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EDIÇÃO INAUGURAL DA ART BASEL QATAR ENFRENTA INCERTEZAS COM O AUMENTO DAS TENSÕES NO GOLFO2026-01-19À medida que as tensões aumentam no Golfo, no meio da repressão violenta do Irão contra os protestos, crescem as preocupações no mercado da arte sobre as viagens para Doha para a edição inaugural da Art Basel Qatar no início de Fevereiro, especialmente após relatos desta semana de que alguns militares dos EUA e do Reino Unido estavam a ser retirados de uma base perto da capital do Qatar. Alguns galeristas expositores, que preferiram manter o anonimato, disseram que estão a acompanhar a situação, embora ainda pretendam participar. Um possível participante disse-me que pode esperar até ao último minuto para reservar voos para a feira, de forma a manter-se atualizado sobre a situação. “Estamos a avaliar continuamente o ambiente de segurança na região do Golfo com uma equipa de especialistas, incluindo os nossos parceiros no Qatar”, disse um porta-voz da Art Basel num e-mail, acrescentando que o grupo da feira “prioriza a segurança de todos os associados à nossa comunidade e eventos”. Na sexta-feira, os organizadores afirmaram que “continuam empenhados em realizar uma edição inaugural de sucesso da Art Basel Qatar no próximo mês”. Nas últimas duas semanas, o mundo aguardou para ver se o presidente dos EUA, Donald Trump, ordenaria um ataque militar americano contra o Irão, após os seus avisos cada vez mais beligerantes contra os violentos ataques de Teerão aos protestos antigovernamentais generalizados. Na terça-feira, os EUA e o Reino Unido reduziram o número de militares na base aérea de Al Udeid, no Qatar, como medida de precaução. As autoridades catarianas disseram que a redução foi “em resposta às atuais tensões regionais”, segundo uma notícia da BBC. A embaixada dos EUA em Doha aconselhou os seus funcionários a redobrar a cautela e a limitar as viagens não essenciais à base. Em Junho, o Irão lançou mísseis contra a base, afirmando ser uma retaliação pelos ataques americanos contra as suas instalações nucleares. As autoridades norte-americanas descreveram a recente medida como uma precaução. Também na terça-feira, o Irão fechou grande parte do seu espaço aéreo a voos comerciais, levando as principais companhias aéreas — incluindo a Air India e a Lufthansa — a redirecionar os seus voos, alertando para possíveis atrasos e interrupções. Em meados da semana, o Presidente Trump recuou na iminência de uma intervenção militar, depois de um grupo de aliados dos EUA no Médio Oriente — incluindo a Arábia Saudita, o Qatar, o Omã e a Turquia — o ter alegadamente persuadido a adiar os ataques aéreos, alertando que tal acção poderia desencadear um conflito regional mais amplo. Fonte: Artnet News |













