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LOUVRE VAI AUMENTAR PREÇO DOS BILHETES EM 45% PARA VISITANTES FORA DA UNIÃO EUROPEIA2025-12-01A partir de 14 de janeiro, os visitantes de países como os Estados Unidos, o Reino Unido e a China pagarão 32 € (37 dólares) para entrar no mundialmente famoso museu. Isto representa mais 10 € (11,60 dólares) por bilhete do que os visitantes do Espaço Económico Europeu, que inclui os estados-membros da UE, Islândia, Noruega e Liechtenstein. O anúncio, feito a 27 de novembro, surge no meio de intensas críticas ao Louvre devido às suas infraestruturas e sistemas de segurança obsoletos, após o ousado roubo de joias avaliado em 102 milhões de dólares em plena luz do dia, a 19 de outubro. Espera-se que o aumento de preço arrecade entre 15 e 20 milhões de euros (17,38 a 23,17 milhões de dólares) por ano para financiar os planos de modernização da instituição, de acordo com um comunicado. O Louvre, o museu mais visitado do mundo, recebeu quase 9 milhões de visitantes em 2024, sendo cerca de 10% provenientes dos EUA e outros aproximadamente 6% da China. Problemas contínuos com a infraestrutura Para além das recentes preocupações com a segurança, a deterioração das instalações e a sobrelotação têm sido problemas crónicos para o museu nos últimos anos. Na semana passada, o Louvre foi obrigado a encerrar temporariamente partes da sua ala Sully, incluindo os escritórios do segundo andar e a Galeria Campana, devido a problemas estruturais apontados numa recente avaliação do edifício. O relatório, entregue a 14 de novembro, alertava para a fragilidade das vigas de suporte, o que levou o museu a realocar 65 funcionários e a encerrar nove salas que exibem cerâmica da Grécia Antiga. A secção afetada estava sob observação há anos, mas as novas descobertas levaram a uma ação imediata. Em janeiro, o jornal “Le Parisien” divulgou uma carta confidencial da diretora do Louvre, Laurence des Cars, à ministra da Cultura francesa, Rachida Dati, na qual lamentava como a deterioração do edifício do Louvre estava a pôr em risco os tesouros artísticos ali guardados. Entre as queixas elencadas estavam "variações preocupantes de temperatura que ameaçam a conservação das obras de arte" e partes do edifício que estavam "muito degradadas" e "já não impermeáveis". O escândalo levou o presidente francês, Emmanuel Macron, a anunciar um amplo restauro do Louvre, orçado em 800 milhões de euros (927 milhões de dólares). O plano inclui uma nova sala para a famosa Mona Lisa, bem como melhorias nas instalações, como casas de banho e restaurantes. No entanto, notícias da imprensa francesa sugeriam que apenas uma fracção do custo seria coberta pelo Estado. No início deste mês, o Louvre implementou também um novo plano diretor de 80 milhões de euros (92 milhões de dólares) para melhorar a segurança. O anúncio surgiu após a análise de auditorias realizadas há mais de uma década, que revelaram falhas gritantes nas medidas de segurança, incluindo palavras-passe insuficientes para o software das câmaras de segurança, algumas tão simples como “Louvre”. Fonte: Artnet News |













