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BÉLGICA DEVOLVE SARCÓFAGO DOURADO AO EGIPTO

2025-12-08




O Egipto recuperou dois artefactos antigos da Bélgica após uma década de esforços, anunciou o Ministério do Turismo e Antiguidades egípcio no dia 2 de dezembro.

Em 2015, as autoridades belgas responderam a um alerta da Interpol e apreenderam quatro artefactos egípcios que estavam expostos numa galeria de antiguidades no centro de Bruxelas. Os objetos não possuíam documentação legal ou registos de origem verificáveis, levando os investigadores a suspeitar que tinham sido contrabandeados ilegalmente para fora do Egipto. Em 2021, dois destes artefactos foram devolvidos ao Egipto: duas estátuas de madeira, uma representando um homem a caminhar e a outra uma pequena estatueta, conhecida como ushabti, que eram colocadas dentro de túmulos para servirem de servos dos falecidos.

Após um longo processo diplomático e jurídico, os restantes dois artefactos foram devolvidos numa cerimónia que contou com a presença do ministro da cultura egípcio. O primeiro é um sarcófago pintado e dourado que data do período ptolemaico do Egipto, entre 305 a.C. e 30 a.C. O rosto dourado, envolto em cabelos cinzento-azulados, apresenta atributos divinos, sugerindo que o defunto foi transformado numa manifestação de Osíris, o governante egípcio do submundo. Com intrincados entalhes e incrustações de vidro colorido nos olhos, terá pertencido a um membro masculino da alta sociedade egípcia, chamado "aquele que foi dado por Harpócrates", como indicam os hieróglifos do sarcófago.

O segundo artefacto devolvido é uma barba de madeira que pertencia originalmente a uma estátua do Império Médio do Egipto, entre 2025 a.C. e 1650 a.C.

A restituição foi desencadeada por uma carta rogatória internacional enviada pelo Procurador-Geral do Cairo. Isto levou o Ministério Público de Bruxelas a devolver os objectos às autoridades egípcias numa cerimónia nos Museus Reais de Arte e História da capital, em Julho. Na ocasião, Julien Moinil, Procurador-Geral de Bruxelas, afirmou: “É um verdadeiro ato de justiça devolver um item que foi apropriado indevidamente do seu património e país de origem”.

Após a devolução dos artefactos ao Egipto, as autoridades egípcias declararam, em comunicado, que a ação representava os esforços contínuos do país para proteger o património nacional e repatriar antiguidades retiradas ilicitamente do país.


Fonte: Artnet News