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O ESTADO DA ARTE


‘Encontro de Escolas Cúmplices’, exposição 'comunidade'. 4 de Novembro de 2021, Plataforma Revólver. Fotografia: Mandy Barata.


‘Encontro de Escolas Cúmplices’, exposição 'comunidade'. 4 de Novembro de 2021, Plataforma Revólver. Fotografia: Mandy Barata.


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FOR THE RECORD UGO RONDINONE, WE LOVE YOU

MADALENA FOLGADO E SÃO JOSÉ CORREIA

2022-01-26




 

 

Os atores decoram textos. E o que é o seu decorar se não um saber de cor? Na sua criação, as duas peças de vídeo da exposição We Love Ugo Rondinone, a atriz São José Correia expõe esse saber de cordis – coração em latim –, tão presente no nosso vocabulário, em palavras como recordar ou coragem. Ou ainda, em inglês, record. Durante esta conversa, recorda-nos que vem do universo da palavra, que, porventura, o impulso de contar histórias determinou o impacto do primeiro encontro com imagens da silenciosa instalação Vocabulary of Solitude do artista suíço, composta por 45 esculturas hiper-realistas de palhaços. Decora então esse instante, não sendo de todo o que nos apresenta um projeto de decoração, é antes um renovado contexto. São José expõe(se): Declara-se a Ugo Rondinone (UR) em dois espaços por si criados para acolher as audições de sete atores – sete palhaços. Nos dois vídeos, o espectador por si capturado é levado a assistir ao espectro performativo de sete derrisórias audições – de cor e de cor. Advertimos o leitor para a homografia da palavra cor, e por conseguinte, para os seus dois diferentes sons e significados; enquanto coração e impressão visual produzida pela luz. Numa outra instalação, UR afirma em néon e em arco-íris “WE ARE POEMS”. Recordo-me de duas coisas: Duas linhas da letra de uma música Love is a doing word / Fearless on my breath; e, que poiesis tem por sentido originário fazer. O verbo amar em São José Correia é um fazer. Um fazer-com umas tais Crianças Loucas e Wagner Borges, porque crê, como afirma nesta mesma conversa, que nada se cria sozinho. E que a solidão – enquanto solitude – é condição de empoderamento, de reconquista da tranquilidade, do verdadeiro Amor (próprio).

 

Por Madalena Folgado

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MF: Foi amor à primeira vista?

SJC: Foi. Totalmente. Fiquei muito impressionada e nem vi ao vivo, apenas na internet. A primeira imagem foi mesmo da instalação Vocabulary of Solitude. Fiquei muito impressionada porque me pareciam pessoas reais, questionei-me se seriam atores em performance numa galeria, porque as suas posições eram tão naturais…Só depois é que percebi que era uma instalação de esculturas hiper-realistas, e então, a primeira coisa que me veio à cabeça – e o trabalho surge todo a partir desta questão – foi a seguinte: Se estas figuras falassem, o que é que diriam? O que está sentado, o que está em pé ou o que está encostado…Em que é que estão a pensar? Pareceu-me que todas estavam numa situação de reflexão, introspeção; metidas para si próprias. Todas muito perto umas das outras, mas nenhuma se olha ou se toca. Se estas figuras metidas no seu mundo pudessem falar, o que diriam?

MF: Atrás de uma pergunta vem outra e outra…

SJC: Depois desta pergunta, surgiu-me a ideia: E se eu os fizesse falar? E se me dessem essa possibilidade? E se me dessem a possibilidade de por palavras na boca destes palhaços? Até porque não seriam apenas palhaços... Vi depois várias entrevistas ao UR a propósito deste trabalho, tive necessidade de ir sempre recolhendo informação, a ponto de quase esquecer a primeira questão; as questões foram-se transformando noutras em função da nova informação. Mas saber o que diriam se falassem manteve-se. Então a questão passou a ser como fazer um trabalho que os coloque a falar. Pô-los a falar, mas em que situação? Eu não os conheço. Como é que os posso conhecer…ouvir falar? Vamos fazer uma audição! A primeira ideia, há dois anos quando o projeto surgiu, foi fazer uma audição com pessoas que não conhecia de todo – chegámos a fazer um call, mas infrutífero –, para nada prever do que pudessem dizer, e que de alguma forma os pudesse introduzir numa espécie de mundo UR. Mas...teriam de ser pessoas antes de serem palhaços, como o próprio UR quer dar a ver e vim a descobrir mais tarde – Pessoas, com uma capa para o exterior; o UR usa a figura do palhaço, não por fazer rir ou chorar, mas porque se expõe. 

MF: Porque se expõe, literalmente. Com coragem, diria.