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ENTREVISTA



CARLOS BUNGA


Partindo da exposição Habitar a Contradição, patente no CAM - Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, a entrevista com Carlos Bunga tornou-se uma “declaração de intenções†do artista plástico, de “um inconsciente ativo que seguramente está presenteâ€. Nas suas palavras introduzem-se, desenvolvem-se e desconstroem-se reflexões que, em muitas situações, só a vida poderá ajudar a compreender.
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O ESTADO DA ARTE



FILIPA BOSSUET


HABITAR A CONTRADIÇÃO - CORPO E ESPAÇO EM ENERGIA CONTÃNUA. CARLOS BUNGA NO CAM
Carlos Bunga reconhece a sua mente como o seu atelier. Coloca em debate que materiais e espaços são necessários quando recebe um convite para expor. Questiona também as urgências que definem quem pode ou não ser reconhecido como artista. O espaço expositivo é o seu atelier – trabalha in situ. É a partir da energia, das estruturas específicas, neste caso, da Fundação Calouste Gulbenkian, que se desenvolve e expressa. A presença de outros artistas e das suas obras traz uma riqueza imensurável à exposição. Bunga traz a ideia de exposição através da energia mais bonita da criação artística: a criação coletiva, tendo em conta todos os que fizeram para que tudo acontecesse.
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PERSPETIVA ATUAL

MARIANA VARELA


COMPLEXO BRASIL: MULTIDÕES, MULTITUDES E O MISTÉRIO DO TEMPO
complexo brasil acerta na dissolução da unidade para revelar a vastidão e diversidade de um país que, valha a contagem oficial, é novo, e conta, com a sua história, uma história que é maior que ele mesmo. Ambiciosa e representativa daquilo que busca convocar, a exposição de 1600 m2 na Fundação Gulbenkian abarca (ou pretende abarcar) a quase totalidade da história e da cultura brasileira por meio de um panorama culturalista de diferentes regiões e fases. Na esteira dos diálogos transatlânticos cuja exposição de Paula Rego e Adriana Varejão é um exemplo, a Gulbenkian dedica dois pisos à tarefa que os curadores se propuseram: narrar o Brasil / os Brasis por meio de uma escolha de obras expressivas.
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OPINIÃO

LAURA BUROCCO


UM CASO DE CENSURA: O PAVILHÃO DA ÃFRICA DO SUL NA 61ª BIENAL DE VENEZA
Que a Bienal de Veneza vá muito além de um grande supermercado da arte de luxo não é novidade. Já em 1997, ao se referir à Bienal de Joanesburgo, a jornalista Hazel Friedman escrevia: “As bienais, mais do que como instituições do que como eventos, constituem um microcosmo das relações de poder no mundo real.†Para a 61ª edição da Bienal, a Ãfrica do Sul havia adotado uma abordagem inovadora por meio de uma parceria entre o Ministério do Esporte, das Artes e da Cultura e a ONG Art Periodic South Africa. A ideia era “oferecer transparência, inclusão e propriedade compartilhada do Pavilhãoâ€, mas o processo terminou com a decisão unilateral do ministro Gayton McKenzie de censurar o conteúdo do projeto vencedor e de retirar o pavilhão. A versão destinada à Bienal deveria refletir sobre as milhares de mulheres e crianças mortas em Gaza pelas Forças de Defesa de Israel.
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ARQUITETURA E DESIGN

JOÃO ALMEIDA E SILVA


MODERNIDADE TRANQUILA. JOSÉ CARLOS LOUREIRO E A ÉTICA DA PERMANÊNCIA
O arquitecto José Carlos Loureiro (1925–2022) completaria 100 anos em Dezembro de 2025. Mais do que um exercício comemorativo, o seu centenário constitui uma ocasião para reavaliar criticamente uma obra cuja amplitude, consistência e discreta força transformadora moldaram de forma decisiva a arquitectura portuguesa da segunda metade do século XX. Num momento em que o discurso arquitectónico tende a privilegiar a visibilidade imediata e a excepcionalidade formal, revisitar Loureiro permite recentrar o debate na permanência, na adequação e na responsabilidade disciplinar.
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ARTES PERFORMATIVAS

EUNICE GONÇALVES DUARTE E BENILDE COSTA


O PRIVILÉGIO DE ESCOLHER NÃO VER: A SINGULARIDADE DO OLHAR
O livro Teoria das Cores expõe o desejo de Goethe em compreender o fenómeno da luz e a manifestação das cores. Nesta obra – composta por três volumes: a Didática, a Polémica e a Histórica –, Goethe questiona o modelo científico de Newton e propõe uma abordagem de estudo e compreensão do fenómeno que privilegie a experiência e a perceção. A manifestação da cor em Goethe depende da quantidade de luz derramada sobre uma superfície, do posicionamento do observador e da sua "intuição primeira".
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PREVIEW

15.ª edição do GUIdance – Festival Internacional de Dança Contemporânea | 5 a 14 de fevereiro, Guimarães


O festival propõe como mote a "sincronização da diversidade", cruzando dança contemporânea, pensamento crítico e relação entre corpo humano e natureza. O programa integra estreias absolutas e nacionais, coproduções, obras selecionadas pela rede europeia Aerowaves e o regresso de coreógrafos com uma ligação histórica aos 15 anos do festival.
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EXPOSIÇÕES ATUAIS

ANDRÉ ROMÃO

INVERNO


Galeria Vera Cortês (Alvalade), Lisboa

André Romão é um belo exemplo de um trabalho ao mesmo tempo romântico e simbolista, metafórico e escultórico, contemporâneo e atemporal, trazendo à vida Inverno, na Galeria Vera Cortês: uma enluarada exposição, introspectiva e minimalista que apresenta um conjunto de 8 peças de elevada carga poética, iluminadas por lâmpadas que ao mesmo tempo iluminam e concedem sombra aos objetos.
LER MAIS MARIANA VARELA

PEDRO CASQUEIRO

DETOUR


MAAT, Lisboa
O mais fascinante, na obra de Pedro Casqueiro, é a renúncia: à historicidade, à obrigatoriedade de um sentido, à linearidade cronológica, e manifestação evolutiva da obra do artista. Nas diferentes obras, presentes na exposição antológica Detour, que agora decorre no MAAT, de cerca de 80 pinturas, Casqueiro permite-nos, na sua pintura, o reconhecimento de vários recuos, avanços, regressos, antinomias, circularidades, confrontos e ligações.
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HUGO LEITE, ED FREITAS E THALES LUZ

EU SOU AQUELE QUE ESTÃ LONGE


Espaço MIRA, Porto
Ao entrarmos no Espaço Mira, a luz branca dos dias cinzentos característicos do Porto desaparece, dando lugar à luz baixa e quente da sala de exposição. Dá-se assim, o início à exposição coletiva “Eu sou aquele que está longeâ€, com curadoria de Susana Chiocca. As afinidades formais e conceptuais dos três artistas - Hugo Leite, Ed Freitas e Thales Luz - sobretudo pela centralidade do corpo e ligados à dança, performance e teatro, constroem um campo de relações que atravessa toda a exposição e se estende à obra artística da própria curadora.
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ANNE IMHOF

FUN IST EIN STAHLBAD


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
Ambiciosa a vários níveis, a primeira mostra individual da artista germânica em Portugal, em exibição no Museu de Serralves, afirma-se nas palavras da curadora Inês Grosso: como uma espécie de manifesto depurado da artista, uma síntese de vários temas que atravessam o seu trabalho nos últimos anos. Em causa, ao longo da exposição, encontra-se a ideia de liberdade na época contemporânea, tema fundamental na prática artística de Imhof (1978), com particular incidência sobre a liberdade dos corpos e o modo como ideias de divertimento e lazer têm vindo a reproduzir lógicas de trabalho que contribuem para nos disciplinar e silenciar.
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COLECTIVA

SOPRO LUMINAR


Quinta da Cruz - Centro de Arte Contemporânea, Viseu
A luz é a possibilidade única de percepção e experiência visual do mundo. A luz é direcional, isola, realça e guia o olhar. Na esfera da arte, foi sempre um elemento central. Desvela figuras, paisagens e narrativas, mas também sentidos e emoções. Se nos frescos e mosaicos antigos, a luz era sobretudo simbólica, caso da luz divina e eterna, desde o Renascimento que foi compreendida e estudada enquanto fenómeno científico e ótico. Mas a luz ganhou uma renovada importância com o surgimento da fotografia, técnica dela integralmente dependente.
LER MAIS CONSTANÇA BABO

GERHARD RICHTER

GERHARD RICHTER


Fondation Louis Vuitton, Paris
A enorme exposição Gerhard Richter, com mais de 250 obras apresentadas cronologicamente, realizada em estreita colaboração com o artista, tem como objetivo apresentá-lo como um dos maiores pintores vivos e, em particular, como praticamente o único a ser simultaneamente abstrato e figurativo. A questão que permanece quando saímos da exposição é, na minha opinião, a seguinte: «Não há dúvida de que Richter é um artista totalmente único no seu trabalho figurativo, devido à sua utilização e subversão de imagens fotográficas. Mas, no que diz respeito às suas pinturas abstratas, será ele tão original?
LER MAIS MARC LENOT

DENILSON BANIWA

CONTRA-FEITIÇO


Galerias Municipais - Galeria Quadrum, Lisboa
A primeira exposição individual de Denilson Baniwa em Lisboa configura uma presença simultaneamente política e ancestral. Com curadoria de Ritó Natálio e em diálogo com a rede Terra Batida, Baniwa desloca imagens históricas e reinterpreta acervos iconográficos que sustentam imaginários coloniais, afirmando a potência e a autonomia das narrativas indígenas. Segundo a curadora, a mostra propõe um deslocamento sensível dos acervos e uma reapropriação crítica das imagens coloniais, abrindo espaço para a manifestação e a voz dos povos indígenas no cenário contemporâneo.
LER MAIS BEATRIZ GALARDINI