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MORREU BERNARDO SASSETTI2012-05-11A informação foi avançada por fonte da sua editora, a Clean Feed, ao Diário de Notícias. De acordo com o semanário Expresso, Bernardo Sassetti terá morrido depois de cair acidentalmente de uma falésia na zona de Cascais, onde se encontrava a tirar fotografias. Entretanto, esta informação foi confirmada à agência Lusa pelo pianista Mário Laginha. Em Novembro de 1997, Sassetti gravou «What Love is», acompanhado pela Orquestra Filarmónica de Londres e tendo como convidado especial Sting. Bernardo Sassetti, de 41 anos, era casado com a actriz Beatriz Batarda, de quem tem duas filhas. É bisneto de Sidónio Pais, Presidente da I República. O pianista foi um dos mais músicos mais activos a compor música para a sétima arte em Portugal, sendo da sua autoria bandas sonoras de filmes como «Alice», de Marcos Martins, «Um Amor de Perdição», de Mário Barroso, ou «Second Life», de Alexandre Valente. Enquanto viveu em Londres participou também na longa-metragem «O Talentoso Mr. Ripley», de Anthony Minghella. De nome completo Bernardo da Costa Sassetti Pais, era o filho mais novo de Sidónio de Freitas Branco Pais e de Maria de Lourdes da Costa de Sousa de Macedo Sassetti. Iniciou os seus estudos de piano clássico aos nove anos com a professora Maria Fernanda Costa e, mais tarde, com o professor António Meneres Barbosa, tendo frequentado também a Academia dos Amadores de Música. Dedicou-se ao jazz, estudando com Zé Eduardo, Horace Parlan e Sir Roland Hanna. Em 1987 começou a sua carreira profissional, em concertos e clubes locais, com o quarteto de Carlos Martins e o Moreiras Jazztet. Participou em inúmeros festivais com músicos como Al Grey, John Stubblefield, Frank Lacy e Andy Sheppard. Desde então, nos primeiros 15 anos de carreira, apresentou-se por todo o mundo ao lado de Art Farmer, Kenny Wheeler, Freddie Hubbard, Paquito D´Rivera, Benny Golson, Curtis Fuller, Eddie Henderson, Charles McPherson, Steve Nelson, integrado na United Nations Orchestra e no quinteto de Guy Barker com o qual gravou o CD «Into the blue» (Verve), nomeado para os Mercury Awards 95- Ten álbuns of the year. Como compositor destacam-se as suites «Ecos de África», «Sons do Brasil», «Mundos», «Fragments (Of Cinematic Illusion)», «Entropé» (para piano e orquestra) e «4 Movimentos Soltos» (para piano, vibrafone, marimba e orquestra). O seu primeiro trabalho discográfico como líder, «Salsetti» (Groove/Movieplay), foi gravado em Abril de 1994 com a participação de Paquito D´Rivera, o segundo, «Mundos» (Emarcy/Polygram), em Janeiro de 1996. «Nocturno», lançado pela editora Clean Feed em 2002, foi distinguido com o 1.º Prémio Carlos Paredes. «Índigo» e «Livre» foram outras das suas mais recentes gravações de piano solo para a mesma editora. Como solista, de entre muitos discos gravados podem destacar-se os seguintes: Conrad Herwing e Trio de Bernardo Sassetti - «Ao vivo no Guimarães jazz»; Orquestra Cubana Sierra Maestra - «Dundumbanza» e «Tibiri tabara»; Carlos Barreto - «Impressões» e «Olhar»; Carlos Martins com Cindy Blackman - «Passagem»; Luis Represas - «Cumplicidades»; Carlos do Carmo «Ao vivo no Coliseu»; Guy Barker - «Into the blue», «Timeswing» e «What love is»; Perico Sambeat - «Perico»; Guillermo McGill - «Cielo» e «Oración»; Tetvocal - «Desafinados»; Djurumani - «Reencontro» e Andy Hamilton - «Jamaica by night», entre muitos outros. Disponível em: Diário digital |














