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OPINIÃO


Roni Horn, Bird. Steidl, Hauser and Wirth, 2008.


Roni Horn, Bird. Steidl, Hauser and Wirth, 2008.


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Roni Horn, Bird. Steidl, Hauser and Wirth, 2008.

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BIRD



MIGUEL RODRIGUES

2012-10-07






It takes almost nothing to evolve an identity
Roni Horn [1]




I

O primeiro contacto com Bird, de Roni Horn é sempre acolhedor. As imagens são simples, apelativas. Tranquilas. Há uma certa candura, quase uma infantilidade, parece, na forma como se faz um livro com pássaros fotografados de costas com toda a técnica do retrato clássico de estúdio. Folheamos o livro com prazer, porque as imagens são visualmente atrativas, e acabamos a pensar no seu lado lúdico, são bustos de pássaros de costas!, com os detalhes da plumagem.

Há uma ironia imediata em fazer um retrato de costas que qualquer um percebe e que se aceita por ser uma espécie de piada e que nos faz baixar a guarda para ver o resto do trabalho descontraidamente.

Não deve demorar até vermos que há sempre dois pássaros muito parecidos. São apresentados aos pares, com pequenas diferenças na postura dos pescoços ou na cor da plumagem. Não se percebe muito bem porquê. Talvez dancem, talvez sejam almas gémeas, talvez estejam em conflito numa corrida pela identidade que não vemos porque não podemos ver-lhes a face. A questão da identidade intriga. Porquê retratos de costas? E porquê pássaros?

Já estamos suficientemente descontraídos para aceitar guardar uma questão que ainda não tem resposta sem parar de ver. Continuamos. Chegamos ao fim e temos um texto. Talvez explique qualquer coisa.

Phillip Larrat-Smith apresenta-nos uma colecção de referências a pássaros, tirada de vários locais, entre cinema, literatura, expressões idiomáticas, lugares comuns, monografias de outros autores ou os escritos da autora. Não nos diz muito. Se trazíamos questões, o texto não as esclarece, amplifica-as. Hornithology. Mais uma pequena brincadeira no título dado ao texto.

Ou talvez não. Podemos pensar que, se calhar, Larrat-Smith não se limitou a tirar partido de uma coincidência fonética e gráfica para fazer um jogo de sentido fácil, mas que o fez para lançar uma pista. Vamos descobrir que Horn divide o seu tempo entre os Estados Unidos da América e a Islândia. Numa entrevista antiga, já, dada a Mimi Thompson, diz-nos que não houve propriamente uma escolha consciente do lugar mas que, uma vez lá, desenvolveu com ele uma relação da qual não mais se conseguiu separar. Diz-nos que um lugar destes nos permite uma relação connosco sem mediação; “Não há nada para obscurecer ou tornar mais complexa uma percepção ou uma presença” [2].

Uma relação não mediada consigo mesma. Uma percepção ou uma presença. Mas então, porquê os pássaros?

Henri Bergson diz-nos que os filósofos constroem a sua obra com base numa intuição simples do funcionamento das coisas, num contacto directo, e que toda a complexidade que envolve a sua obra é apenas a tentativa de no-lo explicar. Esse contacto, essa intuição directa da realidade é impossível de explicar, pois não decorre de um esforço intelectual, racional, mas de um insight sensorial. Bergson diz-nos que a nossa tarefa de compreender um filósofo se simplifica, quando, tendo isto em conta, deixamos de nos preocupar com a rigidez e a aparente complexidade das camadas de explicação que este sempre vai acrescentando e procuramos, também nós, esse contacto simples. Chama a este texto A Intuição Filosófica [3]. Podemos partir do princípio de que é deste contacto que Horn fala, a propósito dessa relação não mediada consigo mesma, e procurá-la, nós também.

Na mesma entrevista com Mimi Thompson, Horn fala-nos da experiência de mutabilidade de um lugar que, à primeira vista, parece sempre igual. Falando da sua estratégia de usar pares de imagens, algo que faz desde os anos oitenta, conta como estes alteram a nossa percepção do objeto: ao instalar objetos iguais em salas diferentes, força o observador a questionar-se sobre a igualdade dos mesmos, sem nunca os conseguir ter lado a lado, trazendo para a equação o espaço que medeia entre um e outro e, com isso, a nossa presença a completar a relação. Em Bird, Horn permite-nos ver os pares de imagens lado a lado mas, desta feita, com as tais pequenas diferenças entre elas. A mesma questão surge, da relação e do espaço da relação, o que traz uma vez mais o observador para o centro da acção. Inicia-se a trama que o levará a um diálogo de surdos com as suas próprias questões; a um confronto consigo mesmo, com a sua noção estática e pré-estabelecida de identidade.

Abre-se aqui essa possibilidade de contacto de que nos fala Bergson. Começamos a sentir que há mais perguntas, que estas surgem um pouco como os patos e que, como estes, teimam em manter-se de costas voltadas, a não oferecer resposta. Há sempre mais um pato, e está sempre de costas para nós. Aqui também, podemos seguir o olhar do retratado e prolongar as questões no espaço branco para onde estes estão virados em tom de desafio; para lá do conforto fácil da resposta imediata. Mesmo esse branco é ainda mais uma camada elusiva de interpretação, um espelho espelhando espelhos. Há uma dança conceptual, e temos de entrar nela para não nos perdermos.

Existe uma expressão no léxico dos corredores de fundo, bater no muro, que designa o momento em que o corredor atinge uma barreira psicológica e física à continuação do percurso. Sente-a como o fim da energia (uma das razões é essa mesma, a hipoglicémia; as reservas de glicose esgotam-se). Sente uma quebra em tudo e é forçado, caso queira continuar, a inventar novos limites, a abrir novos espaços de disponibilidade no seu repertório mental de resposta (a si mesmo como aos outros). Como se o “Conhece-te a ti mesmo”, tão orgulhosamente apresentado no oráculo de Delfos fosse um incitamento à rebelião contra uma ideia pré estabelecida de Eu, contra o que já pensávamos de nós.
Roni Horn convida-nos a abdicar das noções estáticas e estanques que trazemos de nós mesmos e entrar num espaço de percepção instável; traz-nos para uma dança circular onde, parece que sempre que encontramos conforto no desafio de uma pergunta e avançamos, na esperança de uma resposta − não é essa uma das regras implícitas de boa conversação, o diálogo dentro do conhecido? − esta deixa-nos em branco com outra pergunta. Não há outra hipótese; não há respostas para confortar o esforço da pergunta, é preciso encontrar energia no perguntar, na relação que se abre a partir daqui, já não com o objeto, mas com o próprio questionar. É preciso, como os gatos, medir distâncias, procurar o espaço certo antes de cada salto. Mesmo que seja o mesmo.


II

Começamos a aproximar-nos de uma constante no trabalho de Horn, o questionar da noção de identidade, de auto-imagem como termo fixo ao qual temos de corresponder. Tudo, no seu trabalho parece querer fazer-nos activar a nossa propriocepção.

Estamos próximos, quiçá, desse contacto intuitivo com uma realidade que Bergson sugere, e que aceitamos aqui como intuição criativa em geral, e não só filosófica. Percebemos um campo de acção e de pensamento. “Preocupada com a linguagem, a água, o tempo e as complicadas maquinações da identidade…” [4]. É assim que Jennifer Higgie define a artista, escrevendo sobre uma instalação que Horn fez numa biblioteca na Islândia, a Library of Water [5]. As complicadas maquinações da identidade.

Moshé Feldenkrais [6], pioneiro no campo da educação somática, falando de postura, diz que o termo induz em erro, ao fazer pensar na forma de organização do corpo como algo de estático e definido a partir de fora, da visão. O que parece direito tem boa postura. Contrapõe ao termo posture o termo, mais correto, na sua opinião, de acture. Em vez de postura, uma actura. Em vez de uma visão, uma proprioceção. Designa a faculdade de pensar a nossa percepção do nosso estado de organização em relação com o espaço. Designa um pensamento activo, portanto, e não um dado adquirido. Ao tornar-se bípede, o Homem transformou o equilíbrio estável das quatro patas num equilíbrio instável, mais rápido que os quadrúpedes, necessitando de uma atenção e de um mapeamento constantes através da propriocepção e da cinestesia. A rapidez e a agilidade surgem de uma certa instabilidade, de um equilíbrio dinâmico, que ocorre, também, com o pensamento.

Mas porquê os patos? Perguntávamos antes.

Talvez a ironia suprema surja quando aceitamos finalmente que são patos o que Horn fotografa. Retratos clássicos de patos. Bustos de patos, portanto. E quando pensarmos que é um embuste, perceberemos a história. Ao retratar os patos de costas, Horn questiona a nossa certeza, questiona a nossa noção, histórica, também, do retrato como transportador da identidade do retratado e a nossa posição em relação a tudo isso. Está a propor um equilíbrio dinâmico, também para a noção de identidade.

Por trás de tanto questionamento, começamos a entrever a relação com os patos. São patos da Islândia, país que Horn escolheu como espaço de reflexão, para um constante ir ao encontro da sua identidade. Contrária a todas as definições fáceis, optou, uma vez mais, pela provocação, surgindo por trás de uma aparente candura. De repente, tudo ganha uma luz nova e tudo se começa a articular e transformar nessa teia, sempre na medida do observador. O que pareciam fotografias de patos de costas inocentemente colocadas para um efeito visual apelativo, torna-se uma nova dissertação visual sobre a fragilidade da definição de identidade. Nada é deixado ao acaso. Os patos são da Islândia, onde, como nos diz, descobriu uma relação consigo não mediada. Como nos diz em Mirror, Mirror, Desert and Mirror [7], esse espaço coloca-a numa posição em que é o centro de tudo e à volta há uma sameness, é tudo igual, como o branco para onde olham os patos, para onde apontam as perguntas. Uma dança circular em torno da nossa capacidade de observação, abrindo esta questão do ser para o que esta fora, para o que nos reflecte e para o que, por reflexo, somos capazes de reflectir. Em tudo, encontramos um processo de integração e interacção.

Ainda o texto de Larrat-Smith. Não fechando nem definindo a série, antes dando todas as notas divergentes possíveis sobre pássaros, vindas de todos os quadrantes, abrindo e provocando ainda mais esse equilíbrio que, como em Feldenkrais, é dinâmico e não estático, faz-nos perceber que isto anda em círculos; como em todos os círculos, não há arestas nem pontos fixos onde nos possamos segurar. Sejamos antes como um gato atrás destes pássaros que, por mais vezes que repita o mesmo salto, nunca deixa de medir distâncias.

Resta dizer que os pássaros deste Bird são empalhados. Foram pedidos emprestados a um museu de Reikjavic para serem fotografados. O verdadeiro retrato identitário que aqui se faz é o da relação dinâmica connosco que advém de, como os gatos, nunca deixarmos de medir distâncias.


Miguel Rodrigues


NOTAS

[1] Roni Horn in www.whitehotmagazine.com/articles/2010-roni-horn-whitney-museum/2022

[2] Roni Horn, em entrevista a Mimi Thompson, in www.bombsite.com/issues/28/articles/1210
Tradução do inglês pelo autor.

[3]Henri Bergson, “L’Intuition Philosophique”, in La Pensée et le Mouvant, Presses Universitaires de France, 14º edition «Quadrige», 1999.

[4]Jennifer Higgie in www.frieze.com/issue/review/roni_horn/
Tradução do inglês pelo autor.

[5] www.libraryofwater.is

[6]In Moshé Feldenkrais, The Potent Self, a study of spontaneity and compulsion. Berkeley, California: Frog, Ltd e Somatic Resources, 1985

[7] www.libraryofwater.is/unpublished_texts_04.html