|
|
JEFF KOONS E A ARTE “DE SUPERFÍCIE”2012-05-15Embora alguns críticos considerem o seu trabalho como kitsch, vazio, Koons soma 30 anos de escultura - incluindo o seu famoso cão balão - na sua primeira exposição num museu na Suíça, com a admissão de que a arte está no olho do observador. Os visitantes da Fondation Beyeler, em Basileia, são recebidos por uma escultura com a forma de um globo gigante feita com milhares de flores. O trabalho, chamado Split-Rocker, consiste em partes montadas de um dinossauro e um pónei, e já foi apresentada no Palácio Papal de Avignon (2000) e em Versalhes (2008). Também em exposição estará a escultura da loira pin-up num revelador vestido verde que segura a pantera cor-de-rosa e o dourado Michael Jackson com o seu chimpanzé de estimação, Bubbles, ambos parte da série “banalidade” de Koons (1988). Koons, nascido em 1955, foi chamado de “rei do kitsch” pela reprodução de imagens da cultura pop, incluindo a de personagens como o Tweety ou o Popeye. Tal como Damien Hirst, Koons abraça o papel do artista celebridade, não admitindo o seu trabalho como meramente superficial. As suas criações foram mostradas em alguns dos museus mais conhecidos mundialmente, incluindo o Museu de Arte Moderna de Nova Iorque e a Tate, em Londres. “Eu sempre adorei a ideia de vanguarda”, diz. “É a crença de que cada um cria a sua realidade.” Sem dúvida, Koons é um dos artistas vivos mais bem sucedidos comercialmente. No entanto, ele insiste que não é o dinheiro ou a fama que o move: “As cargas emocionais, as libertações químicas ... Wow! Isso é tudo” afirma Koons. A exposição, que inclui também a série O Novo (1980-1987), decorre de 13 de maio a 2 de setembro de 2012 na Fondation Bayeler, em Basileia. Disponível em: www.reuters.com |














