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EXPOSIÇÕES ATUAIS


Emília Nadal, “Um pacotão – Skopâ€, c. 1980. Madeira Pintada, 240 x 150 x 60 cm


Ângela Ferreira , "Escultura III", 1986. Lamelado de mogno e pinho, 200 x 125 x 37 cm


António Areal, “Sem títuloâ€, 1961. Tinta de esmalte sobre platex, 60 x 80 cm


Costa Pinheiro, Caderno de Artista, 1961-62


Alberto Carneiro, "Uma floresta para os teus sonhos", 1970. Madeira, dim. variáveis

Outras exposições actuais:

JOÃO MARÇAL

PIZZA SPACE-TIME


ZDB - Galeria Zé dos Bois, Lisboa
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NADIR AFONSO

EUTOPIA


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RODRIGO MAGALHÃES

MANUEL SANTOS MAIA

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Galerias Municipais - Galeria Quadrum, Lisboa
MADALENA FOLGADO

GIL DELINDRO

A AUDIÇÃO VIBRATÓRIA


Museu de Serralves - Museu de Arte Contemporânea, Porto
SANDRA SILVA

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THE POETICS OF DIMENSIONS


ICA - Institute of Contemporary Art San Francisco,
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LE JOUR IL FAIT NUIT


Kubikgallery, Porto
CONSTANÇA BABO

MICHELANGELO PISTOLETTO

TO STEP BEYOND


Lévy Gorvy Dayan, Nova Iorque
THELMA POTT

JORGE GALINDO

BLACK PAINTINGS


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THELMA POTT

COLECTIVA

'SE EU TIVESSE MAIS TEMPO, TERIA ESCRITO UMA CARTA MAIS CURTA.'


Fidelidade Arte, Lisboa
LIZ VAHIA

JOANA VASCONCELOS

TRANSCENDING THE DOMESTIC


MICAS — Malta International Contemporary Arts Space,
CATARINA REAL

ARQUIVO:


COLECTIVA

50 Anos de Arte Portuguesa




FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
Av. de Berna, 45 A
1067-001 Lisboa

05 JUN - 09 SET 2007


“50 Anos de Arte Portuguesaâ€, ocupa as duas galerias do edifício principal da Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), prolongando-se também ao hall do auditório, bar do museu e zona exterior, junto à entrada principal. O projecto reúne 120 artistas nacionais e 150 peças expositivas, entre obras da colecção de arte da FCG e documentação referente a projectos artísticos que a mesma apoiou ao longo do tempo de existência do seu Serviço de Belas Artes (SBA). Assim, e apesar da responsabilidade que o título parece reclamar, importa sublinhar que se trata de uma exposição sobre processos de produção artística e não sobre a arte produzida e/ ou representativa dos últimos 50 anos, o que evidencia ainda mais o carácter incontornável da exposição, comissariada por Raquel Henriques da Silva, Ana Ruivo e Ana Filipa Candeias.

Numa primeira análise, a área ocupada pelos vários núcleos apresentados parece invulgarmente grande e aparentemente dispersa. O percurso organiza o visitante, convidando-o a uma fruição cultural que engloba também o edifício evocativo da presença institucional da FCG junto do panorama cultural e artístico nacional e, mais concretamente, na atribuição continuada e persistente de bolsas e subsídios artísticos de artes plásticas para projectos de investigação e experimentação, a realizar em Portugal e no estrangeiro.

Mas a dimensão do projecto deverá ser analisada partindo da compreensão de toda a estratégia curatorial, assente numa investigação que parte do SBA enquanto facilitador e gerador de processos criativos.
O piso 01 desenvolve-se segundo uma lógica cronológica de alguns dos projectos apoiados e integrados na colecção. Pontuam-se momentos fundamentais do trabalho da FCG (a criação do SBA e o início da concessão de bolsas e subsídios, as exposições de artes plásticas enquanto incentivo artístico e execução de uma política de aquisição e constituição da colecção FCG, a inauguração do CAMJAP ou ainda a criação da mostra “7 Artistas ao 10º Mêsâ€). Encontram-se aqui algumas obras mais conhecidas do grande público, seja porque integram a colecção e cumprem diversas solicitações curatoriais, seja porque se trata de obras cujas datas de produção e primeira apresentação pública são ainda recentes.

O piso 0 constitui um acesso privilegiado aos arquivos do SBA e a toda uma primeira apresentação pública de material que, produzido num contexto de memória descritiva da “obra de arte†(projectos e relatórios de bolseiros), não cumpria inicialmente objectivos expositivos. Todavia, e perante a singularidade do exposto (a justificar que o critério expositivo não sobrevalorizasse as obras de arte existentes na colecção), importará reflectir sobre a continuação do trabalho agora iniciado e sobre a validação de uma segunda existência para a selecção apresentada; A de objectos que transgridem o carácter meramente documental e invadem o território artístico por excelência das obras de arte.
Nesta sala, a ordenação faz-se segundo cinco zonas temáticas, de acordo com as questões que a própria investigação curatorial levantou (Corpo/ identidade; Signos/ códigos; Meios/ processos; Espaços/ lugares e Tempo/ histórias), mas onde a distribuição geracional dos artistas é transversal.
Obras e documentação ladeiam, entre paredes, zonas de projecção, mesas expositoras e a possibilidade de navegar em pequenos ecrans digitais, numa solução que minimiza, mas não anula, a impossibilidade de aceder fisicamente ao material exposto (a sua reprodução em papel), folheando-o livremente.

Uma futura abordagem dos arquivos do SBA permitirá continuar a divulgação de um conjunto de testemunhos do trabalho da FCG junto dos artistas, enquanto apoiante à criação, mas também enquanto cúmplice de uma atitude experimental que se abre em cada novo projecto de possibilidades e dúvidas processuais e artísticas, num período tão significativo de Portugal e para o qual é tão importante a notícia da descoberta de documentação da época (neste caso, de âmbito artístico). Leia-se também, nas entrelinhas, o esforço da FCG para libertar alguns artistas (tantos!) de um Portugal “orgulhosamente sóâ€, atolado em 48 anos de estagnação artística e cultural.

www.gulbenkian.pt

Miguel Caissotti