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LOOP ´06 VIDEOART FAIR _ OFF LOOP ´06 VIDEOART FAIR EN LA CIUDAD



INÊS MOREIRA

2006-05-24




LOOP ´06 VIDEOART FAIR
19-21 Maio 2006

OFF LOOP ´06 VIDEOART EN LA CIUDAD
10-21 Maio 2006


Barcelona promoveu em Maio os eventos LOOP e OFFLOOP, celebrando a videoarte, a Arte contemporânea e, em sentido mais lato, a urbanidade. Criando sinergias entre os mais variados espaços culturais da cidade -institucionais, públicos, privados e alternativos - através de programação nova, de acções conjuntas, ou da simples articulação de calendários próprios, estes dois eventos concorrem para a programação global da cidade, gerando assim mais um mês de projecção internacional da cidade de Barcelona.

Um pequeno grupo de galeristas de Barcelona, da Associació Art Barcelona, fundou o LOOP, a primeira feira de arte internacional especializada inteiramente dedicada à videoarte, seguindo um modelo simpático, realizando este ano a sua 4ª edição. Com base num hotel, este ano no Hotel Pulitzer, no Barrio Gótico, o LOOP alojou as suas 43 galerias convidadas em 43 quartos, numa feliz tentativa, de solucionar algumas questões que se colocam às feiras de arte e às mostras de videoarte.

A insólita ocupação de um hotel, e o abandono do incaracterístico Hotel Sants, vai de encontro às condições necessárias à adequada projecção e visionamento de centenas de vídeos, no tempo curto de um fim-de-semana, contrapondo-se à frieza dos pavilhões de um recinto de feira, e às abstractas sequências de black box, propondo às galerias um modelo de grande informalidade e proporcionando aos visitantes uma comodidade dificilmente encontrado noutras feiras. Os confortáveis quartos com as suas enormes camas e poltronas, conformam duas salas de projecção: wc e aposentos mobilados, que permitem a concentração para o visionamento, criando um ambiente que propicia grande intimidade do espectador com o trabalho, facilitando o encontro e debate de artistas, coleccionadores, comissários, galeristas e curiosos que aí se encontram.

A feira internacional reúne prestigiadas galerias seleccionadas por um comité presidido pela galeria Anita Beckers e Jean-Conrad Lemaître, coleccionador londrino. São importantes as presenças da própria Anita Beckers, de Bk Galerie Bernhard Bischoff & Partner de Bern, de Senda de Barcelona, de Anne de Villepoix de Paris, de Braverman By Art Projects de Tel Aviv, ou da Galería dels Ángels de Barcelona. As duas participações portuguesas, repetentes no LOOP, foram a galeria Filomena Soares, com vídeos de Pilar Albarracín, 2001 (Sevilha) e a agência Vera Cortês, que levou a artista portuguesa Susanne Themlitz.

Destaca-se a actualidade das obras trazidas à feira, na sua maioria do último ano, o que traduz uma visita ao showcase numa visão panorâmica da produção artística mais recente, apetecível amostra de mercado para coleccionadores e instrumento de pesquisa para comissários e programadores culturais. Contudo, o largo espectro de trabalhos apresentados, as diversas naturezas das galerias convidadas, bem como as suas nacionalidades, e propósito do evento, tornam difícil uma apreciação de conjunto.

De entre muitas selecções/leituras possíveis, destacam-se dois grupos de trabalhos: sobre a temática do Artista e sobre a Cidade/Comunidade.

Os retratos de artista que Pierre Coulibeuf (galeria Play) faz de Pistoletto, Marina Abramovic e de Meg Stuart, na série “who´s who? Series” são uma reflexão sobre a condição do artista, os códigos e o sistema das artes. Referem o mesmo tema, abordado de um modo distinto, que Sarah Baker mostra na Senda com o genial vídeo “A portrait of Bill”, em que questiona o género masculino e a exclusão dos homens de alguns circuitos artístico-desportivos, como a natação sincronizada americana. Txomin Badiola com o vídeo “Creative People Must…” refere os processos de homogeneização e propõe a reinvenção das práticas quotidianas (na Moisés Pérez Albéniz), propondo práticas criativas. No seu antípoda, o vídeo “Forget me not I –III (series)” de Trine Lise Nedreaas, documenta três indivíduos em busca de reconhecimento executando as suas façanhas especiais: engolidor de espadas, força física e glutonismo (comedor de salsichas). É um documento forte sobre a afirmação do indivíduo e a espetacularização do comportamento que a câmara permite e convida.

Brigitte Zieger mostra em “Parking” dois carros de luxo, modelos à escala, que se movimentam seguindo uma coreografia. Os carros abrem as portas, e libertam fumo, numa crítica à velocidade, aos bens de luxo, ou ao individualismo capitalista.
A sua coreografia antevê os distúrbios nos arredores de Paris, que ocorreram 4 meses depois. Também com forte conteúdo político, “67 Bows” um vídeo sobre a vida pacífica de uma comunidade de flamingos, num ambiente tranquilo e artificial de Nira Pereg, artista Israelita, regista a vida em comunidade. Nira passou 15 dias no Jardim Zoológico de Karlsruhe, na estufa, coreografando os movimentos das aves. Ao som de disparos (cada 2 minutos) todos os flamingos baixam, simultaneamente, a cabeça, recuperando a anterior postura e continuando a comunidade a sua vida, repetindo o mesmo comportamento após cada disparo.

“Red Monochrome” é uma alegoria ao comportamento de grupo, que recorre a um conjunto multicolor de cadeiras no qual uma, vermelha, agita as massas e vai reunindo apoiantes em sua volta. Michel de Broin levanta uma questão, permanecendo uma ambiguidade, o indivíduo pode transformar as massas, ficando os conteúdos da transformação por concretizar. Johanna Domke filma um aeroporto durante a noite, numa referência aos não lugares de Marc Auge, mas também a Sleepers de Warhol. “Sleepers” é uma referência ao movimento de pessoas, ao tráfego massivo que as transportadoras low-cost permitem, enquanto os passageiros pernoitam, aproveitando a melhor tarifa, fazendo-se transportar como uma massa, como mercadoria.

Ainda nos quartos do Pulitzer localiza-se o “Vídeo Zone” uma secção que reúne, a par das galerias, uma selecção de distribuidoras de vídeo arte e imprensa especializada, isto é, a crítica mais actual da imprensa e colecções abrangentes, das produções históricas até à criação mais recente. O “Vídeo Zone” incluíu mostras de: Vídeo Data Bank de Chicago, Bureau des Vidéos de Paris ou Electronic Arts Intermix de Nova Iorque, importantes distribuidoras. Também “Vídeo Feedback”, é uma proposta de reflexão sobre o vídeo, que envolve os convidados, e o público, num conjunto de conferências que, como em anos anteriores, explora diferentes aspectos do vídeo: a sua concepção, produção, distribuição, bem como aspectos mais académicos referentes à história da arte.


O LOOP desenvolve ainda mecanismos para catalizar a dinâmica do mercado, seja pela proposta dos próprios organizadores no prémio da Associação de Galeristas “Art Barcelona”, ou o prémio “Amics dels Museus de Catalunya”, ambos prémios traduzidos na aquisição com doação de peças ao Museo de Arte Contemporâneo de Barcelona (MACBA), seja na negociação com entidades públicas e privadas para atribuição de estatuto de mecenas, garantido a aquisição de peças às galerias presentes.

OFFLOOP é um festival parelelo à feira LOOP, organizado como plataforma integradora dirigida a um público mais amplo. Sendo LOOP uma feira especializada, relativamente condensada e circunscrita ao meio artístico, o Festival OffLoop projecta a feira ao público não especializado, interferindo no espaço público da cidade. O Festival integra artistas que exploram de diferentes modos o vídeo: seja a videoarte, a performance, a videodansa, ou a música, em que o vídeo é um suporte audiovisual, um media que desempenha a mediação entre diferentes disciplinas.

A programação de OFFLOOP segue duas estratégias, seja o convite a comissários e artistas para a produção e/ou exibição de trabalho em locais seleccionados, em co-produção com o festival, seja a integração no programa do festival de programação externa, autónoma e autogerida, através da divulgação conjunta, ou da promoção de pequenas actividades temáticas (conferências, visitas guiadas, etc.). Ambas estratégias de programação contribuem para uma visibilidade integrada de actividades existentes na cidade (incluindo a feira), propiciando uma programação rica que contribui para o deslocamento de visitantes à cidade. (A mudança de datas de Novembro para Maio é um reflexo do acerto de calendário com outras feiras de arte internacionais, mas também com o que Barcelona pode oferecer enquanto cidade: o seu clima e espaços públicos).

Em 2006, a programação mais institucional foi variada, do ciclo de conferências internacionais em tributo ao pioneiro Nam June Paik, falecido em 2005, a curiosidades como o preview da Bienal de Busan também na Casa Ásia, às inaugurações simultâneas nas principais galerias de Barcelona de exposições de artistas que usam o suporte vídeo, como Alicia Framis na galeria dels Angels, ou à integração de um circuito por exposições das principais instituições culturais, como Douglas Gordon e Sebastián Díaz-Morales na Fundação Miro, o projecto Representações Árabes Contemporâneas, de Catherine David, na Fundação Tàpies ou Erice e Kiarostami no CCCB.

Offloop integrou ainda blocos de programação, mais independentes, seleccionados por 11 festivais de videoarte de todo o mundo, disseminados por espaços culturais, comerciais, ou públicos, como os vídeos com duração de um minuto de duração, concebidos para o festival “Videominuto” de Florença, apresentados nos televisores das paragens da rede de metro de Barcelona; ou o festival de animação “Xinacittá” no Hotel Ámister, ou ainda os festivais 25 horas; “Videobrasil”; “Cortocircuito”; “VAD Girona”. A mostra nocturna de vídeo ao ar livre no pátio do CCB, com screening de selecções de diferentes festivais como Alcoi Internacional Videoart Show, QuickFlick World, Santiago de Chile Vídeo e New Media Biennial Show, integrou ainda recentes vídeos de produtoras mais “comerciais” como Mago Productions ou Sofa Experience Communications.

No campo performativo, o concerto de Liquid Architecture na discoteca City Hall, a novíssima banda formada por Jerôme Sans, ex-director do Palais de Tokyo, com projecção de vídeos concebidos por artistas importantes para as faixas do seu álbum, ou a performance do radical tecnoclasta Marcel.li Antúnez, na discoteca Paloma, intitulada “Mechatronics Conference”, foram dois highlights.

Dada a multiplicidade exposta, recomenda-se visitar o Festival de dois modos fundamentalmente distintos: aleatoriamente, segundo os fluxos e os acasos dos movimentos quotidianos, indo de encontro à densa programação, ou, atitude oposta, seleccionando de entre a infinita oferta, planeando e definindo percursos.

OFFLOOP, compactado em 11 dias, e LOOP, em três, provocam uma grande interferência na cidade, propondo a excelência na sua programação vídeo, celebrando a urbanidade e oferecendo-se como plano alternativo no início de Verão.

Nota: LOOP pretende transpor este modelo para outras cidades. Recomenda-se, se não a visita, uma breve reflexão sobre esta feira de arte e festival, suas sinergias e impacto na cidade.


Inês Moreira
Licenciada em Arquitectura (FAUP)
Mestre em Arquitectura e Cultura Urbana (UPC-Barcelona)