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ENTREVISTA


Inauguração da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG, Novembro de 2014.


Jorge Gaspar e Ana Marin na inauguração da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG, Novembro de 2014. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


O artista e curador João Fonte Santa na inauguração da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG, Novembro de 2014. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Antiga escola primária, actual espaço dos Estudos Gerais de Alvito. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição (Re)Começar. Sete artistas em Alvito. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista da exposição (Re)Começar. Sete artistas em Alvito. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista do espaço expositivo da Colecção MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista do espaço expositivo da Colecção MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.


Vista do espaço expositivo da Colecção MG. Fotografia: Rodrigo Bettencourt da Câmara.

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JORGE GASPAR E ANA MARIN


 

Jorge Gaspar é geógrafo, doutorado em Geografia Humana pela Universidade de Lisboa. Ana Marin é especialista em gestão cultural, formada também em Geografia pela mesma universidade. No final dos anos 1980 começaram a colecionar obras de jovens artistas portugueses constituindo uma colecção que entretanto se foi alargando. Hoje, instalados na vila alentejana do Alvito, desenvolvem vários projectos tendo os artistas e a arte contemporânea como agentes de intervenção local.

 

Por Liz Vahia e Victor Pinto da Fonseca

 

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A: Geógrafo e urbanista, o Professor Jorge Gaspar está muito ligado ao desenvolvimento do território. O projecto que desenvolvem na vila alentejana do Alvito é um caso excepcional de descentralização que usa a arte como forma de acção sobre o local e como modo de reflexão sobre a contemporaneidade. Podem apresentar-nos brevemente todo o espectro do projecto?

JG/AM: Alvito surge nas nossas vidas como um acaso. Na Páscoa de 1992, nuns breves dias de férias passados na região, conhecemos melhor esta simpática vila alentejana e a Ana “tomou-se de amores” pela casa que então aqui adquirimos. A compra foi um processo longo e algo conturbado que vemos como o primeiro episódio do profundo enraizamento que hoje nos liga a Alvito. Poucos anos antes, começáramos a adquirir algumas obras a jovens artistas portugueses, sobretudo nos domínios do desenho e da pintura. São estas as duas circunstâncias que, no essencial, determinaram e enformam os diferentes projetos que temos vindo a desenvolver em Alvito: num primeiro momento, foi a instalação do acervo numa antiga oficina que adquirimos e recuperámos e a que acrescentámos dois pequenos apartamentos que nos permitiram as condições logísticas indispensáveis à concretização de novos projetos, como a realização de residências artísticas, de que foram percursoras em 2008/2009, uma primeira com o Atelier de Lisboa e uma outra com curadoria de Raquel Guerra, à época responsável pelo inventário da coleção e atual diretora do Núcleo de Arte da Oliva Creative Factory, e que juntou em Alvito duas jovens artistas – Joana da Conceição e Vera Mota. A apresentação pública dos trabalhos fez-se então nas instalações desativadas e semiarruinadas do antigo matadouro local que a Câmara Municipal nos facultou. Lamentavelmente, a auspiciosa colaboração com a autarquia que apenas se iniciava, foi interrompida, nos quatro anos seguintes por naturais vicissitudes de novos ideários autárquicos, resultantes de eleições. Nos anos que se sucederam alargámos os espaços expositivos e logísticos, recuperando e dando vida a uma outra ruína local. Já em 2014, com a nova equipa autárquica, estabelecemos um protocolo de colaboração, com a cedência das instalações de uma antiga escola primária há anos desativada, o que nos permite, finalmente, desenvolver um programa de atividades coerente que assentará em três vetores estruturantes – produção de exposições de que será parte integrante a divulgação da coleção; residências artísticas com consequentes exposições finais; realização de conferências, workshops e ações de sensibilização junto das escolas do concelho e, desejavelmente, dos concelhos vizinhos.


A: Confesso que me encantou - ver fora de Lisboa - a ideia e o resultado do projecto de transformar o espaço da antiga escola primária do Alvito, num espaço público de arte contemporânea, para apresentarem exposições com obras da vossa coleção, desenvolverem residências artísticas e colóquios sobre arte e cultura. Pensam que apresentar a coleção num espaço público pode contribuir para aperfeiçoar a vida das pessoas se pensarmos no desenvolvimento saudável e total dos sentidos, que vem do potencial da arte? Num mundo em que a política e a ética em que assenta, nos força, inconscientemente, a atrofiá-los, o que constitui um mal muito sério e uma degradação da vida humana.
De que maneira se aprende a conhecer e a saber apreciar a energia de prazer e de valor educacional que a arte transporta?

JG/AM: Projetos como o nosso não podem aspirar a uma aceitação imediata e generalizada. Arriscaria, que mesmo nos grandes centros urbanos, constituem uma minoria aqueles que frequentam e aderem a este tipo de propostas. É um trabalho longo e persistente que exige dedicação e, sobretudo, faz apelo à compreensão do local e ao diálogo com aqueles mais suscetíveis à mudança – os mais jovens. Daí, a intenção imediata de criarmos um programa de divulgação junto das escolas. Cremos que é na escola que se produzirão as transformações essenciais – a formação do gosto pela criação, a inovação e a apetência por projetos de natureza artística. A consciência da sua absoluta necessidade virá com o tempo…


A: Têm uma relação priviligiada de amizade com a maioria dos artistas que colecionam... Consideram importante como colecionadores manter uma relação próxima com os artistas e com o meio? A interação social com o artista altera a forma como sentimos as obras? Sentem-se atraídos por obras de arte que de alguma forma se encontram e harmonizam com a vossa perspectiva a respeito da vida ou antes definiram uma \\\\\\\\\\\\\\\'estratégia\\\\\\\\\\\\\\\' de aquisições relativamente ao grande número de artistas que apareceram nos últimos vinte anos em Portugal?

JG/AM: A relação privilegiada com alguns artistas, não assim tantos, foi acontecendo naturalmente. Por um lado, frequentamos bastante os chamados “espaços alternativos” que, no nosso ponto de vista, facilitam o contacto mais direto com os criadores, até porque alguns daqueles espaços são fruto da sua própria gestão; por outro lado, consequência da formação do Jorge e da sua longa carreira de professor universitário e também a presença constante dos filhos, torna a relação com os jovens, natural e imediata. Esses contactos mais próximos facilitam, sem dúvida, a compreensão da(s) obra(s) e, mais ainda, permitem desenvolver empatias que nos têm permitido vivências singulares. Este relacionamento que privilegiamos, reconhecendo embora o papel essencial e incontornável dos galeristas, entre os quais temos também bons amigos e excelentes conselheiros, condicionou e continua a condicionar o alargamento da nossa coleção. Como dissemos atrás, começamos a colecionar por paixão e impulso e hoje ainda o fazemos: ouvimos artistas, críticos e galeristas e fazemos as nossas próprias escolhas. Nem sempre as mais acertadas, naturalmente. Mas até hoje arrependemo-nos muito pouco…


A: Quando se conhece a Ana Marin e o Jorge Gaspar, facilmente se percebe que os dois acreditam que a coleção se liga directamente com o mundo; e que a arte, não se pode passar sem ela! Como aconteceu terem começado a colecionar arte contemporânea? Houve um momento?

JG/AM: O momento foi o final dos anos 80, embora o interesse existisse já. Desde há muito que frequentávamos exposições e a nossa formação e gosto despertara os sentidos e, de forma bastante natural, começamos a adquirir algumas obras… timidamente e sempre (ainda hoje) estritamente de acordo com as disponibilidades de cada momento. As primeiras obras, creio, foram adquiridas na Quadrum, na 111 e na Diferença… A Mariana era ainda muito pequena e acompanhava-nos nos périplos dos sábados à tarde. Escolheu a sua primeira obra com três ou quatro anos, precisamente na Quadrum – um desenho do Pedro Portugal…


A: Uma parte da Colecção MG encontra-se instalada em Alvito nesse edifício recuperado especificamente para a sua exibição. Qual é o objectivo desse espaço em termos expositivos e em termos de relação com o público local?

JG/AM: Sem nos repetirmos, acreditamos que a cedência de instalações por parte da Câmara Municipal de Alvito, com quem temos vindo a estabelecer uma relação de grande entendimento, permitirá o desenvolvimento de um programa continuado de exposições de arte contemporânea, facto inédito numa pequena vila do interior alentejano. Enquanto aguardávamos que tal desiderato um dia se pudesse concretizar, construímos o nosso próprio espaço expositivo: não se trata de uma galeria nem tão pouco de um espaço aberto ao público; é antes uma extensão da(s) nossa(s) casa(s) que, como estas, estará sempre disponível para os amigos e para aqueles que pretenderem visitá-lo. Quanto ao público de Alvito, acreditamos que será uma conquista lenta mas certa. Esta primeira exposição que inaugurou a 1 de Novembro e esteve aberta ao público até 4 de Janeiro, teve um número de visitantes muito reconfortante: se tivermos em conta a dimensão da população (1300 habitantes) e a abertura de apenas três dias semanais, o resultado foi auspicioso. 


A: Como é que o poder local está a acolher esta iniciativa?

JG/AM: Num pequeno concelho como Alvito é essencial para o êxito de qualquer projeto que o poder autárquico contribua, no mínimo, com a desejável compreensão e estímulo. Cremos que a relação que se estabeleceu com o atual Presidente e a respetiva vereação tem sido excelente e só isso pode justificar o trabalho que conseguimos neste ano de colaboração, que acreditamos ser exemplar no contexto do país.


A: GLOCALIZAÇÃO OU COLAPSO. OBRAS DA COLEÇÃO MG é a exposição que inaugura o novo espaço dos Estudos Gerais do Alvito e que recupera a antiga escola local. O tema é o local e o global na Colecção MG, tendo João Fonte Santa como curador. Como é que surgiu o convite ao artista e como decorreu esse trabalho de selecção e coordenação de ideias entre o curador e os colecionadores? Foi a primeira vez que alguém exterior à colecção trabalhou uma apresentação ao público?

JG/AM: Os Estudos Gerais de Alvito são uma associação que nasceu há uns anos, fruto do nosso entusiasmo e de um grupo de amigos, quase todos exteriores a Alvito, cuja ação tem passado, no essencial, pela reflexão e pela realização de conferências, em torno de algumas das grandes questões do nosso tempo que, de algum modo, se prendem com a magna questão da globalização, sem nos alhearmos dos problemas que ela induz no local e nos fenómenos de adaptação a novas relações, entre o global e o local. Esta preocupação e interesses dominantes suscitaram o tema desta primeira exposição; por coincidência, o João Fonte Santa, um dos tais artistas a que nos liga uma relação de relativa proximidade, expunha em Lisboa uma série de obras a que deu o título genérico de O Colapso da Civilização; por outro lado, Fonte Santa parece ser o único artista plástico contemporâneo nascido em Alvito… estas duas circunstâncias justificaram o desafio que lhe pusemos, o de assegurar a curadoria da primeira exposição, trabalho que decorreu numa estreita colaboração e num diálogo permanente entre curador e colecionadores e que justificou algumas alterações de percurso, a começar pelo próprio título que acabou por fazer jus às questões da glocalização, um neologismo que se espelha no conjunto das obras expostas.


A: Afirmou que um dos pontos de partida para esta exposição foi também a obra de Rigo “Viagem da Armada dos Ecos de Cochim a Lisboa (2013). É uma maneira de dizer que a relação entre o local e o global é um tema há muito presente na nossa sociedade/cultura?

JG/AM: A presença da obra de Rigo, exposta pela primeira vez na Bienal de Cochim e que conhecemos e adquirimos numa exposição do artista em Lisboa, era inevitável. Ela fala exatamente de uma relação com mais de cinco séculos, fala de um dos primeiros fenómenos da globalização…e mais, ela apresenta-se aqui, a poucos metros do local onde se teceriam muitas relações e desenhariam outras tantas estratégias entre Vasco da Gama e o Barão de Alvito. Mas esta é uma história que nos é contada pela historiadora Geneviève Bouchon e que pretendemos documentada na atual exposição, por isso, a presença de uma série de livros que nos falam, afinal, dos mesmos temas das obras de arte em presença.


A: Além desta exposição, é possível visitar também as obras resultantes de uma residência realizada em 2014 com artistas de várias gerações. Esta será uma iniciativa com continuidade regular? Veremos o Alvito a afirmar-se como um espaço de criação e não só de exposição?

JG/AM: Como já referimos, esta residência que decorreu no passado mês de Agosto, não é exatamente a primeira realizada (daí o título (Re)começar)…) mas pretende ser, sem dúvida, uma das componentes essenciais do nosso programa de atividades. Um sonho antigo que cremos adquirir agora a sua plena expressão. Para já, temos programadas duas residências, uma próxima, no período da Páscoa, e uma outra, de novo em Agosto. Se entendemos a programação e a divulgação de arte contemporânea um passo importante para uma pequena vila do interior, a atividade criativa é o complemento fundamental e que poderá constituir-se como o foco de maior atração, nomeadamente para a juventude local, pela oportunidade que abre a um relacionamento direto com artistas e com o seu trabalho. Será grande pretensão querer colocar Alvito num circuito da arte contemporânea? O tempo o dirá!