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NOVA IORQUE: ART IN GENERAL



PEDRO DOS REIS

2008-11-08




CARLA HERRERA-PRATS – Prep Materials
27 SET – 13 DEZ 2008

>>A burocracia técnica, enquanto geradora de igualdade


São raros os trabalhos que nos fazem reflectir sobre a verdadeira essência daquilo que chamamos democracia, ou de pensarmos até o que significaria não vivermos dentro dessa forma de organização política. Herrera-Prats dá a conhecer neste seu trabalho, a origem dos SAT – os testes que são o pesadelos de todos os norte-americanos que desejam entrar na vida universitária. A artista baseou o seu trabalho na investigação dentro dos arquivos das empresas que se destacaram no desenvolvimento do SAT, tais como a IBM, ETS (Educational Test Service) e o Measurement Research Center.

A exposição é assim composta por várias fotografias, um desenho, uma projecção e uma brochura, com ilustrações feitas por si e baseadas em muitas das fotografias, que estão presentes no espaço expositivo.

As fotografias seleccionadas dão uma visão cronológica do sistema, com detalhes subtis; variando entre a monumentalidade dos primeiros protótipos – quando um bom computador ou sistema de informação tinha obrigatoriamente de ocupar uma sala ou um edifício; a uma ideia de que o sistema iria ser a solução para acabar com a descriminação sexual - mostrando várias imagens (quase como propaganda), em que a mulher ou usa ou faz mesmo parte do sistema de avaliação(como operadora); ou ainda a imagens que mostram alguns elementos do sistema, que hoje podemos considerar obsoletos, dadas as dimensões e o tipo de componentes utilizados (imagens de peças mais mecânicas, do que electrónicas e ainda com amplificadores a válvulas).

Existe ainda um desenho na parede, que lembra que a investigação no desevolvimento do SAT deu tambem origem a outros progressos técnicos, como os sistemas de voto electrónico (trazendo à memoria os vários problemas que ocorreram com este equipamento, durante as últimas eleições presidenciais americanas) ou equipamento de digitalização de documentos (scanners).

Herrera-Prats mostra ainda vários slides que vão sendo projectados e que contêm amostras de testes, que criativamente revelam mensagens subliminares (feitos a partir de selecções fictícias nos boletins dos testes).

Apesar do esforço impressionante em meios técnicos, científicos e humanos na criação e manutenção deste sistema, a artista desvela o carácter obsoleto do mesmo sistema pondo em causa a validade deste na manutenção dos princípios democraticos de educação e igualdade.



CARLOS MOTTA – The Good Life
27 SET – 15 DEZ 2008

>>A subjectividade organizada, enquanto ferramenta crítica


Passando quase despercebido, o trabalho de Carlos Motta na Art In General esconde-se por detras de um terminal de computador. Uma presença discreta, que contrasta com a riqueza de informação e do conceito por detrás do seu projecto.

Interessado em escutar e dar voz às opiniões pessoais de cidadãos anónimos, Motta entrevistou, entre 2005 e 2008, vários habitantes de cidades de países da América Latina, de forma a entender as suas percepções sobre a influência dos EUA nos processos de democratização latino-americanos.

Motta usa assim um processo de trabalho que se cruza entre o jornalismo directo, e os trabalhos do documentarista e o do sociólogo. As perguntas são dirigidas de forma directa aos seus entrevistados estando registadas, seguindo um métodologia científica. A interface web justifica-se então, pela grande facilidade de acesso a esta informação: as vídeo-entrevistas não estão classificadas - demonstrando que não quer influenciar a leitura do seu trabalho. Assim, Motta oferece a possibilidade de selecção das entrevistas, de acordo com escalões de idades, cidade/país de origem e ocupação. Este tipo de selecção é importante, também para que o espectador entenda os diferentes pontos de vista, dependentes do nível de educação e idade e não assista a uma visão unilateral, de geração ou escalão social.

Ao mesmo tempo Motta revela uma preocupação que parece ir para além das perguntas que realizou. Prende-se sobretudo com a situação político-económica – normalmente bastante débil, normalmente traduzida pelo eufemismo de Terceiro-Mundo e que se revela através da pobreza, baixas taxas de escolaridade, emprego, protecção social e dependência desses países face à ajuda exerna (sobretudo dos EUA).

As origens são sobretudo de raíz neo-colonialista, mas Motta acaba por direccionar a questão para as razões do insucesso das tentativas de democratização nesse conjunto de países, durante o período da Guerra Fria, em que os EUA apoiaram muitos golpes de estado e ditaduras, que serviam melhor os seus interesses na região, na altura.

O trabalho torna-se assim numa ferramenta político-social crítica, que organiza um discurso colectivo assente na subjectividade das respostas de cada um dos seus interlocutores; apelando, por outro lado, à necessidade de questionar a situação desses países, pelas vozes da sua população anónima.

O trabalho encontra-se disponível, na sua totalidade, em: www.la-buena-vida.info



JAN BARACZ – Reality Cinema/Live Video
27 SET – 13 DEZ 2008

>>O filme chamado quotidiano


A sala poderia ser a de um pequeno auditório com cadeiras confortáveis. Apetece estar. Na tela passam imagens familiares – bastante familiares. Já estive nesta tela. Provavelmente, quando me dirigi ao espaço desta sala.

Numa atitude “voyeurista”, Jan Baracz retira-nos do quotidiano instalando-nos confortavelmente num cenário intimista, para de seguida nos voltar a colocar em contacto com esse mesmo quotidiano, desta vez reprocessado.

As questões começam a surgir, quando nos apercebemos que fora do espaço da loja, onde criou a instalação, outras câmeras, em outros edifícios, estão dirigidas aos transeuntes – que passam sem se aperceber que estão a ser filmados. Esperamos que quem esteja por detrás daquelas câmeras, também esteja tão bem instalado, como se está ali, naquela sala.

No entanto, Baracz não se limita a mostrar a visão óptica capturada pelas três cameras, que vão mudando a imagem periodicamente. O espectador presente assiste exactamente a um espectáculo – a vida urbana, que se desenrola fora da loja.

São vários os desafios, que este artista coloca ao visitante. A loja vista de fora apela ao espectáculo “voyeur” assemelhando-se às lojas espalhadas pela cidade, com filmes para adultos ou peep-shows anunciando vídeos ao vivo (Live Video). Baracz desafia também o espectador com a banda sonora composta por Toshio Kajiwara. A banda sonora vai variando no tema – épico, aventura, terror, drama, “suspense”, comédia, ajudando a completar a sua intenção de promoção de uma visão diferente sobre o real.

A rua passa então a ser um filme urbano, contínuo, que em qualquer momento apresenta um novo desafio alimentando o interior daquele espaço: os táxis que passam, os transeuntes, cargas e descargas de camiões ficam sob o olhar atento e vigilante das câmeras de Baracz e das outras câmeras instaladas nos outros edifícios – retratando uma visão da vigilância e de cooperacao passiva da população urbana amplamente banalizada nos nossos dias. Por outro lado, espera-se que aconteça alguma coisa na estreita e mal iluminada rua adjacente, mas apenas vemos algumas pessoas com sacos de compras de Chinatown. O filme não tem início, nem fim – é contínuo e quebrado apenas pelo ritmo das imagens capturadas, e pela banda sonora.

Durante a exibição desta instalação, Baracz questiona justamente o papel da música na percepção do quotidiano tendo convidado, para além de Kajiwara, outros artistas a criar som para a sua instalação. E na medida em que trabalham o som em tempo real, o resultado é a transformação da instalação numa performance. Desta forma, Baracz relembra os primórdios do cinema, quando ainda era mudo, e em que o ritmo das imagens projectadas era acompanhado ou mesmo criado por músicos que davam a expressão às cenas – sendo também o início do próprio conceito de banda sonora.

Saindo da instalação, de encontro ao “filme”, muda a nossa percepção sobre a vida naquela rua. Deveremos fazer uma pose qualquer? Manter uma atitude cinematográfica? Ou apenas mantermos-nos anónimos e confundirmos-nos no cenário do quotidiano?


Pedro dos Reis



ART IN GENERAL
79 Walker Street
New York, NY 10013


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