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ENTREVISTA



CRISTIANO MANGOVO


De Cabinda a Kinshasa, de Luanda a Lisboa, ou de estudante de Pintura na Faculdade de Belas Artes de Kinshasa a vendedor de mercado em Luanda, o percurso de Cristiano Mangovo reflecte as especificidades e as dificuldades do contexto africano. Mas é aí também que reside a sua inspiração e a sua força. Cristiano Mangovo recebeu-nos a meio de um dia de trabalho no seu atelier em Lisboa. Entre duas telas que se enfrentavam, falou-nos do seu percurso pessoal e artístico e da exposição “Humano e a Natureza”, que esteve patente até Dezembro passado na galeria Afikaris, em Paris. Em Lisboa, vamos poder ver a sua próxima exposição na Galeria Insofar, intitulada ''O Sistema'', cuja inauguração é já no dia 4 de Fevereiro, ficando patente até 30 de abril.
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O ESTADO DA ARTE



VICTOR PINTO DA FONSECA


ESPERANÇA SIGNIFICA MAIS DO QUE OPTIMISMO
Lembro-me muito bem quando comecei a programar a Plataforma Revólver, há aproximadamente vinte anos no sótão do Transboavista, com as temperaturas no verão a atingirem os 45 graus, caindo para valores mínimos no inverno (impossível de manter quente e seco), como a forma mais radical e alternativa de programar e realizar exposições de arte. Quando penso nisso com cuidado, parece inimaginável quanta intensidade e encanto pôde conter um sótão com 200m2. Na época, dado os requisitos financeiros para produzir catálogos, convites, ou para a edição de um site, procedimentos de comunicação nunca me foram uma sensação importante, pois a conclusão bem-sucedida das exposições era prioridade em relação à comunicação: a relação com o público passava-se com a qualidade e o entusiasmo das exposições, aliadas à independência do projecto.
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PERSPETIVA ATUAL

PEDRO CABRAL SANTO


AMBIENTE RETINIANO – DE FRA ANGELICO A ØYVIND KOLÅ | PARTE 1
Quando estamos em presença de uma imagem visual pictórica não colocamos em causa o processo fisiológico que está a ocorrer, ou a existência dessa imagem fora da alçada dos sentidos, nomeadamente, da visão e do processamento pelo sistema visual. Uma «imagem» visualiza-se nessa relação estrita com o ato de ver (sendo o olho o seu natural interface). A perceção de uma imagem não difere nisso da perceção das diferentes facetas do mundo. No entanto, a existência da imagem, a sua «realidade», testemunha um facto que geralmente passa despercebido face à tendência para naturalizar a perceção: o entrelaçamento permanente do visual e da linguagem, do imaginário, e do simbólico – para falar como Lacan.
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OPINIÃO

CATARINA REAL


O Pintor e o pintar / A pintura e ….
POW! SPLAT YEAH! foi (e talvez continue sendo, não tendo ainda encontrado término, como diz Pedro O Novo) uma iniciativa conjunta do Sindicato dos Pintores - projecto de Mariana Gomes que promove encontros e exposições em torno da pintura, de pintores e suas práticas - e da Associação Córtex Frontal - sediada em Arraiolos, que dinamiza a vila com exposições e residências artísticas das mais variadas áreas da produção cultural, da escrita ao cinema passando pelas técnicas de impressão -; uma residência artística em duas partes realizada entre Arraiolos e Évora, com foco na experimentação da Gravura e da Serigrafia - com acompanhamento técnico especializado de Hugo Amorim e Vanda Sim-Sim, respectivamente - por parte de um grupo de jovens pintores. Nesse grupo, para além de eu mesma, Catarina Real, figuram Pedro O Novo, Sofia Mascate e Carlos Gaspar.
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ARQUITETURA E DESIGN

JOÃO PAUPÉRIO E MARIA REBELO


SOBRE A 'ESTÉTICA DO CONHECIMENTO': UMA LEITURA DA PEDAGOGIA DE BAUKUNST
Esta abordagem táctica ao ensino visa não só os estudantes, como também os seus professores, obrigando-os a substituir sistematicamente o ensino pela aprendizagem. Dito de outra forma, leva-os a envolver o estúdio numa pedagogia radical onde os professores não ensinam, transferindo os seus conhecimentos através daquela a que Paulo Freire chamava 'educação bancária', mas antes onde preferem orientar os estudantes para aprenderem por si próprios e, eventualmente, ensiná-los de volta. Afinal, não será por acaso que, em língua francesa, ensinar e aprender partilham um único verbo: 'apprendre'.
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ARTES PERFORMATIVAS

HELENA FALCÃO CARNEIRO


ESTAR QUIETA - A PEQUENA DANÇA DE STEVE PAXTON
A small dance [pequena dança] é talvez um dos momentos de pesquisa em que formalmente Steve Paxton mais se aproxima da questão da quietude. O exercício da small dance consiste, essencialmente, na permanência de um corpo em pé. Aqui, a questão da quietude não tem que ver necessariamente com um corpo parado. O próprio Paxton o diz quando escreve: “estar quieto não é, na verdade, [estar] imóvel”. O corpo parado está a observar o movimento necessário à verticalidade, a mobilidade imprescindível para evitar a queda.
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:: OPEN CALL sensing the city - sense of the city | Um projecto de exposição entre Berlim e Lisboa



PREVIEW

Ciclo de Cinema 'Cineclube Campo Aberto' | 21 Jan - 27 Jun, Brotéria, Lisboa


Numa tarde de cada mês, um tema serve de mote livre para o filme escolhido, para as curtas-metragens criadas e para as conversas a seguir.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

JEAN-LUC MOULÈNE

TÉCNICO LIBERTÁRIO


Casa São Roque - Centro de Arte, Porto

A exposição Técnico Libertário celebra a obra de Jean-Luc Moulène, mergulhando-nos no universo de parâmetros conceituais do artista francês que, alternando entre fotografias, desenhos, objetos de produção industrial e artesanal, e trabalhos que exigem competências tecnológicas avançadas, procura fornecer-nos hipóteses resultantes de investigações complexas, rigorosas e ambiciosas.
LER MAIS MAFALDA TEIXEIRA

SAMSON KAMBALU

SAMSON KAMBALU: FRACTURE EMPIRE


Culturgest, Lisboa
A Culturgest, em Lisboa, está a dedicar uma exposição a Kambalu até 6 de fevereiro. Duas das salas são destinadas ao Sanguinetti Breakout Area, as outras seis salas mostram diversos trabalhos do artista, tecidos, postais, pequenos filmes absurdos (que ele define como estética nyau), e o seu projecto para o 4º pedestal de Trafalgar Square. A legitimidade fundadora de Kambalu parece reduzir-se neste momento à sua Sanguinetti Breakout Area, que data de 2015, o resto dificilmente tem densidade.
LER MAIS MARC LENOT

MANUEL SANTOS MAIA

UM LUGAR SEM PAÍS NO MUNDO


Espaço MIRA, Porto
O título da presente exposição revela a criação de um outro lugar, um lugar inexistente enquanto espaço físico. Um lugar que se estabelece pelo fazer, pelo vínculo e afeição, por um fazer de mãos dadas. Pela devolução de um tempo ao tempo. Cria-se um novo lugar de reflexão, de idealizações, de aprendizagem; um lugar que também pertence a quem vê e que surge dessa sinergia entre o artista, o colaborador, o espectador e a obra.
LER MAIS SUSANA CHIOCCA

VEIT STRATMANN

LUMIAR CITÉ


Lumiar Cité - Maumaus, Lisboa
A única forma possível de escrever sobre a mais recente exposição de Veit Stratmann na Lumiar Cité seria não escrever nada: deixar linhas em branco até ao fundo desta página. A exposição de Veit Stratmann é essa armadilha.
LER MAIS MIGUEL PINTO

MARK BRADFORD

ÁGORA


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Bradford é um dos nomes que melhor definem a pintura das últimas duas décadas, prática cujas formas e possibilidades plásticas já se coadunam com as amplas heterogeneidade e pluralidade artísticas contemporâneas.
LER MAIS CONSTANÇA BABO

COLECTIVA

CHEFS-D'OEUVRE. PHOTOGRAPHIQUES DU MOMA. LA COLLECTION THOMAS WALTHER


Jeu de Paume (Concorde), Paris
Coleção de fotografias reunidas pelo colecionador alemão Thomas Walther e adquirida pelo MoMA, cerca de 230 fotografias de 120 fotógrafos datadas essencialmente do período entre as duas guerras e provenientes principalmente da Alemanha e dos Estados Unidos.
LER MAIS MARC LENOT

ELLIE GA

GYRES


ZDB - Galeria Zé dos Bois, Lisboa
Apresenta-se uma verdadeira oportunidade para uma experiência única num espaço expositivo, cheio de motivos sensoriais, pedagógicos e enigmáticos. Para escrever sobre esta experiência, decidi que iria falar na primeira pessoa.
LER MAIS MAURO DOS SANTOS GONÇALVES