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WE DON’T KNOW EACH OTHER




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2011-03-24


EXPLORAÇÃO DO PROCESSO DO IMAGINÁRIO




  
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WE DON’T KNOW EACH OTHER


 

 

 

Luís Alegre

Curadoria de Sandro Resende

O trabalho de Luís Alegre admite e simultaneamente alerta para a ideia de que, artisticamente, vivemos tempos algo complicados, que se revelam nas infindáveis dificuldades de uma existência marcada por um hibridismo multidisciplinar de carácter universal.

As imagens, pelas quais vemos o mundo, têm uma cadência torrencial e um poder fortemente constituinte.
É justamente neste sentido que a produção artística de Luís Alegre insiste em perseguir a “realidade” – estratégia que visa a continuação da “representação”, implicando nesse processo a própria realidade, cuja sofisticação nos obriga, cada vez mais, a recorrer a toda uma multiplicidade de linguagens artísticas e formais, que pelo decurso dos tempos se encontram totalmente ao nosso dispor – um maravilhamento que resulta do inesgotável acto de copiar e copiar…

Em contraponto à necessidade de realidade, que diríamos mais prosaica, existe também uma busca incessante da ciência, uma investigação acumuladora de matéria plástica para o imaginário individual dos artistas. É num caminho de múltiplos sentidos que o trabalho artístico se torna possível, gerando imagens que, numa primeira instância, se revelam envolvidas por uma forte componente experimental, quer pela exuberância cromática (fundo de cor fluorescentes), quer pela diversidade das temáticas (UFO’s, cowboys, comics, westerns, Sci Fi, etc.).
São múltiplas imagens, cujas fracções se podem ler como se de uma só imagem se tratasse.

Em si mesmas, estas imagens constituem uma estratégia de efabulação, orientada por um imaginário narrativo que descorre acerca de um vasto número de mitos e cosmogonias com forte impacto no imaginário cultural ocidental.

Este projecto de exposição pretende apresentar um jogo, cuja ludicidade assume pacificamente todas as ambiguidades e anacronismos, pois o desafio destas imagens reside numa amalgama tão óbvia quanto inesperada. É justamente este paradoxo que acaba por situar estas obras na fronteira entre a sabedoria popular e o conhecimento científico, entre o "eu já vi isto" e "o que é isto?".








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