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MAAT APRESENTOU HOJE A TEMPORADA EXPOSITIVA 2021 DO MUSEU2020-12-10Beatrice Leanza, directora do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (maat), apresentou hoje à comunicação social a nova temporada expositiva do museu, com abertura a 18 de março de 2021, e que pretende lançar uma transformação estrutural das suas exposições e programas públicos, bem como da utilização do próprio edifÃcio. Com agendas de investigação a longo prazo e propostas de curadoria de uma lista internacional de profissionais de diversas geografias, o museu pretende trazer para o centro do palco temas prementes relativos ao nosso futuro coletivo, investigando as complexidades dos princÃpios sociais, ambientais e geopolÃticos que definem a nossa era atual. As exposições habitarão o espaço do museu de forma diferente a cada novo projeto, com plantas dinâmicas de apropriações espaciais concebidas para desencadear novas experiências narrativas e ressonâncias conceptuais entre diferentes espetáculos e comissões especiais. O programa de longo prazo maat Explorations de exposições, programas públicos e laboratórios dedica-se a abordar os enredos da ciência ambiental, do conhecimento tecnológico e dos estudos humanos com as visões e a investigação extraÃda dos campos do design e das artes visuais em geral, numa extensão interdisciplinar. EXPOSIÇÕES → AQUARIA. Ou a ilusão de um mar fechado com curadoria de Angela Rui 18/03 → 06/09/2021 Inaugurando o programa maat Explorations, esta exposição reflete sobre possibilidades e novas questões que o repensar da nossa relação com o mundo marinho poderia enfrentar. Aquaria são dispositivos que organizam e representam a vida marinha, sistemas complexos que, no paradigma da modernidade e da urbanização, personificam a transformação da Natureza em Cultura, graças ao apoio da Tecnologia e do Capital. A arte, o design e a arquitetura servem aqui como instrumentos especulativos, salientando como a ideia moderna de viver fora da Natureza se tornou hoje um paradigma a desconstruir para contemplar uma nova forma de conhecimento que evoca novas formas de solidariedade e justiça, adotando mais do que perspetivas meramente humanas. Desde o microscópico a uma escala transoceânica, o percurso desenrola-se através de 9 instalações - apresentando igualmente muitas formas de examinar a interligação com a vida aquática, apresentando obras de artistas, designers, cineastas, compositores e investigadores: Revital Cohen & Tuur Van Balen, Julien Creuzet, Simon Denny, Marjolijn Dijckman & Toril Johannessen, Michela De Mattei, Alice Dos Reis, Eva Jack, Joan Jonas, Armin Linke, Superflex e Stef Valdhuis. Como parte da exposição, foi encomendado um filme a Armin Linke, realizado com a colaboração e dentro dos bastidores do Oceanário de Lisboa, que examina a multidimensionalidade da arquitetura aquática, na qual as maravilhas da natureza são exibidas através de tecnologia escondida e bem orquestrada. A documentação histórica apresentada na exposição, desde meados do século XIX até aos nossos dias, contextualiza posições de base ocidental sobre polÃticas institucionais, exibição naturalista, as ligações com as grandes Exposições Universais, expedições cientÃficas e atividades coloniais e extrativas em relação a outras geografias. Olhando para a natureza de Aquária e para a relação distinta entre espaços e cenas técnicas, a configuração concebida pelo estúdio 2050+ trabalhará nas noções de interface e limiar. Um programa público relevante que incluirá uma colaboração especial com a TBA12–Academy (Thyssen-Bornemisza Art Contemporary ) pioneira em programas de investigação acerca do tema dos oceanos e suas vulnerabilidades com uma abordagem insterdisciplinar. O programa realizar-se-á em junho de 2021, no maat e online. → X não é um paÃs pequeno – Desvendar a Era Pós Global com curadoria de Aric Chen com Martina Muzi 18/03 → 06/09/2021 Inaugurando em simultâneo com Aquaria, esta exposição inclui 9 projetos recentemente criados por profissionais internacionais que trabalham em design, arquitetura e arte e que investigam, articulam e criticam o estado atual e convoluto do mundo a partir de múltiplas perspetivas geográficas. X não é um paÃs pequeno explora a nossa atual condição pós-global, observando em diferentes escalas - territórios, cidades, infraestruturas, plataformas, corpos, objetos - os processos de desglobalização e realinhamento geopolÃtico que, em muitos casos, foram acelerados e distorcidos em ciclos de fluxo e revisão em rápida evolução durante a atual pandemia. Quer se aceda a uma arqueologia de objetos comercializados em massa entre a China e a Ãndia, viajando digitalmente através dos efeitos devastadores da extração de petróleo no Delta do NÃger, ou mergulhando no entrelaçamento da migração, da privação de direitos de voto e da capital pós-colonial na periferia de Lisboa, a paisagem da exposição de observação pós-colonial será definida não por noções utópicas de liberdade e agência, mas sim por flutuações de acesso e restrição. O tÃtulo da exposição refere-se a um cartaz icónico de 1934 (‘Portugal não é um paÃs pequeno’) de Henrique Galvão que promovia a ideia de nacionalista do governo de então de Portugal como uma nação “pluricontinental†cujas possessões ultramarinas não eram colónias, mas sim partes integrantes do território soberano. As formas como muitas destas antigas relações coloniais foram alteradas formaram um ponto de partida para a exposição. Com projetos de: Bard Studio (Rupali Gupte and Prasad Shetty), Bricklab (Abdulrahman Hisham Gazzaz and Turki Hisham Gazzaz), Ibiye Camp, Revital Cohen and Tuur van Balen, He Jing, Liam Young, Paulo Moreira, Rael San Fratello Studio (Ronald Rael and Virginia San Fratello), and Wolfgang Tillmans. → EARTH BITS – Sentir o planeta instalação do estúdio dotdotdot 18/03 → 06/09/2021 Este projeto é uma comissão especial ao estúdio de design sedeado em Milão dotdotdot, desenvolvido com a colaboração cientÃfica da Agência Espacial Europeia (ESA), e da Agência Internacional de Energia (IEA) e o apoio da EDP Inovação e da Direção de Sustentabilidade do Grupo EDP. Esta instalação de 4 partes é uma viagem sem precedentes impulsionada por dados apresentados através de wallpapers gráficos e digitais, vÃdeos animados e uma estação interativa que desempacotam e comparam as saÃdas energéticas de ações antrópicas, emissões relevantes de CO2 e GEE e os seus efeitos aniquiladores na vida do planeta. Cada secção aborda progressivamente estes efeitos desde a escala individual à coletiva: desde a quebra das necessidades energéticas e mecanismos relevantes que alimentam o fluxo de um dia normal, ao impacto das escolhas de estilo de vida (nutrição, mobilidade, etc.) através de uma consola interativa que compara as pegadas de carbono globais construÃdas com conjuntos de dados da IAE, a um vÃdeo animado e imersivo com dados e imagens da ESA e do seu projeto Copernicus, oferecendo uma perspetiva cosmológica centrada nas causas e repercussões dadas por fenómenos naturais devastadores como os incêndios florestais. O visitante poderá interagir diretamente com os controladores para visualizar e assim compreender as implicações diretas das suas escolhas enquanto indivÃduo e como membro de uma comunidade planetária, ao mesmo tempo que acede à informação sobre a relevância crÃtica da mudança sistémica ligada à indústria e à elaboração de polÃticas em sectores-chave. A instalação constitui a base para programas públicos e educacionais dedicados à investigação ambiental e agência cultural votada para explorar as várias facetas da ação climática e promover a investigação relevante e o experimentalismo nos campos criativos. Este projeto é possÃvel devido a uma parceria com a Plataforma Europeia de Reciclagem e a empresa Novo Verde. → CLIMA: EMERGÊNCIA > EMERGENTE Programa com curadoria de T.J. Demos abril – dezembro 2021 Ligado ao programa maat Explorations e desenhado como uma iniciativa de longo prazo iniciada em abril de 2021, este projeto tem uma amplitude interdisciplinar e um alcance internacional, sendo concetualizado por um recém-formado Coletivo Climático, presidido pelo historiador e crÃtico de arte T. J. Demos, orientado para a reunião de diversos profissionais culturais que trabalham na intersecção das artes experimentais e da ecologia polÃtica O objetivo: desvendar horizontes de pensamento e de ação vitais a todos os que se dedicam a desembrulhar as complexidades - socio económicas, jurÃdico-polÃticas, tecno-ambientais e culturais – da transformação climática. Construindo uma arena pública de deliberação coletiva, Clima: Emergência > Emergente inclui diversos participantes ao perguntar como podemos passar de uma climate emergency (incluindo a catástrofe da rutura dos sistemas terrestres, tanto quanto os arranjos sociopolÃticos falhados) para uma climate emergence (gerando novas formas de vida baseadas na justiça social e no bem-estar ambiental). Os elementos do coletivo serão: Susan Schuppli, investigadora, artista e realizadora de documentários, baseada no Reino Unido, cujo trabalho examina provas materiais desde a guerra e os conflitos até à s catástrofes ambientais e à s alterações climáticas; Paulo Tavares, arquiteto e investigador brasileiro que em 2017 fundou a agência Autónoma, uma plataforma dedicada à pesquisa e intervenção urbana; e Molemo Moiloa, artista que vive em Joanesburgo (Ãfrica do Sul) e tem trabalhado sobre a intersecção da prática criativa e da organização comunitária. FONTE: maat |













