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ENTREVISTA



JOANA RIBEIRO


Joana Ribeiro é jovem e está desiludida. O sistema que nos impele a continuamente consumir, que usurpa todos os discursos, e que se torna risível quando conseguimos criar dele algum afastamento são a sua matéria de trabalho. Simultaneamente reflexão e acção. O que é que nos querem vender agora? A Joana mostra-nos as dinâmicas do consumo, do controlo das mentes, das mensagens subliminares. Tudo envolvido numa ironia sem malícia. Está desiludida, mas não é cínica: resta-nos a comunidade, resta-nos ser válidos.
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O ESTADO DA ARTE



VICTOR PINTO DA FONSECA


'A QUE SOA O SISTEMA QUANDO LHE DAMOS OUVIDOS'
No final de quase cinco décadas de liberdade, quer queiramos ou não, não se pode evitar falar da evolução da crítica de arte contemporânea em Portugal. Existe uma grande narrativa no caso da autonomia da crítica de arte. Simplesmente não é uma narrativa de progresso e liberdade; antes, é uma história retrógrada que conduz a uma forma de organização promíscua, dos mais diversos modos da arte contemporânea! Falo de uma ordem baseada num Sistema (já ouvimos falar bastante sobre o sistema) que destruiu a liberdade natural do pensamento crítico, em proveito de determinada ideologia que submeteu o universo da arte contemporânea ao seu serviço. Antes de abordarmos o sistema, porém, que poderemos realçar da crítica de arte contemporânea que se encontra nesse sistema?
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PERSPETIVA ATUAL

RITA ANUAR


ESTAMOS AQUI PORQUE VOÁMOS - OU O GESTO CONTÍNUO DE MARIA JOSÉ OLIVEIRA
Qualquer coisa está perto de nós e se principia. Ainda não sabemos, mas esperamos. Olhamos e medimos, com a intuição, a distância que nos separa dos corpos silenciosos que lentamente vão sendo acordados pelos ecos (das vozes, dos pássaros e dos sinos), que ressoam numa antiga capela preservada no actual Museu Municipal de Faro. Sentimos, ao estar na presença das obras de Maria José Oliveira, um aproximar que simultaneamente se evade, escapando-nos, como uma «corrente de ar» que vai, mas que regressa. Ou um pássaro que nos oferece um voo rápido e furtivo.
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OPINIÃO

PEDRO PORTUGAL


PORQUE É QUE A ARTE PORTUGUESA FICOU TÃO PEQUENINA?
Entre os anos 60 e 90 do séc. XX houve um simulacro de mercado de arte em Portugal. Pelas fotografias, vemos que as inaugurações nas galerias e museus estão cheias de gente e qualquer pintura que um artista fizesse era notícia num jornal nacional. As galerias vendiam, os artistas ficavam contentes, os colecionadores entusiasmados e os museus felizes. O que aconteceu? Porque é que o mercado de arte em Portugal diminuiu como os crânios encolhidos tsantsia dos índios Jivaro na Amazónia?
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ARQUITETURA E DESIGN

CARLA CARBONE


CERAMISTAS E ILUSTRADORES: UMA RESIDÊNCIA EM VIANA DO ALENTEJO
Quatro ilustradores e uma família de ceramistas reuniram-se, entre 4 e 9 de julho, em Viana do Alentejo, numa Residência de Artistas, com o objetivo de criar peças inovadoras de olaria. A Residência em Viana do Alentejo foi organizada pela “Vicara”, marca de Design portuguesa, e pela “Passa Ao Futuro”, associação sem fins lucrativos, que tem desenvolvido um trabalho intensivo em torno da valorização e preservação do património cultural material e imaterial do artesanato português.
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ARTES PERFORMATIVAS

PAULA PINTO


ALBUQUERQUE MENDES: CORPO DE PERFORMANCE
Esta exposição inventaria a performance como um meio nuclear da expressão artística de Albuquerque Mendes desde 1974. Transferindo o foco do objecto artístico para o corpo, da configuração formal para a gestualidade, da perspectiva contemplativa do observador para uma relação intrusiva com o público, da construção dos valores estéticos representativos da história da arte para a sua desconstrução através da valorização da acção ao vivo e da saída da instituição cultural para a rua, as práticas artísticas da performance não se reduzem à catalogação de um novo médium e não devem ser reduzidas aos eventos em si, uma vez que são um reflexo das transformações sociais e políticas da época e se reflectem noutras formas de produção cultural.
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:: A CASA DA DANÇA em Almada oferece Oficinas e Performances com coreógrafos a partir de Setembro



PREVIEW

17ª edição do Circular Festival de Artes Performativas | 18 - 25 Set 2021, Vila do Conde


Um programa pluridisciplinar e experimental que cruza a dança, a música, o teatro, a performance e o pensamento.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

FERNANDA FRAGATEIRO

A CIDADE INCOMPLETA


MACE - Museu de Arte Contemporânea de Elvas, Elvas

Aqui, a poesia afirma-se a partir do banal não sendo banal, porque o seu objetivo estético é o da simplicidade formal: o foco situa-se no potencial formal da matéria, traduzindo uma ideia num mundo já por si transformado pelo ser humano.
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COLECTIVA

X NÃO É UM PAÍS PEQUENO - DESVENDAR A ERA PÓS-GLOBAL


MAAT, Lisboa
A exposição sugere o debate, e compreende projetos inspirados em questões sociais, problemáticas geopolíticas e geoestratégicas, desenvolvidas por designers, arquitetos, artistas, todos eles com uma preocupação de base humanista na sua investigação, assente em diferentes registos possíveis, nomeadamente "objetos, corpos, infraestruturas, cidades, territórios e o próprio planeta".
LER MAIS CARLA CARBONE

RITA GASPAR VIEIRA

DESARRUMADA


Galeria Belo-Galsterer, Lisboa
Evidencia-se a materialidade da obra de arte. A grandeza dos acabamentos é despojada para se manifestarem na organicidade das matérias do papel e do desenho. O lugar e a criação da artista expressam-se no encontro deste gesto, cuja valorização é exaltada pela ação e processo.
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LAS PALMAS

APOFENIA


Culturgest (Porto), Porto
Fazendo jus ao conceito de apofenia que serve de título à exposição, a mostra assume-se enquanto território de reunião de sintonias e de encontros circunstanciais entre singularidades, por vezes distantes, mas que comungam de uma mesma energia.
LER MAIS MAFALDA TEIXEIRA

PEDRO CALAPEZ

DEBAIXO DE CADA COR


Galeria Belo-Galsterer, Lisboa
Percecionamos a pintura através de uma intensa vibração. Numa forte expressão de largas pinceladas e manchas, o gesto dá ao visitante a dimensão da cor pura. Com Pedro Calapez, retomamos o prazer da contemplação da cor.
LER MAIS JOANA CONSIGLIERI

DIOGO COSTA AMARANTE

BE YOUR SELFIE


Solar - Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde
Do mundo como palco ao mundo como pano de fundo onde nos podemos visualmente insertar, vai um smartphone de distância. “Encontrar alguém a fotografar ou a fotografar-se tornou-se um elemento constitutivo de toda a paisagem”, diz Diogo Costa Amarante.
LER MAIS LIZ VAHIA

COLECTIVA

THE POWER OF MY HANDS. AFRIQUE(S) : ARTISTES FEMMES


Musée d’Art Moderne de la Ville de Paris, Paris
A maioria das peças são intrigantes e fascinantes. Tudo gira em torno do corpo da mulher, da sua afirmação, da sua emancipação; todas, ou quase todas, são subtis e jogam mais com metáforas que com uma afirmação militante básica.
LER MAIS MARC LENOT