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LOMOGRAFIA OU A ARTE DO IMPERFEITO2010-07-23A beleza do imprevisto. As máquinas fotográficas Lomo desfrutam actualmente, graças à febre da lomografia, de uma segunda vida, quase 30 anos depois do seu nascimento na fria e austera Rússia de 1982. Numa altura em que os suportes digitais, o retoque e a pós-produção dominam o mundo da imagem, as Lomo analógicas recuperam uma técnica originária de 1820. A Lomo LC-A – compacta, sóbria e fácil de usar – surgiu nas instalações da União de Ópticos e Mecânicos de Leninegrado, no inÃcio como a concorrência soviética à s Minox japonesas. Depois de terem sido vendidos milhões de exemplares do outro lado do muro, as Lomo caÃram num esquecimento relativo, apesar de ser o instrumento fotográfico próprio dos paÃses comunistas. Além do seu design retro, o que torna as Lomo atractivas (há vários modelos) é a sua simplicidade: têm apenas uma velocidade de obturação de 1/60 – além da opção de bulbo, em que o obturador se mantém aberto o tempo em que se carrega no botão de disparar – e três diafragmas. Sem tecnicismos. “Simplesmente enquadrar e dispararâ€, como explica o fotógrafo Pasquale Caprile, que dirige o atelier de lomografia dos cursos de Verão da Universidad Complutense de Madrid. A história de amor de Caprile e as Lomo começou em 1994 na Photokina – uma feira sobre fotografia que se realiza a cada dois anos na localidade alemã de Colónia e que abrirá as suas portas no próximo mês de Setembro – onde se deparou com uma curiosa exposição saÃda da objectiva de uma câmara sem nome, que depois de indagar concluiu ser uma Lomo LC-A. “Então pus-me em contacto com a Lomography em Viena e há 16 anos que eu e a minha mulher somos embaixadores da lomografia em Espanha.†DisponÃvel em: www.elmundo.es |














