Links

ARQUITETURA E DESIGN




Capa do jornal Black Mask.


Capa da Internationale Situationniste 9 (agosto de 1964)


Interior da Internationale Situationniste 9 (agosto de 1964)


Capa da Situationist Times 4 (1963)


Interior da Situationist Times 4 (1963)

Outros artigos:

2018-11-06


PARTE II - FOZ VELHA E FOZ NOVA: PATRIMÓNIO CLASSIFICADO (OU NEM POR ISSO)


2018-09-28


PARTE I - PORTO ELEITO TRÊS VEZES O MELHOR DESTINO EUROPEU: PATRIMÓNIO AMEAÇADO PARA UNS, RENOVADO PARA OUTROS. PARA INGLÊS (NÃO) VER


2018-08-07


PAULO PARRA – “UMA TRAJECTÓRIA DE VIDA” NA GALERIA ROCA LISBON


2018-07-12


DEPOIS, A HISTÓRIA: GO HASEGAWA, KERSTEN GEERS, DAVID VAN SEVEREN


2018-05-29


NU LIMITE


2018-04-18


POLAROID


2018-03-18


VICO MAGISTRETTI NO DIA DO DESIGN ITALIANO


2018-02-10


GALERIA DE ARQUITETURA


2017-12-18


RHYTHM OF DISTANCES: PROPOSITIONS FOR THE REPETITION


2017-11-15


SHAPINGSHAPE NA BIENAL DA MAIA


2017-10-14


O TEATRO CARLOS ALBERTO DIALOGA COM A CIDADE: PELA MÃO DE NUNO LACERDA LOPES


2017-09-10


“VINTE E TRÊS”. AUSÊNCIAS E APARIÇÕES NUMA MOSTRA DE JOALHARIA IBEROAMERICANA PELA PIN ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE JOALHARIA CONTEMPORÂNEA


2017-08-01


23 – JOALHARIA CONTEMPORÂNEA NA IBERO-AMÉRICA


2017-06-30


PASSAGENS DE SERRALVES PELO TERMINAL DE CRUZEIROS DO PORTO DE LEIXÕES


2017-05-30


EVERYTHING IN THE GARDEN IS ROSY: AS PERIFERIAS EM IMAGENS


2017-04-18


“ÁRVORE” (2002), UMA OBRA COM A AUTORIA EM SUSPENSO


2017-03-17


ÁLVARO SIZA : VISÕES DA ALHAMBRA


2017-02-14


“NÃO TOCAR”: O NOVO MUSEU DO DESIGN EM LONDRES


2017-01-17


MAXXI ROMA


2016-12-10


NOTAS SOBRE ESPAÇO E MOVIMENTO


2016-11-15


X BIAU EM SÃO PAULO: JOÃO LUÍS CARRILHO DA GRAÇA À CONVERSA COM PAULO MENDES DA ROCHA E EDUARDO SOUTO DE MOURA


2016-10-11


CENAS PARA UM NOVO PATRIMÓNIO


2016-08-31


DREAM OUT LOUD E O DESIGN SOCIAL NO STEDELIJK MUSEUM


2016-06-24


MATÉRIA-PRIMA. UM OLHAR SOBRE O ARQUIVO DE ÁLVARO SIZA


2016-05-28


NA PEGADA DE LE CORBUSIER


2016-04-29


O EFEITO BREUER – PARTE 2


2016-03-24


O EFEITO BREUER - PARTE 1


2016-02-16


GEORGE BEYLERIAN CELEBRA O DESIGN ITALIANO COM LANÇAMENTO DE “DESIGN MEMORABILIA”


2016-01-08


RESOLUÇÕES DE ANO NOVO PARA A ARQUITETURA E DESIGN EM 2016


2015-11-30


BITTE LEBN. POR FAVOR, VIVE.


2015-10-30


A FORMA IDEAL


2015-09-14


DOS FANTASMAS DE SERRALVES AO CLIENTE COMO ARQUITECTO


2015-08-01


“EXTRA ORDINARY” - JOVENS DESIGNERS EXPLORAM MATERIAIS, PRODUTOS E PROCESSOS


2015-06-25


PODE A TIPOGRAFIA AJUDAR-NOS A CRIAR EMPATIA COM OS OUTROS?


2015-05-20


BIJOY JAIN, STUDIO MUMBAI


2015-04-14


O FIM DA ARQUITECTURA


2015-03-12


TESOURO, MISTÉRIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TRÊS EXPOSIÇÕES (PARTE II/II)


2015-02-11


TESOURO, MISTÉRIO OU MITO? A ESCOLA DO PORTO EM TRÊS EXPOSIÇÕES (PARTE I/II)


2014-12-09


ARQUITECTAS: ENSAIO PARA UM MANUAL REVOLUCIONÁRIO


2014-11-10


A MARCA QUE TEM O MEU NOME


2014-10-04


NEWS FROM VENICE


2014-09-08


A INCONSCIÊNCIA DE ZENO. MÁQUINAS DE SUBJECTIVIDADE NO SUPERSTUDIO*


2014-07-30


ENTREVISTA A JOSÉ ANTÓNIO PINTO


2014-06-17


ÍNDICES, LISTAGENS E DIAGRAMAS: the world is all there is the case


2014-05-15


FILME COMO ARQUITECTURA, ARQUITECTURA COMO AUTOBIOGRAFIA


2014-04-14


O MUNDO NA MÃO


2014-03-13


A CASA DA PORTA DO MAR


2014-02-13


O VERNACULAR CONTEMPORÂNEO


2014-01-07


PÓS-TRIENAL 2013 [RELAÇÕES INSTÁVEIS ENTRE EVENTOS, ARQUITECTURAS E CIDADES]


2013-11-12


UMA SUBTIL INTERFERÊNCIA: A MONTAGEM DA EXPOSIÇÃO “FERNANDO TÁVORA: MODERNIDADE PERMANENTE” EM GUIMARÃES OU UMA EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA NUMA ESCOLA EM PLENO FUNCIONAMENTO


2013-09-24


DESIGN E DELITO


2013-08-12


“NADA MUDAR PARA QUE TUDO SEJA DIFERENTE”: CONVERSA COM BEYOND ENTROPY


2013-08-11


“CHANGING NOTHING SO THAT EVERYTHING IS DIFFERENT”: CONVERSATION WITH BEYOND ENTROPY


2013-07-04


CORTA MATO. Design industrial do ponto de vista do utilizador


2013-05-20


VÍTOR FIGUEIREDO: A MISÉRIA DO SUPÉRFLUO


2013-04-02


O DESIGNER SOCIAL


2013-03-11


DRESS SEXY AT MY FUNERAL: PARA QUE SERVE A BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA?


2013-02-08


O CONSUMIDOR EMANCIPADO


2013-01-08


SOBRE-QUALIFICAÇÃO E REBUSCO


2012-10-29


“REGIONALISM REDIVIVUS”: UM OUTRO OLHAR SOBRE UM TEMA PERSISTENTE


2012-10-08


LEVINA VALENTIM E JOAQUIM PAULO NOGUEIRA


2012-10-07


HOMENAGEM A ROBIN FIOR (1935-2012)


2012-09-08


A PROMESSA DA ARQUITECTURA. CONSIDERAÇÕES SOBRE A GERAÇÃO POR VIR


2012-07-01


ENTREVISTA | ANDRÉ TAVARES


2012-06-10


O DESIGN DA HISTÓRIA DO DESIGN


2012-05-07


O SER URBANO: UMA EXPOSIÇÃO COMO OBRA ABERTA. NO CAMINHO DOS CAMINHOS DE NUNO PORTAS


2012-04-05


UM OBJECTO DE RONAN E ERWAN BOUROULLEC


2012-03-05


DEZ ANOS DE NUDEZ


2012-02-13


ENCONTROS DE DESIGN DE LISBOA ::: DESIGN, CRISE E DEPOIS


2012-01-06


ARCHIZINES – QUAL O TAMANHO DA PEQUENÊS?


2011-12-02


STUDIO ASTOLFI


2011-11-01


TRAMA E EMOÇÃO – TRÊS DISCURSOS


2011-09-07


COMO COMPOR A CONTEMPLAÇÃO? – UMA HISTÓRIA SOBRE O PAVILHÃO TEMPORÁRIO DA SERPENTINE GALLERY E O PROCESSO CRIATIVO DE PETER ZUMTHOR


2011-07-18


EDUARDO SOUTO DE MOURA – PRITZKER 2011. UMA SISTEMATIZAÇÃO A PROPÓSITO DA VISITA DE JUHANI PALLASMAA


2011-06-03


JAHARA STUDIO


2011-05-05


FALEMOS DE 1 MILHÃO DE CASAS. NOTAS SOBRE O CONCURSO E EXPOSIÇÃO “A HOUSE IN LUANDA: PATIO AND PAVILLION”


2011-04-04


A PROPÓSITO DA CONFERÊNCIA “ARQUITECTURA [IN] ]OUT[ POLÍTICA”: UMA LEITURA DISCIPLINAR SOBRE A MEDIAÇÃO E A ESPECIFICIDADE


2011-03-09


HUGO MADUREIRA: O ARTISTA-JOALHEIRO


2011-02-07


O QUE MUDOU, O QUE NÃO MUDOU E O QUE PRECISA MUDAR


2011-01-11


nada


2010-12-02


PEQUENO ELOGIO DO ARCAICO


2010-11-02


CABRACEGA


2010-10-01


12ª BIENAL DE ARQUITECTURA DE VENEZA — “PEOPLE MEET IN ARCHITECTURE”


2010-08-02


ENTREVISTA | FILIPA GUERREIRO E TIAGO CORREIA


2010-07-09


ATYPYK PRODUCTS ARE NOT MADE IN CHINA


2010-06-03


OS PRÓXIMOS 20 ANOS. NOTAS SOBRE OS “DISCURSOS (RE)VISITADOS”


2010-05-07


OBJECTOS SEM MEDO


2010-04-01


O POTENCIAL TRANSFORMADOR DO EFÉMERO: A PROPÓSITO DO PAVILHÃO SERPENTINE EM LONDRES


2010-03-04


PEDRO + RITA = PEDRITA


2010-02-03


PARA UMA ARQUITECTURA SWISSPORT


2009-12-12


SOU FUJIMOTO


2009-11-10


THE HOME PROJECT


2009-10-01


ESTRATÉGIA PARA HABITAÇÃO EVOLUTIVA – ÍNDIA


2009-09-01


NA MANGA DE LIDIJA KOLOVRAT


2009-07-24


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR (Parte II)


2009-06-16


DA HESITAÇÃO DE HANS, OU SOBRE O MEDO DE EXISTIR


2009-05-19


O QUE É QUE SE SEGUE?


2009-04-17


À MESA COM SAM BARON


2009-03-24


HISTÓRIAS DE UMA MALA


2009-02-18


NOTAS SOBRE PROJECTOS, ESPAÇOS, VIVÊNCIAS


2009-01-26


OUTONO ESCALDANTE OU LAPSO CRÍTICO? 90 DIAS DE DEBATE DE IDEIAS NA ARQUITECTURA PORTUENSE


2009-01-16


APRENDER COM A PASTELARIA SEMI-INDUSTRIAL PORTUGUESA OU PORQUE É QUE SÓ HÁ UMA RECEITA NO LIVRO FABRICO PRÓPRIO


2008-11-20


ÁLVARO SIZA E O BRASIL


2008-10-21


A FORMA BONITA – PETER ZUMTHOR EM LISBOA


2008-09-18


“DELIRIOUS NEW YORK” EXPLICADO ÀS CRIANÇAS


2008-08-15


A ROOM WITH A VIEW


2008-07-16


DEBATER CRIATIVAMENTE A CIDADE: A EXPERIÊNCIA PORTO REDUX


2008-06-17


FOTOGRAFIA DE ARQUITECTURA, DEFEITO E FEITIO


2008-05-14


A PROPÓSITO DA DEMOLIÇÃO DO ROBIN HOOD GARDENS


2008-04-08


INTERFACES URBANOS: O CASO DE MACAU


2008-03-01


AS CORES DA COR


2008-02-02


Notas sobre a produção arquitectónica portuguesa e sua cartografia na Architectural Association


2008-01-03


TARZANS OF THE MEDIA JUNGLE


2007-12-04


MÚSICA INTERIOR


2007-11-04


O CIRURGIÃO INGLÊS


2007-10-02


NÓS E OS CARROS


2007-09-01


Considerações sobre Tempo e Limite na produção e recepção da Arquitectura


2007-08-01


A SUBLIMAÇÃO DA CONTEMPORANEIDADE


2007-07-01


UMA MITOLOGIA DE CARNE E OSSO


2007-06-01


O LUGAR COMO ARMADILHA


2007-05-02


ESPAÇOS DE FILMAR


2007-04-02


ARTES DO ESPAÇO: ARQUITECTURA/CENOGRAFIA


2007-03-01


TERRAIN VAGUE – Notas de Investigação para uma Identidade


2007-02-02


ERRARE HUMANUM EST…


2007-01-02


QUANDO A CIDADE É TELA PARA ARTE CONTEMPORÂNEA


2006-12-02


ARQUITECTURA: ESPAÇO E RITUAL


2006-11-02


IN SUSTENTÁVEL ( I )


2006-10-01


VISÕES DO FUTURO - AS NOVAS CIDADES ASIÁTICAS


2006-09-03


NOTAS SOLTAS SOBRE ARQUITECTURA E TECNOLOGIA


2006-07-30


O BANAL E A ARQUITECTURA


2006-07-01


NOVAS MORFOLOGIAS NO PORTO INDUSTRIAL DE LISBOA


2006-06-02


SOBRE O ESPAÇO DE REPRESENTAÇÃO MODERNO


2006-04-27


MODOS DE “VER” O ESPAÇO - A PROPÓSITO DE MONTAGENS FOTOGRÁFICAS



ESPECTADOR

MÁRIO MOURA


 

 

Chegou-me pelo correio o nono número da Internationale Situationniste, editada entre 1958 e 1969. No ebay, já vinha assinalada como entregue desde dia 17 e, apesar de contar com os atrasos do costume nesta quadra natalícia, já começava a ficar preocupado. Quando chegou, foi de surpresa.

 

O pacote era muitíssimo mais pequeno do que imaginava. Já conhecia a revista através de fotos e da reprodução facsimilada num só volume da Champ Libre, mas não sei porquê esperava uma coisa mais imponente, com a escala da The Situationnist Times ou da Black Mask. Afinal era quase exactamente do tamanho do livro da Champ Livre, um pouco menor que um comic book. A única coisa notável era o metalizado da capa. Lembrei-me duma entrevista lida não sei onde – é provável que tenha sido no England’s Dreaming de Jon Savage [1] – onde algumas figuras do punk diziam que sim, que aquilo chamava a atenção, pela capa e pelas fotos com legendas provocantes do interior (mas a teoria era ilegível).

 

Desde há algum tempo que colecciono publicações subversivas. Tento perceber o seu impacto físico sobre quem as consumia, o modo como o formato, o papel ou a paginação afectavam o seu conteúdo, que muitas vezes acabava por continuar a circular completamente descolado do seu aspecto original e perdendo quase tudo por isso. É habitual falar-se do carisma do líder de um ou outro movimento, ou da actualidade das suas ideias, mas é comum esquecer-se o magnetismo dos seus veículos de comunicação. Sem tomar em conta o seu lado material, estético e mesmo erótico, algumas filosofias perpetuam-se enquanto mero misticismo – o situacionismo, o punk e outras coisas do género já caíram há muito nessa armadilha. Começa-se a responder a críticas com um “precisavas de estar lá” e daí para a frente é só nostalgia.

 

Se algum dia me decidir a expôr estas publicações, gostaria de o fazer num museu (por pequeno que fosse). Quanto mais institucional melhor. Nunca vi problema nenhum em expor arte ou artefactos políticos num museu. Vejo-os como documentos. O escrúpulo habitual contra “museificar” o político é uma treta. O acesso que se tem a eles será sempre distinto de participar neles, seja num museu, num colectivo anarquista ou numa manifestação. Nem se deve sequer confundir as coisas.

 

Se um objecto político mantém a sua actualidade é porque foi sendo actualizado. Ou seja, foi sendo reinterpretado de modo a manter-se pertinente. Há sempre uma distorção, seja praticada por um comissário, por um coleccionador ou mesmo por seguidores (que se não estiverem atentos a este processo acabam por transformar ferramentas e estratégias em objectos de culto e rituais nostálgicos).

 

Os problemas só começam quando se tenta fazer de expor estes objectos uma “experiência”, reencenando o seu contexto de origem, construindo à sua volta parquezitos temáticos que só servem para manipular e entreter o espectador. São os mesmos equívocos da estética relacional, que assume o público como uma amálgama embrutecida, ignorante e distraída que é preciso “ensinar” – e, já agora, os mesmos do próprio situacionismo e da sua crítica do espectáculo.

 

Contra isso, achei particularmente útil a leitura da introdução do “Espectador Emancipado” de Jacques Rancière, onde se defende que a condição de espectador nunca é passiva – a não ser que se force uma oposição entre criador/produtor e espectador/consumidor, entre a actividade do primeiro e a passividade do segundo.

 

Numa sociedade onde só se aceitam os produtores e os empreendedores em detrimento de quem consome, é urgente deixar algum espaço a este últimos, os espectadores, os passivos, os críticos ou simplesmente os que se passeiam. O que fazem é com eles e só com eles.

 

 

Mário Moura

Blogger, conferencista, crítico, professor na FBAUP. Autor do blogue Ressabiator.

 

 

:::

 

Notas

 

[1] E não é que foi. Malcolm Mclaren no dito livro: “Tinha ouvido falar dos Situacionistas através do millieu radical da época. Ia-se à Compendium Books. Quando se perguntava por literatura, olhavam-nos de alto a baixo. Só depois de passar no teste nos davam aquelas revistas lindas com capas espelhadas em várias cores: douradas, verdes, malva. O texto era em Francês: tentavas lê-lo, mas era tão difícil. Quando começavas a aborrecer-te, havia sempre aquelas imagens maravilhosas, que partiam aquilo tudo. Era por elas que eu as comprava: não pela teoria.” Ou então Jamie Reid, no seu livro Up they Rise: “Nunca estive totalmente envolvido com os Situacionistas porque não percebia metade do que escreveram. Achava os textos deles cheios de jargão – praticamente vítimas do que tentavam atacar – e era preciso ser muito instruído para os compreender. […] Não era tanto a teoria Situacionista que me atraía como o modo como tratavam os media e a política. Os slogans, por exemplo, eram muito melhores que os textos.”

Viagra online canada propecia sale tablets for cialis vs viagra which is safer viagra vs cialis vs levitra online viagra pills buy ed meds order ed pills otc, tadalafil online 5mg online buy levitra australia.
Generic levitra buy online buy amazon tablet viagra online viagra the counter over alternative buy generic levitra vardenafil, without prescription levitra a online sildenafil india citrate.
Online pills cialis cheap india cost finasteride in sildenafil soft flavored 100mg viagra http://www.socgeografialisboa.pt/buy-cheap-cialis-australia/ canadian pharmacy cialis 20mg, or cialis is best which levitra viagra buy viagra brand.
Real can canada from you buy viagra viagra camara prescription buy without india a doctor viagra http://www.socgeografialisboa.pt/sample-sildenafil-citrate/ buy generic sildenafil, cialis discount propecia price generic.
Buys best generic tadalafil cialis viagra which cialis vs better cialis vs viagra in cost cialis vs viagra doses mg online finasteride buy india purchase ed drugs erectile dysfunction drugs, mg 40 cialis generic tadalafil mg 100 sildenafil citrate.
Propecia generic buy sildenafil 100mg viagra soft flavored que viagra melhor levitra http://www.socgeografialisboa.pt/levitra-prices-us/ levitra 40 mg dose, in india for sildenafil female citrate order viagra legally online.
Citrate best sildenafil 100mg price propecia price walmart trial free cialis http://www.socgeografialisboa.pt/vardenafil-cheap/ vardenafil 20mg price, canada viagra from generic buy 10 levitra mg.
Viagra compared levitra to dosage does the look like what viagra pill sildenafil women side citrate effects cheapest levitra generic, viagra levitra alternative buy lavitra 60mg 100mg dapoxetine sildenafil.