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ENTREVISTA



ROSA BARBA


Atualmente com uma exposição no CAM - Fundação Calouste Gulbenkian, Rosa Barba é uma artista ítalo-alemã cujo trabalho investiga as condições temporais, materiais e espaciais do cinema, abordando o filme tanto como medium como aparelho escultórico, ao mesmo tempo que apresenta filmes complexos. Recentemente, apresentou The White Museum, uma série de obras que aborda a reconfiguração de um museu, no Centre Pompidou, e recebeu o prestigiado Prémio de Arte de Zurique, acompanhado por uma exposição no Museum Haus Konstruktiv, em Zurique.
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O ESTADO DA ARTE



CARLOS FRANÇA


O TRAUMA E A CINZA: A COLECÇÃO DUERCKHEIM EM SERRALVES
A premissa curatorial de Vexation of Spirit apoia-se na ideia de que a arte é um terreno de elaboração da dor colectiva. No entanto, quando estas representações do trauma transitam do estúdio do artista para a colecção de um banqueiro multimilionário e, subsequentemente, para as paredes imaculadas de um museu contemporâneo, ocorre um fenómeno de mitigação. O horror concreto do Holocausto e da guerra é sublimado em valor estético e financeiro. A violência deixa de ser uma ferida aberta para se transformar num "estilo" ou numa "atitude" artística validada pelo mercado institucional. O espectador já não confronta a destruição na sua dimensão puramente histórica e política, mas sim como uma experiência sublime e neutralizada pela curadoria.
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PERSPETIVA ATUAL

INÊS FERREIRA-NORMAN


AS LINHAS QUE COSEM O MURALISMO, A GENTRIFICAÇÃO E O QUE É IN-INSTITUCIONALIZÃVEL: ‘FAZUNCHAR’ EM FIGUEIRÓ DOS VINHOS
Figueiró dos Vinhos, Covilhã, Viseu, Tomar, Aveiro, Caldas da Rainha, Lisboa, Porto, são cidades e vilas onde se acolhem festivais e festas de arte urbana, ou arte pública como se começa a ouvir. O que é que estes festivais trazem às populações? E o que fazem dos artistas e do discurso artístico, dentro e fora da comunidade street? O Fazunchar é um festival de arte urbana e comunitária em Figueiró dos Vinhos que começou em 2019. Fazunchar, significa fazer em Lainte, que era um dialeto usado em Figueiró entre mercadores de lanifícios. Na edição deste ano, foi mesmo este património lanar, têxtil, o slogan do Fazunchar.
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OPINIÃO

LEONOR VEIGA


RENCONTRES D´ARLES 2026: RELER MUNDOS ATRAVÉS DA FOTOGRAFIA
Inaugurada nos primeiros dias do quente mês de julho de 2026, a 57.ª edição dos Rencontres d’Arles, intitulada “Reler Mundosâ€, convida a um revisitar de histórias, geografias e imaginários através da fotografia. Mais do que um simples tema agregador, esta ideia atravessa toda a programação, que apresenta uma multiplicidade de exposições dedicadas a questionar a forma como olhamos, representamos e construímos o mundo. Entre grandes retrospectivas, exposições temáticas e projetos de investigação, o festival reafirma-se como o mais importante certame internacional dedicado à fotografia.
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ARQUITETURA E DESIGN

JOÃO ALMEIDA E SILVA


ANTES DO EDIFÃCIO: FRANK GEHRY E O DESEJO PELA ARQUITECTURA
Entrar em O século de Gehry é encontrar uma arquitectura anterior ao edifício. A exposição não começa com uma obra concluída, nem sequer com a imagem estabilizada de uma forma reconhecível. Antes da forma icónica e da obra convertida em imagem pública, aparece aquilo que habitualmente permanece nos bastidores: não o edifício, mas as operações que o tornam possível. Nas salas seguintes, essa escolha torna-se mais evidente. As maquetas não se apresentam como modelos finais, impecavelmente acabados e destinados a afirmar a autoridade do projecto. Os desenhos participam do mesmo movimento. Não são objectos autónomos destinados à contemplação, mas momentos de um pensamento em transformação.
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ARTES PERFORMATIVAS

LEONEL VENTORIM


ANTICLÃMAX NO PARAÃSO – O FINAL SERà COM UM LAMENTO
Não sabemos qual é o ponto de partida mas sabemos qual é o ponto de chegada: o Ãrtico, também conhecido por Polo Norte. O Ãrtico, que para as personagens, em especial o comandante da expedição – um misto de explorador, visionário e fanático (Não foram quase todos?) – será novamente o ponto de partida para uma nova humanidade, um renascimento, pois será o regresso ao Paraíso primordial e perdido de que a Bíblia – e outros textos sagrados e lendas – fala, logo no capítulo inicial, o Génesis. Portanto, o Paraíso não foi destruído, mas está sim congelado por baixo ou por dentro do gelo, e essa terá sido a função desse mesmo continente. Uma criogenia continental. Mas estará intacto? E quem teve esta ideia completamente, ou, aparentemente, disparatada?
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:: Pivô celebra 15 anos com Leilão Anual e reafirma modelo coletivo de apoio à produção artística contemporânea



PREVIEW

20ª edição MOTELX - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa | 3 a 13 de Setembro, Cinema São Jorge e Cinemateca Portuguesa


O MOTELX celebra 20 de anos de existência com a maior edição de sempre. Mais de 170 filmes oriundos de mais de 40 países, mais de 145 sessões e muita vida fora das salas de cinema.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

RUI CALÇADA BASTOS

SEGUNDO SONO


Casa da Cerca - Centro de Arte Contemporânea, Almada

As paisagens e as obras suspensas delongam e demoram no olhar. O lampejo dos vestígios de tinta aleatórios, mas que prefiguram a existência do ato criativo, e da gestualidade pictórica do artista, sugerem também a fugacidade do tempo, tornado evidente. O gesto, o movimento, são desvendados por meio de uma acção demorada e contemplativa do observador.
LER MAIS CARLA CARBONE

MICHAEL NAJJAR

HETEROTOPIC TURBULENCES


Galeria Filomena Soares, Lisboa
Michael Najjar, o artista visual alemão que promete vir a ser o primeiro artista a navegar no espaço. No meio de uma paisagem povoada por Elon Musk, Space X, Deep Blue Aerospace e as novas formas de mineração na Lua, há mais de uma década o artista investe em treinamentos pré-viagem e acesso a infra-estruturas espaciais na expectativa de, muito brevemente, poder vir a conhecer o espaço. O artista usa a sua própria experiência em cosmódromos, paisagens lunares como as da Islândia e instalações de treinamento em microgravidade para produzir imagens híbridas de fotografia e pintura com a ajuda da inteligência artificial.
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MARIA JOSÉ OLIVEIRA

EU QUE JÃ FUI EU


MNAC - Museu do Chiado , Lisboa
Não nos poderá ser indiferente a vida já longa de Maria José, hoje com 83 anos. É inevitável reconhecer como a passagem do tempo, a degeneração do(s) corpo(s) e a sua aproximação natural à morte – temas que desde sempre estão presentes na sua prática artística –, são-no agora especialmente tocantes e reveladores, o que confere à exposição uma atmosfera “onde os sons e os silêncios se tornam diferentes e esquecidosâ€.
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COLECTIVA: ERA UMA VEZ NA AMÉRICA

FARIBA HAJAMADI: CONVERSA DE CORVOS


Pavilhão Julião Sarmento, Lisboa
Até 18 de outubro, o Pavilhão Julião Sarmento acolhe duas exposições que se cruzam no novelo da memória: Era uma Vez na América, com obras de diversos artistas, e Conversa de Corvos, da artista nascida no Irão Fariba Hajamadi. Ambas são forjadas a partir da coleção de Sarmento e têm curadoria de Isabel Carlos, sendo a primeira, Era Uma Vez Na América, feita em parceria com a artista norte-americana Rita McBride, que também empresta obras suas ao espaço.
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ATHINA KOUMPAROULI

MANIFESTA 16 RUHR


Kulturkirche Liebfrauen, Duisburg
Para a sua 16.ª edição, a bienal nómada europeia Manifesta instala-se na região de Ruhr, na Alemanha, sob o título This is not a Church. Ocupando igrejas construídas durante a reconstrução do pós-guerra, hoje marcadas pela secularização e pelo abandono, a bienal propõe pensar a transformação destes espaços como um processo inseparável da memória, defendendo que novas formas de vida coletiva dependem de um envolvimento ativo com os vestígios materiais e históricos do passado. É neste horizonte conceptual que se inscreve a intervenção de Athina Koumparouli.
LER MAIS LUISA FERREIRA

MIRANDA PENNELL

H IS FOR HISTORY N IS FOR NOW


Solar - Galeria de Arte Cinemática, Vila do Conde
A Solar - Galeria de Arte Cinemática tem mostrado no mesmo período em que decorre o Festival Curtas de Vila do Conde, projectos de vencedores da Competição Experimental de anos anteriores. É o caso da artista que ocupou o espaço da galeria este ano, Miranda Pennell, que venceu a Competição Experimental da 32.ª edição do Curtas Vila do Conde em 2024 com o filme "Man Number 4â€. O filme, com nove minutos de duração, é uma dissecação digital de uma fotografia encontrada numa rede social e resume o tema de toda a exposição de Pennell: o que significa ser espectador de uma imagem?
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TIAGO MADALENO

NO PESCOÇO DO CISNE


Mais Silva Gallery, Porto
Eis-me em modo de obsessivo, iconoclasta, já ao encontro desta exposição, a remexer a calmaria das águas mentais, por onde este branco e imaculado cisne poderia ousar um gracioso travelling — Este qual? Este que passou a habitar o campo da minha percepção, entre o encontro com o título e a visita à Galeria Mais Silva no Porto. Mostrei as fotografias do telemóvel dos últimos dias ao Tiago (como quem inconscientemente pede explicações ao presumível culpado)…O cisne perseguia-me. E com ele, o viés de confirmação da IA, à qual tantas vezes damos permissão para aceder à galeria…Espelho meu, espelho meu…"Art must be beautiful, artist must be beautifulâ€. Depois desta exposição, estaremos porventura aptos a — sem neuroses de maior — contemplar flutuantes cisnes nos lagos das nossas reflexões profundas…Gracefully — Still waters, run deep.
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