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POLLOCK, INSTRUÇÕES DE UTILIZAÇÃO2013-06-18O quarto brilhante que abriga 10 pinturas e um desenho de Jackson Pollock, na coleção Peggy Guggenheim em Veneza parece ser a cena de um crime. Uma fita evita ao público entrar. Há nove cientistas italianos em pleno trabalho, oito computadores, três máquinas que disparam raios de luz infravermelha e um par de scanners. No passado, foram analisadas outras peças de Jackson Pollock (Cody, 1912 - Long Island, 1956); mas nunca antes 11 obras em conjunto. As investigações científicas que se estão a realizar nestes dias em Veneza vão ajudar a comprender melhor a essência de Pollock. “Estes são as análises mais importantes já realizados na obra de Pollock. É a primeira vez que se estuda o pintor tão profundamente e com técnicas avançadas”, explica o diretor de conservação da Colecção Peggy Guggenheim em Veneza e coordenador geral do projeto, Luciano Pensabene Buemi. Alchemy, uma das primeiras obras de Pollock realizada com a técnica revolucionária do dripping é analisada com particular interesse. Sobre Alchemy Pollock derramou rios de tinta industrial e disse ao mundo que a pintura tradicional e o cavalete tinham ido embora. “É a sua obra mais complicada porque é a pintura na que estão presentes técnicas que vai usar mais tarde nas suas famosas pinturas”, continua Pensabene Bueni. A equipa internacional envolvida nas investigações cientificas está formada por comissários, conservadores e cientistas do Getty Conservation Institute em Los Angeles, do Solomon R. Guggenheim em Nova Iorque e do Seatttle Art Museum. Os investigadores italianos vêm do Instituto de Ciências Tecnológicas e Moleculares, do Conselho Nacional de Investigação e do Centro SMMArt de Perugia. O método de trabalho tão pouco convencional de Pollock vai manter por um bom tempo os cientistas ocupados. Ver mais em: www.elpais.es |














