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ENTREVISTA



RACHEL KORMAN


A 11ª edição do festival anual de videoarte FUSO teve lugar de 27 de Agosto a 1 de setembro deste ano, em Lisboa. Concebido para criar um espaço de encontro a partir da videoarte, o evento aconteceu durante seis noites de verão lisboetas do lado de fora de museus e outros espaços de arte. Por trás do FUSO estão António Câmara Manuel, diretor da produtora DuplaCena (também responsável pelo festival lisboeta Temps d'Images), Jean-François Chougnet, diretor do MUCEM, em Marseille, e Rachel Korman, a brasileira que, desde 2007, integra e agita a cena artística portuguesa e que hoje vive nos Açores.
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O ESTADO DA ARTE



SÉRGIO PARREIRA


SEMANA DE ARTE DE MIAMI VIA ART BASEL MIAMI BEACH: UMA EXPERIÊNCIA MAIS OU MENOS ESTÉTICA
Mesmo antes de se chegar já se vai com a sensação de que algo nos irá escapar e não há pré-produção possível que nos proteja desta potencial angústia! Nos meses que antecedem a semana de arte de Miami, qualquer profissional das artes, dos galeristas aos colecionadores, passando impreterivelmente pelos órgãos de divulgação, começam a receber infindas notificações para eventos, exposições, inaugurações, festas, uns mais artísticos que outros, mas todos estes na busca de público. Hoje, talvez seja este o maior problema que esta semana de arte de Miami começa a gerar: muita oferta. A qualidade de muitos destes eventos denominados de arte contemporânea é bastante questionável e acaba por gerar um “ruído” ensurdecedor capaz de nos distanciar do que é realmente importante.
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PERSPETIVA ATUAL

NUNO LOURENÇO


CARLOS AMORALES, A SUA LINGUAGEM-PADRÃO E O CRUEL MUNDO DE HOJE
Patente até ao próximo dia 17 de maio em Amesterdão, a exposição deste artista mexicano nascido em 1970 apresenta-nos, na verdade, o perfil do mundo de hoje. Take it or leave it, nem sequer é uma opção. É mesmo take it, porque não podemos fugir da violência, do egocentrismo, da superficialidade, das eternas perguntas “Quem sou eu? Quem são os outros?”, dos padrões repetidos até à exaustão para consumo de uns e para encher os cofres de outros. Esta é a matéria dos nossos dias, com a qual temos de trabalhar na arte e cultura, de modo a garantir a nossa sobrevivência.
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OPINIÃO

DONNY CORREIA


RAFAEL FRANÇA: PANORAMA DE UMA VIDA-ARTE
Desde os primeiros passos como aluno, França demonstrou uma dedicação admirável e um compromisso para com seu trabalho que impressionavam professores e colegas. Parecia-lhe especialmente interessante a descoberta de suportes extra artísticos que pudessem ser incorporados à fatura de sua poética. Regina Silveira, no documentário Rafael França: obra como testamento, de Alex Gabassi e Marco del Fiol (2001), comenta que França sentia-se impelido a combinar diversos suportes de produção visual em busca de uma síntese do componente da imagem e da qualidade de artista perante a obra. Certamente, quando analisamos as fases de seu trabalho, constatamos a hibridização que combina gravura, fotocópia, fotografia e mesmo o fotolito.
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ARQUITETURA E DESIGN

PATRÍCIA SILVA COELHO


PRÁTICAS PÓS-NOSTÁLGICAS / POST-NOSTALGIC KNOWINGS
As práticas artísticas contemporâneas têm revelado um papel fulcral para incitar diálogos e ações que visem a requalificação da cidade e da urbanidade. Principalmente quando se trabalha sobre territórios invisíveis ou paisagens em estados profundos de amnésia, a arte é determinante para expandir as potencialidades dos lugares e dos seus contextos. A nostalgia e as memórias do que se perdeu tornam-se, muitas vezes, em forças de inércia que condicionam a construção de novas narrativas urbanas. Os projetos artísticos não têm o poder de resolver a ausência, o abandono ou a fragmentação de espaços e territórios mas têm a capacidade de interagir, questionar e refletir sobre as múltiplas possibilidades que estes constituem.
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MÚSICA

MIGUEL PINTO


R.I.P HAYMAN: DREAMS OF INDIA AND CHINA
Na tentativa de desenhar uma separação entre o autor e a sua obra, Dreams of India and China apresenta-se de imediato como um problema: não só foi composto pela desmontagem de arquivos que R.I.P Hayman produziu entre 1973 e 1986, como parece trabalhar com a iconografia do seu autor, construindo-lhe um percurso possível. No entanto este afastamento nunca faria sentido: a mistura da vida com a arte é inerente ao legado de Hayman, um homem que se interessou tanto pela marinha e jardinagem como pela performance artística, parecendo tratá-los no caráter beuysiano da vida enquanto pedaço da arte (e não o contrário).
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PREVIEW

17.ª KINO – Mostra de Cinema de Expressão Alemã | 29 Jan a 5 Fev, Cinema São Jorge, Lisboa


KINO apresenta uma seleção do cinema que mais se destacou no último ano nos países de língua alemã (Alemanha, Áustria, Suíça e Luxemburgo).
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

ISABEL MADUREIRA ANDRADE E PAULO BRIGHENTI

OUTRAS VOZES


O Armário, Lisboa

Partindo da pintura (caso que não representa nenhuma surpresa face ao corpo de trabalho dos dois artistas, apesar da distância entre eles facilmente reconhecível), a exposição que nos é apresentada manifesta a inesperada tomada de um dispositivo cénico ao desenvolver-se em torno da instalação. Ao jeito de site specific tecidos suspensos seccionam o espaço — como véus semi-translúcidos e cambaleantes, estabelecendo o jogo entre a visibilidade e a invisibilidade — convidando à intromissão do espectador para o simples acesso do conjunto…
LER MAIS ANDREIA CÉSAR

MARIA PIA OLIVEIRA

O PONTO PERFEITO


Fundação Portuguesa das Comunicações,
O Ponto Perfeito, de Maria Pia Oliveira, revela-se pelo seu movimento subtil, cuja vibração leva à expansão do ser através do cosmos. Trata-se de uma viagem ao sublime, cujo olhar transcende no absoluto. O ser deambula através de uma experiência extrassensorial, e espírito caminha no espaço e no tempo, deixando-se, assim, comover pela magnificência e pela grandeza.
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BRIDGET RILEY

BRIDGET RILEY


Hayward Gallery, Londres
“Antes de aprender a desenhar, eu aprendi a olhar”, conta a graciosa Bridget Riley numa entrevista em vídeo a Sir John Leighton, diretor geral da National Galleries Scotland, por ocasião da retrospectiva que reúne obras realizadas durante mais de 70 anos de trabalho. A artista é um marco da Op Art e, aos 88 anos, ela pode dizer que também nos ensinou todos a ver.
LER MAIS JULIA FLAMINGO

COLECTIVA

DELLA MATERIA SPIRITUALE DELL’ARTE


MAXXI – Museo delle Arti del XXI Secolo, Roma
Quando visitada, a exposição revela um forte caráter antropológico e arqueológico, mas cedo se compreende que a mostra não fica presa ou determinada por este. O que se observa é, ao invés, uma construção espacial atual, inesperada e dinâmica, de múltiplos elementos que se conjugam, interagem e dialogam entre si.
LER MAIS CONSTANÇA BABO

COLECTIVA

TAXIDERMIA DO FUTURO


Museu Nacional de História Natural de Angola, Luanda
A exposição, que antes esteve na Bienal de Lumbumbashi 2019, tem um título que parece enigmático, as obras nem tanto. Naquela sala ampla, a senhora sozinha parecia – e depois confirmámos que sim - perguntar-se o mesmo que nós: podemos empalhar o futuro? Quais são as principais interrogações e as respostas possíveis – se é que as há - que a exposição “Taxidermia do Futuro” faz e/ou sugere?
LER MAIS ADRIANO MIXINGE

JÚLIO POMAR

JÚLIO POMAR: VER, SENTIR, ETC. – OBRAS DO ACERVO DO ATELIER-MUSEU JÚLIO POMAR


Centro Interpretativo do Tapete de Arraiolos (CITA), Arraiolos
Das tradições podemos dizer que ou morrem porque as pessoas não vêem mais interesse ou utilidade nelas, ou se mantêm porque há um grupo de “loucos” ou “iluminados” que as mantêm por vezes contra a cultural da maioria, ou se resgatam de uma forma mais consensual porque essa mesma cultura da maioria, também terá os seus dias e é preciso relembrar aquilo que se aprendeu e conquistou. Deste clássico debate tradição versus novidade, as novas mentalidades exigem, no entanto, a destruição de alguns aspetos da tradição por serem causa de preconceito ou por serem destrutivos em si mesmo.
LER MAIS NUNO LOURENÇO

ELISA STRINNA

SOL CEGO


Espaço Fidelidade Mundial Chiado 8 - Arte Contemporânea, Lisboa
Através da exposição Sol Cego, Elisa Strinna emerge-nos numa nova Era contaminada pelo desgaste de uma comunicação invisível, cuja paisagem agrega o natural à tecnologia. A artista apresenta-nos um ambiente apocalítico como lugar fugaz, paisagístico, anteriormente habitado pelo ser humano, onde a deterioração possui uma forma quase arqueológica do lugar e do ser.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI