ROCK GALLERY




a manta vermelha, 2006-2008, vídeo pal, 16:9, cor, sem som, 20’ loop


degelo, 2006-2008, vídeo pal, 16:9, cor, sem som, 20’ loop


s/título, 2006-2008, vídeo pal, 16:9, cor, sem som, 20’ loop


instalação sonora, quadrifonia, 20' loop, fonografia, harmónicos geradas pelo vento

Exposições anteriores:

2010-06-18


Joana da Conceição - Australia




2010-04-15


Dani Soter - Do começo ao fim




2010-01-16


Jorge Lopes - very contemporary




2009-11-12


A KILLS B - Dimensão Radial




2009-09-04


João Gonçalves - Do Subterrâneo Opaco




2009-05-13


Ana Leonor - Quando uma cozinha sonha II - Pintura




2009-03-21


Francisco Janes - o concílio




2009-01-29


inferno: apareceu em rio tinto




2008-11-15


Tatiana Macedo - Boys need yoga too




2008-09-17


Cristina Robalo




2008-06-11


Tiago Borges - Futurism vs. We Are The World




2008-04-28


Nádia Duvall




2008-03-25


Marta Sicurella - RIF, 2007




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Francisco Janes - o concílio


Francisco Janes vive e trabalha em Lisboa. Nasceu em Novembro de 1981. Frequentou o curso Filologia e Literatura Moderna Inglesa e Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Posteriormente, inscreveu-se em Fotografia no Ar.Co, tendo concluído o Curso Avançado de Fotografia em 2007 e o Programa de Projecto Individual em 2008.
Foi-lhe atribuída a Bolsa Ernesto de Sousa 2008.


Sobre estar presente. Algumas lacónicas e desordenadas palavras sobre o concílio de Francisco Janes

o concílio, instalação composta por três projecções de imagem e por diversos excertos sonoros (água, vento, fogo, o canto de um pássaro), é o projecto mais complexo e, não por acaso, mais extenso, no que ao tempo de preparação concerne, que Francisco Janes realizou até à data. Trata-se de um projecto exemplar do processo de trabalho do autor: está indelével e estruturalmente marcado pela ideia de experiência e, mais do que isso, pela vontade de materializar, de traduzir, de propiciar essa experiência ao espectador; desconstrói a ideia de linguagem e de disciplina em favor da de dispositivo; parte, como outros projectos da sua autoria, de um lugar específico, algures na Serra da Estrela, nascendo de longas caminhadas, de estadas solitárias, de um monólogo interior, num lugar cuja reverberação ecoa um tempo geológico e original. Nesse sentido, as suas peças têm uma qualidade de ambiente, são dispositivos que estão para além de uma ideia de instalação para se afirmarem como abertura para outro espaço, a um tempo, mais amplo, distante e preciso. O espaço do encontro entre fenómeno e consciência.
No curto espaço em que cabe esta apresentação, gostaria de isolar um facto suficientemente raro no nosso contexto para ser realçado, a vizinhança ou contiguidade, um encontro, entre trabalhos de autores e épocas diversas. Refiro-me ao filme "A manta vermelha" que dialoga, consciente ou não desse diálogo, como nenhuma outra peça o tinha feito até hoje na arte portuguesa, com esses "ovni" que são as experiências fílmicas de Ângelo de Sousa nos anos 70. Como naqueles, a câmara torna-se num dispositivo háptico que se abre aos sortilégios da realidade envolvente. Como um olho, somente menos avisado e menos perfeito, molda-se ao fenómeno conferindo-lhe qualidades próprias da percepção da imagem (cor, luz, difusão, temperatura), produzindo, como nos filmes de Ângelo, efeitos visuais de intenso fulgor pictórico.
Falar de encontro não seria mais apropriado que falar de cinema, no caso vertente. Antes de mais, encontro consigo próprio, que é aquilo que o trabalho do autor, fortemente ancorado numa atenção e num escrutínio constantes ao fluxo do pensamento e das sensações, essencialmente mapeia e regista. Espaço (e tempo) do cinema, no sentido de configurar uma experiência propriamente física e comunitária. Tudo o mais, que é o essencial, joga-se num constante movimento dialéctico entre ver e ouvir, pensar e estar, projectar e interiorizar, entre frio e calor, a névoa e a pedra, o fogo e a água, a imagem e a palavra.

Nuno Faria, Março 2009



A ROCK Gallery localiza-se no edifício "TransBoavista", especificamente na Rua da Boavista 84, em Lisboa. Apresenta-se como uma galeria com o intuito de promover exposições de artistas -emergentes- com uma visão actual da arte contemporânea, e um percurso construido no séc. XXI. É uma galeria inquietante e de emoção.
A ROCK Gallery preconiza o ideal de actuar como uma interacção de novas ideias, de forma a criar o perfeito contexto para artistas, críticos e coleccionadores.

Horário: Terça a Sábado, das 14:00 às 19:30H
Rua da Boavista 84, 2º and - sala 5 / 1200-068 Lisboa - Portugal
Tel: +351 213 433 259 Tm: +351 96 110 65 90 Email: vpf.rockgallery@gmail.com



Rock Gallery presents itself as a gallery with the intention of promoting exhibitions of young artists with a current vision of the contemporary art, and a distance set up as the XXI century. It extols the ideal of acting like an interaction of new ideas of form to create the perfect context for artists, critics and collectors.
Rock Gallery came out of the need to give a change to young artists show their works, on the other side like it is consequence of the strategy that begun with the opening in 2005 of the expositive spaces VPFCream Art and Platform Revolver in the same building








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