchem-se.
Na tentativa de desenhar a imagem das emoções a linha sai esbatida e os contornos ambíguos. A familiaridade da composição é a estranheza da mesma.
Uma frase ressalta da escrita: Beyond Emotions.
Resultado de ano e meio de pesquisa: Beyond Emotions é o novo projecto de Leonor Hipólito que reúne objectos e um livro.

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A PLATAFORMA REVÓLVER é uma associação privada, independente - sem fins lucrativos. Promove a arte contemporânea através da organização de exposições e de residências, e participa activamente na difusão e no diálogo internacional da arte.
A Plataforma Revólver construiu um espaço activo para o público de Lisboa, plataforma de novas ideias acerca da arte contemporânea; produz exposições temporárias, oferecendo a possibilidade aos artistas plásticos para poderem apresentar e discutir os seus trabalhos, colmatando, deste modo, um dos problemas fundamentais com que se debatem os novos criadores: a dificuldade em encontrar um lugar a partir do qual se façam conhecer, expressando-se e, simultaneamente, receber o contacto com o público – vital para que os seus projectos evoluam - submetendo-se ao seu olhar, olhar esse que poderá ser absolutamente crítico ou complacente. Apesar do foco ser a arte que os mais jovens actualmente fazem, o programa da Plataforma Revólver também inclui artistas bem-conhecidos, estabelecidos.

A Plataforma Revólver apoia e estimula a criação de arte contemporânea, em concordância com o carácter da prática artística nos dias de hoje, integrando as exposições vários meios e métodos de produção. A composição das exposições é ditada, por um lado, por um comissariado exterior à direcção do espaço, por outro, pela preocupação com a arte contemporânea e onde a arte assume um papel no desenvolvimento da cultura cívica e do pluralismo.


Dizer que a obra de arte faz parte da cultura é uma coisa um pouco escolar e artificial. A obra de arte faz parte do real e é destino, realização, salvação e vida.
(Sophia de Mello Breyner)


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