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ENTREVISTA



FÁTIMA MOTA


Fátima Mota nasceu em Lagoa, São Miguel, Açores. Desde 2000 é directora da Galeria Fonseca Macedo - Arte Contemporânea, sediada em Ponta Delgada, onde já realizou inúmeras exposições de artistas açorianos ou não, representados pela galeria ou convidados. A Artecapital conversou com Fátima Mota sobre o programa curatorial e as actividades actuais e futuras da Galeria Fonseca Macedo, e ainda sobre o papel que pode ter uma galeria de arte num contexto insular, como esta pode ser uma forma de projecção dos artistas locais, tanto no arquipélago como internacionalmente, num momento de progressiva “quebra” do isolamento cultural dos Açores.
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O ESTADO DA ARTE



LIZ VAHIA


FALAR DE DESENHO: TÃO DEPRESSA SE COMEÇA, COMO ACABA, COMO VOLTA A COMEÇAR
Na última edição da feira de arte Drawing Room, que teve lugar de 26 a 30 de outubro na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, regressaram as Millennium Art Talks, com programação da curadora Maria do Mar Fazenda. Foram quatro conversas e a apresentação do livro de Rui Chafes, Diários, que juntaram artistas, curadores e críticos para falar desse tema que nunca se fecha: o que é o desenho? A conversa começou com Emília Ferreira a afirmar que "o desenho está em todo o lado, em tudo à nossa volta. Mas o desenho é muito humilde, apaga-se. É o pai de todas as artes."
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PERSPETIVA ATUAL

PAULA PINTO


ACTOS SILENCIOSOS: “SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER”
Maria José Oliveira acredita na transformação cíclica de todos os elementos e tem a capacidade de fazer ressurgir objectos e sentidos que engendram inesperados cruzamentos entre universos. O seu resgatar constante das coisas imperceptíveis, das coisas sem valor, ou das coisas que acontecem contra a nossa vontade, lembra-nos que a supressão de qualquer ser, objecto, ou resíduo, por mais superficial ou inútil que pareça, destrói as continuidades entre vários universos. É sobre este resgate transformador do quase invisível, que se constrói o maravilhamento destes “Universos em Viagem”.
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OPINIÃO

MARC LENOT


MUNCH EM DIÁLOGO
Houve relativamente poucas exposições sobre a influência que Edvard Munch pode ter tido sobre os artistas contemporâneos. Parece-me que a única exposição que estabeleceu um diálogo entre Munch e os artistas contemporâneos foi Munch Revisited (Dortmund 2005), um rastreio amplo com 36 artistas mais ou menos conhecidos. Por outro lado, várias exposições se interessaram pelas relações entre Munch e um contemporâneo: Jasper Johns em 2016, Andy Warhol em 2018, Marlene Dumas em 2018 e Tracey Emin em 2021. A exposição que esteve patente até 19 de Julho no Albertina em Viena foi, portanto, bem vinda, pois, ao lado de mais de 60 obras de Munch, e não menos importante, apresentou em perspectiva os trabalhos de sete artistas contemporâneos.
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ARQUITETURA E DESIGN

MADALENA FOLGADO E JONAS HØINESS


JONAS AND THE WHOLE
Whole…E não the Whale. Esta troca de vogais, que descobri por ato falho, enquanto escrevia, fez-me colocar em relação duas palavras na lingua inglesa; respetivamente, em lingua portuguesa, todo e baleia. Jonas é simultaneamente Jonas Høiness, o co-autor norueguês deste espaço e do projecto ganhador do Prémio Universidades na categoria de Mestrados — pela primeira vez na história da Trienal de Arquitetura de Lisboa, dirigido a instituições do mundo inteiro. E, é também uma referência à história bíblica. Mas o Jonas, enquanto parte do todo, é infinitamente maior, inclusive maior que o todo Trienal de Arquitectura de Lisboa 2022, Terra.
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ARTES PERFORMATIVAS

MIGUEL BONNEVILLE


SAIR DE CENA – UMA REFLEXÃO SOBRE VINTE ANOS DE TRABALHO
esta é, mais uma vez, uma reflexão sobre a mesma história – a minha –, na qual crio espaço para dizer algumas coisas que já disse e outras que nunca cheguei a dizer. agora que termina um ciclo – chega ao fim a série a importância de ser – e que me convidaram a fazer uma reflexão sobre o trabalho que estive a desenvolver durante os últimos vinte anos, não posso deixar de retraçar aspectos óbvios, para quem tem algum conhecimento sobre o meu trabalho, numa tentativa de conseguir ir, pela insistência e pela repetição, um bocadinho mais fundo na investigação que tenho estado a fazer.
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PREVIEW

Livro Ph.10 António Júlio Duarte | Apresentação 14 Dez, Biblioteca da Imprensa Nacional, Lisboa


Obra retrospectiva do trabalho de António Júlio Duarte, o livro é uma viagem pelos mundos do fotógrafo e reflete a sua constante deambulação por espaços urbanos.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

LUÍSA FERREIRA

A CIÊNCIA CURA


Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira

“A Ciência Cura” revela fragmentos do pulsar da humanidade, nos primeiros meses em que a sociedade foi obrigada a aprender a lidar com uma pandemia inesperada e que, a cada instante, ameaçava arrastar o mundo, em especial os hospitais, para o colapso. Numa construção semântica oposta à ideia de colapso, esta série de imagens de Luísa Ferreira constrói um universo fotográfico, no qual campos de força contraditórios se encontram.
LER MAIS FÁTIMA LOPES CARDOSO

COLECTIVA

NOVAS NOVAS CARTAS PORTUGUESAS


Galerias Municipais - Galeria Quadrum, Lisboa
Com os cinquenta anos que leva, e que esta exposição assinala, o “caso Novas Cartas Portuguesas” está dado a muitas flutuações. Sobretudo no que se refere ao modo como está recortado, dizendo de forma muito sumária, pelos feminismos e pelas problemáticas de género. Eis o que tornou a obra combustível para apropriações dissonantes e nem sempre alinhadas por igual sentido doutrinário.
LER MAIS JOÃO BORGES DA CUNHA

MIKHAIL KARIKIS

SOMOS O TEMPO


Sismógrafo, Porto
Mikhail Karikis pertence a uma linhagem de artistas que usam a ecologia do som e a sonoplastia – quer seja através da biofonia, antropofonia, geofonia e sons de instrumentos e outros objetos – para abordar desafios, questões e problemáticas da ecologia como o aquecimento global e o degelo, o ruído antropogénico e a poluição marítima, a extinção das espécies e as forças da natureza e as suas alterações.
LER MAIS SANDRA SILVA

EDVARD MUNCH

EDVARD MUNCH. UN POÈME DE VIE, D’AMOUR ET DE MORT


Musée d'Orsay, Paris
O problema que tenho com a exposição Munch no Musée d'Orsay (até 22 de janeiro), é que poderia escrever páginas e páginas, um livro quase. Os comissários fizeram uma escolha temática e não cronológica, o que tem a vantagem de fazer compreender melhor a essência do seu trabalho (e o inconveniente, lá chegarei, de ocultar a dimensão biográfica, necessária à percepção de certas obras, uma vez que a arte e a vida nele são indissociáveis).
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CINDY SHERMAN

CINDY SHERMAN: METAMORFOSES


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Com um discurso concetual irónico, recorrendo à fotografia enquanto medium e ao próprio corpo como suporte dos seus trabalhos, Sherman explora e desconstrói estereótipos em imagens fictícias e poderosas, reminiscentes da cultura em que vivemos. Atuando como diretora artística, fotógrafa, maquilhadora, cabeleireira e intérprete do papel a desempenhar, as suas obras não são autorretratos, mas uma cópia sem um original em que examina a construção da identidade, a natureza da representação e o artifício da fotografia.
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CARLOS NUNES

ABASEDOTETODESABA


3 + 1 Arte Contemporânea, Lisboa
A exposição de Nunes compreende uma experiência formal de linhas horizontais, verticais, e oblíquas, mas não sem tirar a atenção do papel social da arte, e de uma possível influência no futuro. As primeiras impressões do lugar são justamente essas, as de uma sugestão de lugares paralelos ao mundo em que vivemos, alternativos a um mundo que se vislumbra, cada vez mais, obscuro e pesado.
LER MAIS CARLA CARBONE

TIAGO BAPTISTA

THE TALE


Rialto6, Lisboa
A profundidade do espaço e o jogo de luz, nesta performatividade em potência, neste cenário que também é casa e conforto silencioso, oferece-me, generosamente, uma dimensão sensorial e imersiva. Estou a entrar num plano maior do que aquele que vejo. Liberto-me do peso das coisas e pressinto um horizonte mais amplo, mais vasto, que se alarga e se estende para fora destas paredes — porque não estou só a assistir. Sou parte. Entro na pele das coisas, percorro a pele das coisas. Esta exposição é epidérmica. É pele com pele.
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