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LOUVRE INICIA RESTAURO DA COROA DA IMPERATRIZ EUGÉNIA DANIFICADA DURANTE O ASSALTO2026-02-05Quando os ladrões invadiram o Museu do Louvre, em Paris, a 19 de outubro de 2025, levaram 102 milhões de dólares em jóias da coroa — mas, na pressa de fugir, deixaram cair a coroa da Imperatriz Eugénia, danificando a delicada peça antiga cravejada de diamantes. Agora, a jóia será meticulosamente restaurada para voltar a ser exposta na Galeria de Apolo do museu. A polícia judiciária apreendeu inicialmente a obra como prova para a investigação, mas entregou-a ao departamento de artes decorativas do museu no dia seguinte. O diretor do departamento, Olivier Gabet, e a vice-diretora, Anne Dion, realizaram um relatório preliminar de forma rápida e cuidada. O que encontraram foi perturbador. A coroa, leve e flexível, tinha sido deformada. Os ladrões usaram uma rebarbadora para cortar o vidro da vitrina, mas a coroa mal passou pela estreita abertura. Um dos aros partiu-se na galeria, e tudo indicava que um violento impacto tinha danificado ainda mais a coroa. Quatro das oito palmetas decorativas de diamantes e esmeraldas da coroa partiram-se, e uma das águias-dourada alternadas desapareceu durante o incidente. Havia, no entanto, boas notícias. Todas as 65 esmeraldas estavam intactas, e apenas 10 dos 1.354 diamantes da coroa tinham desaparecido, todos muito pequenos e da base. O globo central de diamantes e esmeraldas parecia intacto. Seria possível remodelar a coroa e realizar um restauro completo. O imperador Napoleão III encomendou um par de coroas para si e para Eugénia ao seu joalheiro oficial, Alexandre Gabriel Lemonnier, por ocasião da Exposição Universal de 1855. Lemonnier trabalhou com o escultor François Gilbert nas águias arqueadas que formam os arcos da coroa, e com o joalheiro Pierre Maheu. Embora a Imperatriz nunca tenha sido coroada, a sua coroa é uma das únicas três coroas de governantes franceses que permanecem no país. Faz parte da coleção do museu desde 1988. O Louvre está a abrir o processo de concurso para contratar um restaurador credenciado para realizar os trabalhos, em conformidade com o Código do Património Francês, a Lei dos Museus e o Código dos Concursos Públicos. Um comité consultivo de especialistas, presidido pela diretora do Louvre, Laurence des Cars, supervisionará o restauro. Juntamente com Gabet e Dion, farão parte do comité Michèle Heuzé, historiadora de jóias e metais preciosos; Anaïs Alchus, curadora de artes decorativas do Segundo Império no Museu d'Orsay, em Paris; François Farges, mineralogista e professor no Museu Nacional de História Natural de Paris; e Emmanuel Plé, chefe da oficina de metais históricos do programa de artes decorativas do Centro de Investigação e Restauro dos Museus de França, em Paris. No mês passado, o desfile de alta-costura de Schiaparelli, em Paris, apresentou recriações das jóias roubadas. As autoridades policiais rastrearam os movimentos dos tesouros roubados até um parque de estacionamento nos arredores da cidade e detiveram quatro suspeitos, mas as jóias continuam desaparecidas. Fonte: Artnet News |













