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© Bruno Lopes
A segunda parte da exposição Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP estará patente ao público a partir de 29 de Abril e até 11 de Janeiro de 2027.
Este título é tomado da obra sonora de Luisa Cunha, que nos interpela insistentemente no início da exposição e explicita a pluralidade de sentidos que se pretendeu desenvolver: vira-te, olha para ti mesmo, roda, olha em teu redor.
Foi com esse espírito, simultaneamente introspetivo e curioso pelo ambiente exterior, que esta exposição foi concebida; e é assim que os curadores querem que seja vista: como reflexo das escolhas que, ao longo dos últimos 25 anos, foram fazendo a Coleção de Arte Fundação EDP. “Não como um reflexo único, mas como um jogo de espelhos ou um caleidoscópio capaz de dar sentido à complexidade e ao cruzamento de ângulos com que a realidade da criação nacional se dá a ver neste primeiro quartel do século XXI”, escrevem os curadores.
A exposição reúne uma seleção feita a partir de uma coleção com mais de 2450 obras, de 345 artistas. Apesar das muitas outras associações possíveis que deverão ocorrer no futuro, este momento permite acompanhar de forma consistente a evolução da criação artística em Portugal nas últimas duas décadas e meia. Trata-se de percorrer uma coleção que, embora procure também estabelecer raízes nas últimas décadas do século XX, reflete essencialmente a longa e vasta atividade de programação da Fundação EDP e do MAAT através da aquisição de obras de artistas que expuseram no museu, que integraram os prémios promovidos pela Fundação EDP, e também do muito que, em geral, foi acontecendo no meio artístico: uma coleção que oferece uma das mais abrangentes visões da arte realizada em Portugal no século XXI.
Linguagens diversas que convivem nas reservas do museu, desenvolvidas tanto por artistas com percursos historicamente consolidados como por outros que se foram afirmando, ou ainda por artistas emergentes, reúnem-se na amostra aqui apresentada, fruto de uma pesquisa empenhada em acolher a representatividade de linguagens e posturas criativas. As peças dialogam entre si, sem guião fechado e sem preocupação de exaustividade, num percurso livre que qualquer um pode alterar movendo livremente as faces dos espelhos que a exposição lhe apresenta. “Pretende-se que cada visitante, em cada momento, sinta o desejo de verdade, intensidade e beleza que originou esta coleção e esta escolha, e que cada um a perceba e goste de nela se rever”, convidam os curadores.
Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP ganha agora uma dimensão ampliada, dando corpo a uma das maiores apresentações de uma coleção institucional relevante para a história da arte contemporânea portuguesa, desde a década de 60 do século XX até à data. Desenvolvendo-se por várias salas do MAAT Central, a exposição reúne um conjunto total de cerca de 90 obras, de 58 artistas. 


Neste segundo momento em que se juntam mais de 60 obras (o primeiro abriu ao público em 11/02), “a pintura, a escultura e a fotografia tornam-se mais presentes; obras e autores históricos articulam-se mais intensamente com nomes e obras mais recentes, enriquecendo diálogos onde as linhas de continuidade e as zonas de corte se tornam mais evidentes”, afirmam os curadores.


Os visitantes continuam a ser recebidos pela voz de Luisa Cunha (Turn around, 2007), encontrando logo de seguida a escultura Duplo objecto (1960-70/2011), de Manuel Baptista o desenho simplificado de um arbusto. À entrada dos novos espaços, são as fotos de Jorge Molder (série “Condição Humana”, 2005) que abrem este vasto percurso.

© Bruno Lopes
“A exposição reúne uma seleção feita a partir de uma coleção com mais de 2450 obras. Apesar das muitas outras associações possíveis, este momento permite acompanhar de forma consistente a evolução da criação artística em Portugal nas últimas duas décadas e meia. Trata-se de percorrer uma coleção que, embora procure também estabelecer raízes nas últimas décadas do século XX, reflete essencialmente a longa e vasta atividade de programação da Fundação EDP e do MAAT através da aquisição de obras de artistas que aqui expuseram, que integraram os vários prémios promovidos pela fundação, e também do muito que, em geral, foi acontecendo no meio artístico: uma coleção que oferece uma das mais abrangentes visões da arte realizada em Portugal no século XXI”, salientam os curadores.
Entre os artistas representados, estão seis distinguidos com o Grande Prémio Fundação EDP Arte e quatro com o Prémio Novos Artistas Fundação EDP.
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© Bruno Lopes
Turn around. Um olhar sobre a Coleção de Arte Fundação EDP (II)

29/04/2026 a 11/01/2027

MAAT Central


Curadoria: João Pinharanda, Margarida Almeida Chantre, Sérgio Mah