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PRIMEIRA EDIÇÃO DA WALK&TALK–BIENAL DE ARTES APRESENTA PROGRAMA DA 1ª EDIÇÃO2025-07-27A decorrer em toda a ilha de São Miguel, Açores, entre 25 de setembro e 30 de novembro de 2025, a primeira edição da Walk&Talk – Bienal de Artes convida o público a explorar as abundantes interseções entre cultura, ecologia e espiritualidade. Sob o tema 'Gestos de Abundância', durante dois meses a primeira edição da Walk&Talk – Bienal de Artes transforma a ilha de São Miguel nos Açores num território em movimento, com exposições, performances, música, encontros, entre múltiplos formatos que convidam à participação. Distribuída por vários espaços na ilha e ativada por um programa contínuo de atividades públicas – entre excursões, caminhadas, conversas, apresentações e festas –, o ritmo da Bienal é marcado por três momentos centrais de assembleia: a Abertura (25 a 30 de setembro), o Simpósio (7 a 9 de novembro) e o Encerramento (28 a 30 de novembro). A maioria das atividades tem entrada gratuita. Gestos de Abundância propõe uma mudança de olhar: da perceção de escassez, perante a designação dos Açores como um “território ultra-periférico”, para uma de abundância em comunidade – não no sentido de excesso, mas como densidade de relações, saberes e práticas partilhadas. Inspirada pelas paisagens e histórias estratificadas dos Açores, esta edição da Bienal convida a redescobrir não o que falta, mas o que existe – ou está ainda em potência – e, a partir daí, tecer relações que expandem uma realidade comum e partilhada. O programa foi desenvolvido por uma rede comunitária de artistas, curadores e equipas, reunindo uma multiplicidade de vozes e experiências. A equipa principal inclui as curadoras convidadas Claire Shea (Toronto, Canadá), Fatima Bintou Rassoul Sy (Dakar, Senegal), Liliana Coutinho (Lisboa, Portugal) e o diretor artístico e curador Jesse James (Açores, Portugal), num trabalho de colaboração e envolvimento criativo com as equipas da organização. EXPOSIÇÃO A exposição Gestos de Abundância desdobra-se pelas diversas estações que acolhem a programação da Walk&Talk, formando um percurso expandido onde se cruzam diferentes práticas e vozes, em articulação com os temas da Bienal. Nestes espaços espalhados pela ilha, 18 novas comissões são apresentadas em diálogo com trabalhos de outros artistas, assim como obras de coleções públicas e privadas açorianas. As obras e intervenções ativam diferentes dimensões do tema e do território: o mar enquanto arquivo vivo e político; a terra como corpo relacional e vibrátil; o gesto pedagógico como prática insurgente; o cuidado, a oralidade e a resistência como saberes encarnados; o invisível como linguagem poética e espiritual; o corpo como lugar de escuta e inscrição. Enquanto cada espaço propõe uma escuta distinta, em conjunto, estas propostas ampliam a ideia de abundância como rede de relações e possibilidade partilhada – contra lógicas de extração, isolamento ou escassez. Entre os artistas com novas comissões destacam-se: Nadia Belerique (Centro Municipal de Cultura); Joana Sá, Jokkoo Collective, Malala Andrialavidrazana (Museu Carlos Machado); Helle Siljeholm, Lucy Bleach (Centro Cultural da Caloura); José Pedro Cortes (Galeria Fonseca Macedo); Sofia Rocha (Magma); Meg Stuart, Resolve Collective (vaga); Inês Coelho da Silva & Kita Rancaño Ward, Rafa Bqueer & Soya the Cow (Convento dos Franciscanos); Alice Visentin, Colectiva Malva, Ebun Sodipo, Walla Capelobo (Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas); Mae-Ling Lokko e Janilda Bartolomeu (espaço público). SIMPÓSIO A decorrer de 7 a 9 de novembro, o simpósio é um espaço de encontro entre artistas, investigadores e pensadores cujas práticas interrogam e expandem os modos de viver, criar e aprender em comum. É um momento de reflexão crítica, partilha de práticas e imaginação coletiva em torno do tema Gestos de Abundância, reunindo vozes que, a partir de diferentes geografias e campos disciplinares, exploram outras formas de habitar o presente e projetar futuros possíveis. Com a participação de Apolo de Carvalho, Candace Fujikane, Candice Lin, César Schofield Cardoso, Cooking Sections, Maria Emanuel Albergaria (nova comissão), Mirna Bamieh, Sónia Vaz Borges, Teresa de Castro & Coletivo Guarda Rios, e performances de Joana Sá e Colectiva Malva. MÚSICA & SOM Ao longo da Bienal, diferentes espaços da ilha acolhem um programa sonoro que atravessa geografias e géneros, com concertos, DJ sets e propostas experimentais. Com alys(alys)alys, AMEMO, Bonaventure, Cosmica Bandida, Haseeb Iqbal, Jokkoo Collective, Ketia, MC Falcona, Odete, Piel Mixta, Santiago Latorre, Tina Tornade, Valle, Velhacos, Vera Dvale, Wutangu e Zelecta. PERFORMANCE O programa ativa o território da ilha com propostas de performances que cruzam corpo, paisagem, identidade e comunidade. Com Catarina Ferreira & Paula Aguiar (Geo Foods), Mariana Pacheco Medeiros, Margarida Andrade e Lily Spencer com Janilda Bartolomeu (nova comissão). CINEMA E FESTAS A programação inclui ainda um ciclo de cinema e imagem em movimento, bem como festas, jantares-performativos, rituais e encontros informais, que reforçam a dimensão coletiva, afetiva e celebratória da Bienal. SINTONIZAR – Programa de Mediação Estruturado em quatro gestos – Germinar, Conviver, Comparecer e Permanecer – o programa de mediação da Walk&Talk promove experiências partilhadas entre arte, comunidade e território. Inclui workshops e colaborações com escolas, coletivos e instituições (Germinar), com contributos de AND Lab, Catarina Fernandes, Coletivo Guarda Rios, Isabel Costa / Os Possessos e Projeto Transmalhar. O programa contempla ainda excursões temáticas com artistas e detentores de saberes locais pela ilha de São Miguel (Conviver), visitas orientadas e envolvimento público com as exposições (Comparecer), e projetos comunitários de longo prazo que promovem a participação criativa e o sentimento de pertença (Permanecer). Fonte: Walk&Talk — Bienal de Artes |













