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FINLÂNDIA VAI MOSTRAR O SEU PODER ARTÍSTICO NA ARCO 2014

2013-06-11




A Finlândia é um país invejado em todo o mundo pela sua educação pública, pelas suas políticas verdadeiramente feministas, pelo seu design e pela sua arquitetura. Um pouco menos conhecidos são os seus artistas e a sua arte contemporânea. A próxima edição da Arco vai tentar responder a estas lacunas com a presença do país nórdico como convidado na secção Focus. Uma dúzia de artistas apresenta as últimas tendências, junto com a criação mais consolidada. O vídeo e a fotografia, que predominaram nos anos 90 se alternam com a pintura e a escultura mais recentes. Reflexo da sociedade igualitária e multicultural de onde vieram, um quinto dos artistas selecionados serão estrangeiros e as mulheres estarão amplamente representadas. Tão poderosa é a presença femenina que o comissário finlandês Leevi Haapala (Keuruu, 1972), também curador do museu Kiasma de Helsinki, confirmou que também vai haver “homens-artistas”.

Embora ainda faltem nove meses para começar a Arco 2014, os responsáveis da feira e do país convidado já avançaram algumas linhas da próxima edição. As datas passam para a frente uma semana: de 19 a 23 de fevereiro. Não se faz para evitar a grande proximidade com a feira do México mas sim para não coincidir com a semana de férias de esqui.

Carlos Urroz, diretor de Arco, disse que muitos colecionadores nacionais e internacionais não puderam assistir pelos dias de lazer escolar nas estações de esqui. “Esta é a verdadeira razão”, diz Urroz. “As datas de outras feiras não nos afetam excesivamente. Num momento em que proliferam as feiras de arte, optou-se por apresentar artistas emergentes. Nós fizemos isso com a Turquia e agora com a Finlândia. Tem grandes artistas não muito conhecidos, mas muitos já estão consolidados. Essa escolha do mundo emergente já a fizemos quando decidimos promover os comissariádos nos Solo Projects, a secção dedicada a um único artista. A nossa contribuição para o mundo das feiras vai nesse sentido”.

Expectativas económicas? “Todas. É cedo para prever”, diz Luis Eduardo Cortés, presidente da IFEMA, instituição organizadora do evento. Cortes acrescentou que a 33ª edição da feira será realizada nos pavilhões 7 e 9, e vai ter características semelhantes à da edição anterior: cerca de 140 galerias de 27 países. “Não há mais dados, porque nós não os temos. Mais a frente vê-se”, diz Cortez.

Leevi Haapala também não escolheu os seus artistas. Explica que a Finlândia tem cerca de 70 galerias de arte e as mais inovadoras estão em Helsínquia, com vinte estabelecimentos, muitos dos quais auto-geridos pelos próprios autores.

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