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MANUELA MARQUES VENCE 7ª EDIÇÃO DO BES PHOTO2011-04-13Manuela Marques é a vencedora da 7ª edição do Prémio BES photo, uma iniciativa do Banco Espírito Santo (BES) em parceria com o Museu Colecção Berardo, à qual se junta a Pinacoteca do Estado de São Paulo, no seu novo formato internacional. Este que já se afirmou o principal prémio de arte contemporânea em Portugal, dando a conhecer trabalhos inéditos dos mais consagrados artistas portugueses, torna-se, a partir desta edição, sinónimo do que de melhor se faz em fotografia na lusofonia, e aumenta para 40.000 euros o valor pecuniário atribuído ao vencedor. Coube ao júri de premiação constituído por: Agustín Pérez Rúbio, Historiador, Crítico de Arte, Curador e Director do MUSAC; Awam Amkpa Director e Professor de estudos africanos e artes performativas na Tish Scholl of Arts, NY University, em Nova Iorque; Director académico da NY University no Gana, realizador e curador de exposições; e Jean-Hubert Martin, Curador e Director do FRAME France - The French & American Museum Exchange; a difícil tarefa de escolher o vencedor. O Júri de composição internacional, com nacionalidade distinta das representadas pelos artistas seleccionados, realça a qualidade do trabalho desenvolvido por cada um dos participantes – Carlos Lobo, Kiluanji Kia Henda, Manuela Marques, Mário Mácilau, Mauro Restiffe, destacando a qualidade da exposição, a diversidade dos trabalhos apresentados nesta edição. Na opinião do Júri, a escolha de Manuela Marques para vencedora da 7ª edição “resulta da forma como a artista concilia tempo e sequência - dois ingredientes chave da arte fotográfica - usados com uma habilidade inovadora, uma técnica detalhada e uma subtileza e criatividade notáveis. As fotografias e o vídeo apresentados, conferem uma expressão integrada no envolvimento do aspecto performativo do tempo e a sua dinâmica oscilante entre nostalgia e projecção do futuro. É de salientar o facto dos cinco artistas a concurso terem apresentado trabalhos com referência a lugares e tempos distintos dos seus, tendo-se, no entanto, destacado o projecto da Manuela Marques pelas suas sequências coreografadas.” Manuela Marques (Portugal, 1959) vive em Paris. Nos últimos vinte anos, tem exposto regularmente em instituições francesas tais como o Centre National de la Photographie, o Centre Photographique d’Ile-de-France, o Musée Malraux em Le Havre, o FRAC Auvergne et Haute Normandie, o Domaine Départemental de Chamarande, a Collection Lambert em Avignon e a Galerie du Jour agnès b. em Paris. O trabalho de Manuela Marques foi apresentado em Portugal, pela primeira vez, em 2002, nos Encontros da Imagem, em Braga (curador: Rui Prata). Em 2005, a artista participou na exposição Empirismos (curadores: Horácio Fernandez e Sérgio Mah) no Palácio da Ajuda, parte integrante da LisboaPhoto, a bienal de fotografia de Lisboa. A exposição foi de seguida apresentada no Brasil, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, e mais tarde no ECCO – Espaço Cultural Contemporâneo, em Brasília. Também no Brasil, Manuela Marques participou recentemente na exposição Retratos de Cidades, apresentada no Museu de Arte Contemporânea de Niterói (2009) e no Museu de Arte Moderna de Brasília (2010). Ainda em 2010, integrou a exposição Da outra Margem do Atlântico (curador: Paulo Reis), no Centro de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro. Em Portugal, o seu trabalho foi exposto em She is a Femme Fatale (curadores: Ana Rito, Hugo Barata e Jean-François Chougnet), no Museu Coleção Berardo, e em Lá Fora (curador: João Pinharanda) na Fundação EDP / Museu da Electricidade (ambas em Lisboa e em 2009). Já em 2011, a artista apresentou uma exposição individual no espaço Appleton Square, em Lisboa. O trabalho de Manuela Marques é apresentado regularmente nas galerias que a representam em Paris (Anne Barrault), Lisboa (Caroline Pagès) e São Paulo (Vermelho). Os seus trabalhos integram as colecções públicas francesas Fonds National d’Art Contemporain, em Paris, FRAC Auvergne, Musée Malraux, em Le Havre, Domaine Départemental de Chamarande, e a coleção agnès b. e, em Portugal, as colecções BESart – Coleção Banco Espírito Santo e Fundação Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo, bem como a coleção do Museu da Imagem, em Braga. |













