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ARQUITETURA E DESIGN




Álvaro Siza Vieira.


Álvaro Siza, Casa Carlos Beires, Póvoa de Varzim, 1973-1976. Projecto de Execução, pormenor de carpintaria, sem data, tinta-da-china sobre vegetal, escalas 1:5 e 1:50, 84,0 x 60,0 cm.


Álvaro Siza, Casa Alves dos Santos, Póvoa de Varzim, 1964-1968. Apontamentos para distribuição dos aparelhos de iluminação e projecto de electricidade, sem data, esferográfica e caneta-de-feltro sobre papel, 21,0 x 29,7 cm.


Álvaro Siza, Museu de Serralves, Porto, 1991-1999. Apontamentos para estudo das áreas do programa preliminar, [1991], tinta permanente e lápis sobre papel, 21,0 x 29,7,0 cm.


Vista da exposição.


Casa Maria Margarida Machado, Arcozelo – 1979-1983


Casa Alcino Cardoso, Moledo do Minho – 1971-1973

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MATÉRIA-PRIMA. UM OLHAR SOBRE O ARQUIVO DE ÁLVARO SIZA

CONSTANÇA BABO


 

 

Ana Pinho, na visita de imprensa, reconhece que o Museu de Serralves e Álvaro Siza estão para sempre ligados. O edifício do museu, criação do arquiteto, tem o conceito da sucessão de salas, onde cada divisão introduz a sua particularidade em termos arquitetónicos, havendo um singular dinamismo na estrutura de paredes brancas, comum à maioria das instituições de exposição de arte. A capacidade de incluir um traço pessoal numa aparentemente estabelecida forma é uma característica presente em toda a obra do arquiteto. Nela existe uma recorrente estética formal forte, equilibrada e harmoniosa, onde surgem elementos surpresa. No caso do edifício do museu, Álvaro Siza deparou-se ainda com o desafio de se relacionar com os grandes jardins e com a Casa de Serralves, com uma arquitetura arte déco dos anos 30. Foi através deste projeto que nasceu a relação entre o arquiteto e a Fundação de Serralves, hoje solidificada com o projeto da casa de cinema Manuel de Oliveira.

 

Assim, faz todo o sentido organizar uma exposição no Museu que enalteça este mundialmente reconhecido arquiteto. Trata-se da primeira grande mostra de trabalhos que expõe 27 projetos de Siza, parte dos 40 doados em 2015 e que pertencem a Serralves. A exposição apresenta cronologicamente os documentos e alguma matéria-prima, e o próprio arquiteto admira a intenção do museu em incluir, no seu depósito, trabalhos de arquitetura, algo que seria impensável no passado. Os 27 arquivos apresentam projetos que se concentram entre 1950 e a primeira década de 2000, realizados na região norte de Portugal. Álvaro Siza, com enorme relevância a nível internacional, tem a maioria dos seus arquivos em Portugal, grande parte destes dividindo-se entre Porto e Lisboa, de acordo com a localização dos próprios projetos. O espólio hoje reunido e apresentado nasce da parceria entre a Fundação de Serralves, o Canadian Centre for Architecture, em Montreal, e a Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Suzanne Cotter explica que este espólio encontra-se arquivado de um modo semelhante ao das obras de arte, estabelecendo-se, no campo da arquitetura, como modelo pioneiro. Ana Pinho anuncia a vontade de realizar, futuramente, mais exposições, debates e eventos que deem valor tanto a este arquiteto como à arquitetura realizada em Portugal.

 

Encontra-se nesta exposição, na biblioteca de Serralves, não só o processo do arquivo, como o de todo o projeto arquitetónico. Observam-se, sob várias formas, os trabalhos de Álvaro Siza desde os esboços livres e desenhos mais estruturados às plantas de edifícios, das fotografias das maquetes às dos projetos em fase de construção ou, até, de alguns resultados finais. As fotografias ocupam e preenchem a biblioteca numa linha contínua em quase três paredes completas do espaço da exposição e têm a sua função particular: por serem mais ilustrativas dão enquadramento ao projeto, sendo mais acessíveis ao público em geral do que os desenhos ou textos, estes últimos apenas inteiramente compreendidos pelos especialistas da área. A grande maioria das imagens não é dos produtos finais mas sim da construção, tratando-se de registos fotográficos de escritório com momentos do processo para serem descobertos pela primeira vez.

 

André Tavares, comissário da exposição, confessou que foi movido por uma curiosidade em conhecer o mais recente legado de Siza que tinha entrado recentemente na coleção de Serralves. Explicou que "olhar as obras não nos conta toda a arquitetura" e que, para verdadeiramente a conhecer, é necessário ver o processo de criação e produção tal como acontece para compreender qualquer obra de arte. A arquitetura e a sua proximidade com as artes é, por vezes, esquecida, mas convém relembrar que ambas são criadas e fruto da mão de um autor. E, este último, torna-se um autêntico artista quando se apresenta com um trabalho como Álvaro Siza: inovador e de uma estética marcante e identificável.

 

Siza considera que se devem mostrar os caminhos e as razões da arquitetura, inclusivamente para explicar e reconhecer que esta nasce de um trabalho de equipa, não só dos que se envolvem fisicamente com o projeto, mas também o dono da obra. Com este, o que encomenda a obra, é necessária uma relação de parceria e de empenho e compromisso para que o trabalho se realize da melhor forma. Siza entende que este elemento é de tal forma indispensável que o considera o primeiro arquiteto.

 

É na ocasião da atual exposição de Serralves que se fica também a conhecer uma triste realidade para o arquiteto: por volta de 70% a 80% dos projetos não são concretizados, tornando-se, assim, eternos arquivos. Estes continuam, contudo e em conjunto com os restantes trabalhos, a fazer parte da sua obra. É precisamente num sentido global, como um todo, que Álvaro Siza compreende o seu trabalho. Explica que se trata de uma mesma pesquisa e de um mesmo projeto, movidos pela força de uma mesma pessoa. E, por isso mesmo, apesar das peças se apresentarem sob variadíssimas formas, denota-se uma linguagem própria, característica do arquiteto que permanece consistente nos seus projetos.

 

Mesmo identificando maior importância cultural em alguns projetos em relação a outros, toda a obra tem, para Álvaro Siza, um determinado valor e uma mesma função: a de prestar serviço à comunidade. Todo o trabalho é movido pelo que o arquiteto chama de "mão que pensa", referindo-se à complementaridade entre a mão, o gesto e a mente. Por isso mesmo, apesar de reconhecer os benefícios das novas tecnologias e suas facilidades na produção de qualquer projeto, Siza prefere o desenho manual e explica que o tempo de criar à mão permite penetrar e avançar mais na procura, dando uma maior profundidade ao projeto. Dos projetos que se encontram estudados digitalmente destaca-se o do museu de Serralves.

 

Numa grande proximidade, tal como a de Álvaro Siza no estirador do seu atelier, há, agora, a oportunidade de encontrar, disposta por mesas, a matéria-prima que serve de base para o trabalho do autor. É deste modo que é fortalecido o contacto do espetador com a arquitetura, permitindo que todo o trabalho do arquiteto, mesmo o que ficou por realizar, possa ser aproveitado pelo público, prolongando a capacidade de função de cada edifício. Fragmento de uma obra valiosa, este arquivo deixa-se descobrir pelo público até dia 18 de Setembro. É uma oportunidade de conhecer, o processo criativo e produtivo de Siza, já tão familiar e, ao mesmo tempo, ainda por descobrir.

 

 

 

Constança Babo

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