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OPINIÃO


Retrato Rainha Nzinga - O retrato ilustra a pseudo-imagem da soberana, reconstruída no século XIX pelo pintor francês Achille Devéria (1800-1857)


Rainha Nzinga a fumar, 1670s. Fonte: Ezio Bassani [1]


Rainha Nzinga com o seu séquito militar, Reino de Matamba (Angola), 1660s. Fonte: Ezio Bassani [1]


Rainha Nzinga com o seu séquito militar, Reino de Matamba (Angola), 1660s. Fonte: Ezio Bassani [1]


Encontro da Rainha Nzinga com João Correia de Sousa, governador de Luanda. Fonte: Giovanni Antonio Cavazzi [2]


Rainha Nzinga com crucifixo e cena de refeição. Fonte: Giovanni Antonio Cavazzi [2]


Baptismo da Rainha Nzinga e cerimónia de fumo para o seu irmão morto. Fonte: Giovanni Antonio Cavazzi [2]


Procissão fúnebre da Rainha Nzinga. Fonte: Giovanni Antonio Cavazzi [2]

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Dois eventos particulares do terreno das artes performativas cruzaram-se durante o mês de Março. O festival Cumplicidades convidou, na sua terceira edição, a coreógrafa Tânia Carvalho e o artista Abraham Hurtado a gerir a sua programação, numa proposta que ocupou 7 salas da cidade durante 7 dias com 7 propostas que se repetiam diariamente, vindas de artistas de idades e carreiras diversas. O ciclo -plex encerrou a primeira edição do Programa Avançado de Criação em Artes Performativas (PACAP) do Fórum Dança, ocupando também várias salas da cidade com as propostas desenvolvidas durante os 6 meses do programa.

Não se tratou aqui de fazer um resumo destes eventos, demasiado fragmentário para poder ser justo, mas partir de 3 peças que os atravessaram para desenhar um corpo comum, interrogando-o desde a força vital que se supõe animá-lo.

Seguem-se a leitura destas peças, aparentemente sem maior relação que o tempo e lugar em que aconteceram, mas que escondem um entender do corpo como uma plataforma onde superfície e profundidade se confundem, cuja vitalidade se revela nos pequenos movimentos. São as criaturas monstruosas que emergem das vibrações internas da voz de Flora Detraz ou que se escondem no caminhar para trás de Josefa Pereira; é o ser que surge de todas as suas variações, de uma potência que se assoma na dúvida em Inês Campos. Esboça-se então aqui a imagem de um corpo feito na relação com o desconhecido, animado por uma potência profunda e subjacente a todos os seres, construído a partir de uma posição precária e mutante.

 

TUTUGURI, de Flora Detraz

Há seis homens, / um para cada sol / e um sétimo homem / que é o sol / cru / vestido de negro e carne viva. / Mas este sétimo homem / é um cavalo, / um cavalo com um homem conduzindo-o. Mas é o cavalo / que é o sol / e não o homem.

As luzes abrem-se para Flora Détraz, sentada numa cadeira no fundo ao centro do palco, mantendo uma expressão neutra, de boca entreaberta. Uma nota grave e prolongada sai do seu corpo, entrecortada apenas pela respiração regular. A sua expressão é a de uma ventríloqua num número em que o seu corpo tomou o lugar do boneco. Do tom que a sua voz produz vão surgir harmónicos, sub-tons que se produzem pela ressonância que faz vibrar a estrutura óssea e as concavidades internas da intérprete.

Flora Détraz apresenta TUTUGURI no Festival Cumplicidades, partindo da peça de 1948 de Artaud, nomeada a partir do rito do sol dos índios Tarahumara, do México. Sobrepondo uma postura rígida aos ruídos produzidos pelo seu corpo faz dele terreno para figuras diversas, gemidos e sussurros que como ventríloqua vai fazer surgir de lugares inesperados, criando um espaço de confusão entre corpo e pessoa, voz e som, vibração e linguagem, numa demarcação cruel que vai servir para fazer o corpo falar.

Mas é o cavalo / que é o sol / e não o homem”. A crueldade de Artaud refere-se a uma violência que não é comprazimento gratuito, mas condição inevitável do ser vivo no mundo, uma que nos exige a presença absoluta, um ancorar cruel da acção nas condições materiais da nossa existência. É uma presença centrada na decomposição da linguagem e do gesto, revelando no seu interior, a partir dos meios que lhe dão forma, uma vitalidade que se propaga como a peste, desviando os corpos das suas funções.

Flora levanta-se numa interjeição / interrogação dirigida ao público, “Oui?”, interjeição repetida, num corpo que agora se move com ela. Ainda neste terreno de uma estranha a si mesma, as mãos percorrem o corpo como se lhe fossem alheias, encontrando no movimento uma outra linguagem que vai manter no limite. Da vibração das suas cordas vocais surge um gemido infantil, trazendo o ruído para a fronteira de uma vitalidade primordial que com o tempo vai transformar a máscara neutra num esgar intenso, abandonando o público ao som da “Viagem de Inverno” de Schubert. É a intensidade dramática o campo a dissecar, quando regressa, vai ser pelo gesto que vai decompôr o tom grave da canção, agora na voz de Flora, segmentada e repetida sobre um movimento gradualmente acelerado, levado ao limite físico, aplicando sobre a carga emotiva da lied de Schubert a mesma decomposição exercida sobre a vibração do corpo da ventríloqua.

O Festival Cumplicidades aconteceu entre os dias 10 e 16 de Março, entre a biblioteca de Marvila, o espaço Alkantara, o CAL - Primeiros Sintomas, a Rua das Gaivotas 6, o Teatro da Trindade, o Teatro Ibérico e o Negócio da Zé dos Bois, em 7 apresentações consecutivas de Bruno Senune, Inês Campos, Flora Détraz, Vasco Diogo, Vitalina Sousa, Miguel Pereira e Aurora Pinho, convidadas pela coreógrafa Tânia Carvalho e acompanhadas pelas apresentações do Projecto Internacional, encontro de artistas mediterrânicos programado pelo coreógrafo Abraham Hurtado.

Flora Détraz formou-se em dança no conservatório em Paris, e no Centre Chorégraphique National de Rillieux-la-Pape, dirigido por Maguy Marin, tendo trabalhado com Meredith Monk, Loic Touzé, Meg Stuart, entre outros. Participou do ciclo de pesquisa coreográfica PEPCC, no Fórum Dança, administrado por Vera Mantero e Lia Rodrigues. Como intérprete, trabalhou com os coreógrafos Marlene Monteiro Freitas, Miguel Pereira e Laurent Cebe. Participa do programa Urban Heat desenvolvido pela FIT - Festivais em Transição (2016-2018).

 

Coexistimos, de Inês Campos

“Don’t Look Now”, são as palavras escritas a giz sobre a ardósia preta de uma pequena mesa, iluminada por um foco diagonal ao palco. Sobre ela, Inês Campos vai colocando e retirando animais de plástico, girafas, zebras, elefantes verdes, às vezes em grupo, às vezes solitários. No fundo, uma voz recita excertos de palestras de Alan Watts, em torno a uma concepção dramática do universo, o descrever do mundo como um palco onde a divindade é um mobilizador interno de todos os seres, por oposição a uma concepção mecânica, de um mundo artefacto construído por uma divindade transcendente. Neste mundo-palco as personagens são a contingência da sua máscara, o modo como este actor divino se deixa absorver pelos detalhes quotidianos de cada um. O movimento dramático interno a um pequeno animal não é substancialmente diferente ao de um ser humano, embora cada um, imerso na sua personagem, ordene o mundo a partir do seu ponto de vista, numa espécie de diplomacia vital, no posicionar de cada ser a partir da sua relação com os outros.

Coexistimos faz-se da construção comum dos seres, de uma potência vital que nos anima a todos a partir das circunstâncias concretas das nossas vidas. O palco onde Inês Campos nos introduz é o desta imersão total da potência nos detalhes do mundo, numa transformação constante que não vai senão reafirmar essa potência. Na peça que apresentou no espaço Alkantara durante o Festival Cumplicidades este comum que subjaz à coexistência vai afirmar-se desde uma transformação constante.

Sucedem-se os quadros em que Inês incorpora diferentes personagens e expressões. As transições são rápidas, com uma figura a interromper a outra. Num destes quadros, ouvimos o som de crianças a brincar, com a intérprete a tentar preencher este som de movimento, jogando ao ritmo dos ruídos que preenchem a sala. No fim do quadro cai no chão, fica o som de um enxame de insectos. Mais á frente, dois retroprojetores artesanais ampliam na parede de fundo a imagem de uma tira longa desenhada, que Inês vai desenrolando com ajuda de uma assistente, linhas curvas que atravessam os dois quadros de luz enquanto ouvimos a voz de António Campos, o pai da intérprete numa reflexão em torno à ilusão de continuidade do sujeito. Tudo isto é pessoal, íntimo, este suceder de formas breves trata de revelar essa intimidade que atravessa o acessório, o truque que faz com que a dado momento um pano levite comandado por umas luvas fluorescentes, que se vai desvelar finalmente na trança que serenamente vai enrolar enquanto encara o público no quadro final. Mesmo a esta trança Inês vai acrescentar uma extensão, entrelaçando os seus cabelos nos outros acrescentados, lembrando-nos que nunca é só ela, tampouco negando este momento íntimo, mas expandindo-o no jogo do artifício.

 

Hidebehind, de Josefa Pereira

O Hidebehind está sempre atrás de alguma coisa. Por mais voltas que desse um homem, sempre o tinha por trás e por isso ninguém chegou a vê-lo, embora tenha matado e devorado muitos lenhadores.

Há poucos anos atrás em algumas feiras do interior podíamos encontrar uma construção circular com alguns metros de altura, feita de madeira e rodeada no alto por um palanque para onde na hora do espectáculo o público subia. Dentro do “Poço da Morte” acrobatas de motocicleta usavam a força centrífuga para desafiar a gravidade, acelerando as suas motas em círculos cada vez mais velozes, estonteantes para o público que os seguia com o olhar, até que suspensos a alguns metros do solo, na estabilidade improvável de um chão vertical, chegava o momento de se entregarem às manobras acrobáticas.

Quando entramos na sala estúdio do CCB, Josefa Pereira caminha já de costas num passo firme e regular, descrevendo um círculo no centro da roda de cadeiras onde se sentam os espectadores, com a metade posterior do seu corpo nu pintada com um pigmento rosa fluorescente. Lentamente a sua postura vai-se transformando, primeiro a sua mão direita que se dobra tensionada para trás, logo as duas mãos que se fecham e que se erguem, dobrando os braços. O passo sempre firme e regular, de costas e em círculo, produz uma suspensão semelhante à da acrobata do “Poço da Morte”, uma outra estabilidade, precária e perigosa, que carrega de intensidade aquilo que nela acontece.

Aqui o equilíbrio precário revela a tensão entre o corpo de Josefa e a criatura rosa pintada na metade posterior do seu corpo. Este Hidebehind, monstro que se esconde atrás das coisas é também Curupira, criatura lendária que habita as florestas brasileiras e que se distingue por ter os pés virados para trás, de maneira a deixar um rasto invertido e a confundir os caçadores. Tal como a criatura de Borges, Curupiras são conhecidas por atacar quem se adentra na floresta, enganando-os, desviando-os do caminho e reclamando as suas vidas para a floresta.

 

 

Em Hidebehind Josefa Pereira desenha no corpo a superfície do desconhecido, um plano rosa que a divide em duas e que a move em círculos, sugerindo uma outra ordem para o corpo em cada mudança de postura, revelando uma monstruosidade que já não é simples jogo de palavras de criaturas imaginárias, mas o traçar de uma fronteira e de uma direcção mobilizadora.

Um lobo é sempre matilha. Trata-se então de por meio de gestos simples, de movimentos coordenados, procurar outros em si, de trazer o discurso das profundezas para a superfície da pele e de lhe dar uma coloração luminosa. De alguma maneira trata-se de inverter essa vontade colonizadora de trazer luz aos movimentos obscuros do ser, avançando para trás, de “dorso exposto descoberto à natureza selvagem”, como o círculo de lobos que Elias Canetti usa para descrever o agregar colectivo pela orla da matilha reunida em volta do fogo, onde cada posição é simultaneamente central e periférica, e que trata portanto de uma mobilidade e precariedade constantes.

Solitária mas múltipla, sempre num passo regular, firme, o seu corpo vai-se torcendo, trazendo em contorção parte da criatura para a sua frente, explorando brevemente uma outra fronteira desde os dedos que abrem o mais que podem os seus lábios, revelando a sua mandíbula e um outro rosa, o do interior da sua boca. Mais tarde, de costas recurvadas, as luzes apagam-se, deixando somente uma luz negra que vai dar uma autonomia quase final à criatura rosada, agora suspensa sobre a escuridão. Mas esta autonomia vai ser interrompida por uma luz rosada, reunindo as duas superfícies e apagando a criatura na Josefa, para noutro movimento retomar a iluminação inicial e regressar ao início do ciclo, ao caminhar firme e regular, à mão que se contorce, aos braços que se erguem, fazendo sobressair no brilho do suor, na intensidade da respiração e nas fendas que se abrem na tinta rosa pequenos sinais do que aconteceu.

Josefa Pereira é performer e coreógrafa. Vive e trabalha em São Paulo e acaba de concluir sua primeira temporada em Lisboa, período em que se dedicou à finalização de "Hidebehind" no contexto do Programa Avançado de Criação em Artes Performativas (PACAP) promovido Forum Dança com curadoria de Patrícia Portela. Dedica-se à criação autoral desde a graduação em Comunicação das Artes do Corpo (PUC-SP), em torno de interesses como coletividade, presença e gestualidade tendo o corpo campo de tensionamento estético e político. Sua trajetória é marcada pela colaboração com diversos artistas, em cias de dança e nos coletivos Núcleo de Garagem e Ghawazee Coletivo de Ação, marcando uma das bases de seu interesse artísticos que é a produção e atuação artística em modelos de comunidade. Em 2017 criou "Égua" junto de Patrícia Bergantin, com quem também organiza "Contágio", modo de operar em dança que promove processos coletivos em torno da dança. Ambos projetos propiciam agora a formação da plataforma "Tectônica" que tem como base a articulação e fortalecimento para seus diversos interesses artísticos.

O ciclo -plex ocupou durante o mês de Março a Rua das Gaivotas 6, a Galeria Monumental, a sala de ensaio do CCB, o espaço Alkantara, o reservatório da Patriarcal, a galeria ZDB e o Negócio, com apresentações de projectos desenvolvidos durante a primeira edição do PACAP, desenvolvida entre Setembro de 2017 e Fevereiro de 2018 e conduzida por Patrícia Portela.