Links

OPINIÃO


Gráfico 1

Outros artigos:

LUÍS RAPOSO

2017-06-30
PATRIMÓNIO CULTURAL E MUSEUS: O QUE ESTÁ POR DETRÁS DOS “CASOS”

MARZIA BRUNO

2017-05-31
UM LAMPEJO DE LIBERDADE

SERGIO PARREIRA

2017-04-26
ENTREVISTA COM AMANDA COULSON, DIRETORA ARTÍSTICA DA VOLTA FEIRA DE ARTE

LUÍS RAPOSO

2017-03-30
A TRAGICOMÉDIA DA DESCENTRALIZAÇÃO, OU DE COMO SE ARRISCA ESTRAGAR UMA BOA IDEIA

SÉRGIO PARREIRA

2017-03-03
ARTE POLÍTICA E DE PROTESTO | THE TRUMP EFFECT

LUÍS RAPOSO

2017-01-31
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL - PARTE 2: O CURTO PRAZO

LUÍS RAPOSO

2017-01-13
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL – PARTE 1: O LONGO PRAZO

SERGIO PARREIRA

2016-12-13
A “ENTREGA” DA OBRA DE ARTE

ANA CRISTINA LEITE

2016-11-08
A MINHA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO...OU COISAS DO CORAÇÃO

NATÁLIA VILARINHO

2016-10-03
ATLAS DE GALANTE E BORRALHO EM LOULÉ

MARIA LIND

2016-08-31
NAZGOL ANSARINIA – OS CONTRASTES E AS CONTRADIÇÕES DA VIDA NA TEERÃO CONTEMPORÂNEA

LUÍS RAPOSO

2016-06-23
“RESPONSABILIDADE SOCIAL”, INVESTIMENTO EM ARTE E MUSEUS: OS PONTOS NOS IS

TERESA DUARTE MARTINHO

2016-05-12
ARTE, AMOR E CRISE NA LONDRES VITORIANA. O LIVRO ADOECER, DE HÉLIA CORREIA

LUÍS RAPOSO

2016-04-12
AINDA OS PREÇOS DE ENTRADA EM MUSEUS E MONUMENTOS DE SINTRA E BELÉM-AJUDA: OS DADOS E UMA PROPOSTA PARA O FUTURO

DÁRIA SALGADO

2016-03-18
A PAISAGEM COMO SUPORTE DE REPRESENTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA NA OBRA DE ANDREI TARKOVSKY

VICTOR PINTO DA FONSECA

2016-02-16
CORAÇÃO REVELADOR

MIRIAN TAVARES

2016-01-06
ABSOLUTELY

CONSTANÇA BABO

2015-11-28
A PROCURA DE FELICIDADE DE WOLFGANG TILLMANS

INÊS VALLE

2015-10-31
A VERDADEIRA MUDANÇA ACABA DE COMEÇAR | UMA ENTREVISTA COM O GALERISTA ZIMBABUEANO JIMMY SARUCHERA PELA CURADORA INDEPENDENTE INÊS VALLE

MARIBEL MENDES SOBREIRA

2015-09-17
PARA UMA CONCEPÇÃO DA ARTE SEGUNDO MARKUS GABRIEL

RENATO RODRIGUES DA SILVA

2015-07-22
O CONCRETISMO E O NEOCONCRETISMO NO BRASIL: ELEMENTOS PARA REFLEXÃO CRÍTICA

LUÍS RAPOSO

2015-07-02
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 2: O PRESENTE/FUTURO

LUÍS RAPOSO

2015-06-17
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 1: O PASSADO/PRESENTE

ALBERTO MORENO

2015-05-13
OS CORVOS OLHAM-NOS

Ana Cristina Alves

2015-04-12
PSICOLOGIA DA ARTE – ENTREVISTA A ANTÓNIO MANUEL DUARTE

J.J. Charlesworth

2015-03-12
COMO NÃO FAZER ARTE PÚBLICA

JOSÉ RAPOSO

2015-02-02
FILMES DE ARTISTA: O ESPECTRO DA NARRATIVA ENTRE O CINEMA E A GALERIA.

MARIA LIND

2015-01-05
UM PARQUE DE DIVERSÕES EM PARIS RELEMBRA UM CONTO DE FADAS CLÁSSICO

Martim Enes Dias

2014-12-05
O PRINCÍPIO DO FUNDAMENTO: A BIENAL DE VENEZA EM 2014

MARIA LIND

2014-11-11
O TRIUNFO DOS NERDS

Jonathan T.D. Neil

2014-10-07
A ARTE É BOA OU APENAS VALIOSA?

José Raposo

2014-09-08
RUMORES DE UMA REVOLUÇÃO: O CÓDIGO ENQUANTO MEIO.

Mike Watson

2014-08-04
Em louvor da beleza

Ana Catarino

2014-06-28
Project Herácles, quando arte e política se encontram no Parlamento Europeu

Filipa Coimbra

2014-05-06
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 2

Filipa Coimbra

2014-04-15
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 1

Rita Xavier Monteiro

2014-02-25
O AGORA QUE É LÁ

Aimee Lin

2014-01-15
ZENG FANZHI

FILIPE PINTO

2013-12-20
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 4 de 4)

FILIPE PINTO

2013-11-28
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 3 de 4)

FILIPE PINTO

2013-10-25
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 2 de 4)

FILIPE PINTO

2013-09-16
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 1 de 4)

JULIANA MORAES

2013-08-12
O LUGAR DA ARTE: O “CASTELO”, O LABIRINTO E A SOLEIRA

JUAN CANELA

2013-07-11
PERFORMING VENICE

JOSÉ GOMES PINTO (ECATI/ULHT)

2013-05-05
ARTE E INTERACTIVIDADE

PEDRO CABRAL SANTO

2013-04-11
A IMAGEM EM MOVIMENTO NO CONTEXTO ESPECÍFICO DAS ARTES PLÁSTICAS EM PORTUGAL

MARCELO FELIX

2013-01-08
O ESPAÇO E A ORLA. 50 ANOS DE ‘OS VERDES ANOS’

NUNO MATOS DUARTE

2012-12-11
SOBRE A PERTINÊNCIA DAS PRÁTICAS CONCEPTUAIS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA

FILIPE PINTO

2012-11-05
ASSEMBLAGE TROCKEL

MIGUEL RODRIGUES

2012-10-07
BIRD

JOSÉ BÁRTOLO

2012-09-21
CHEGOU A HORA DOS DESIGNERS

PEDRO PORTUGAL

2012-09-07
PORQUE É QUE OS ARTISTAS DIZEM MAL UNS DOS OUTROS + L’AFFAIRE VASCONCELOS

PEDRO PORTUGAL

2012-08-06
NO PRINCÍPIO ERA A VERBA

ANA SENA

2012-07-09
AS ARTES E A CRISE ECONÓMICA

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-06-12
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (II)

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-05-21
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (I)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2012-03-19
A JANELA DAS POSSIBILIDADES. EM TORNO DA SÉRIE TELEVISION PORTRAITS (1986–) DE PAUL GRAHAM.

FILIPE PINTO

2012-01-16
A AUTORIDADE DO AUTOR - A PARTIR DO TRABALHO DE DORIS SALCEDO (SOBRE VAZIO, SILÊNCIO, MUDEZ)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2011-12-07
LOUISE LAWLER. QUALQUER COISA ACERCA DO MUNDO DA ARTE, MAS NÃO RECORDO EXACTAMENTE O QUÊ.

ANANDA CARVALHO

2011-10-12
RE-CONFIGURAÇÕES NO SISTEMA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - RELATO DA CONFERÊNCIA DE ROSALIND KRAUSS NO III SIMPÓSIO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PAÇO DAS ARTES

MARIANA PESTANA

2011-09-23
ARQUITECTURA COMISSÁRIA: TODOS A BORDO # THE AUCTION ROOM

FILIPE PINTO

2011-07-27
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (2.ª parte)

FILIPE PINTO

2011-07-08
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (1ª parte)

ROSANA SANCIN

2011-06-14
54ª BIENAL DE VENEZA: ILLUMInations

SOFIA NUNES

2011-05-17
GEDI SIBONY

SOFIA NUNES

2011-04-18
A AUTONOMIA IMPRÓPRIA DA ARTE EM JACQUES RANCIÈRE

PATRÍCIA REIS

2011-03-09
IMAGE IN SCIENCE AND ART

BÁRBARA VALENTINA

2011-02-01
WALTER BENJAMIN. O LUGAR POLÍTICO DA ARTE

UM LIVRO DE NELSON BRISSAC

2011-01-12
PAISAGENS CRÍTICAS

FILIPE PINTO

2010-11-25
TRINTA NOTAS PARA UMA APROXIMAÇÃO A JACQUES RANCIÈRE

PAULA JANUÁRIO

2010-11-08
NÃO SÓ ALGUNS SÃO CHAMADOS MAS TODA A GENTE

SHAHEEN MERALI

2010-10-13
O INFINITO PROBLEMA DO GOSTO

PEDRO PORTUGAL

2010-09-22
ARTE PÚBLICA: UM VÍCIO PRIVADO

FILIPE PINTO

2010-06-09
A PROPÓSITO DE LA CIENAGA DE LUCRECIA MARTEL (Sobre Tempo, Solidão e Cinema)

TERESA CASTRO

2010-04-30
MARK LEWIS E A MORTE DO CINEMA

FILIPE PINTO

2010-03-08
PARA UMA CRÍTICA DA INTERRUPÇÃO

SUSANA MOUZINHO

2010-02-15
DAVID CLAERBOUT. PERSISTÊNCIA DO TEMPO

SOFIA NUNES

2010-01-13
O CASO DE JOS DE GRUYTER E HARALD THYS

ISABEL NOGUEIRA

2009-10-26
ANOS 70 – ATRAVESSAR FRONTEIRAS

LUÍSA SANTOS

2009-09-21
OS PRÉMIOS E A ASSINATURA INDEX:

CAROLINA RITO

2009-08-22
A NATUREZA DO CONTEXTO

LÍGIA AFONSO

2009-08-03
DE QUEM FALAMOS QUANDO FALAMOS DE VENEZA?

LUÍSA SANTOS

2009-07-10
A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

2009-03-24
ARTE CONTEMPORÂNEA NOS CAMARÕES

MARTA TRAQUINO

2009-03-04
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA III_A ARTE COMO UM ESTADO DE ENCONTRO

PEDRO DOS REIS

2009-02-18
O “ANO DO BOI” – PREVISÕES E REFLEXÕES NO CONTEXTO ARTÍSTICO

MARTA TRAQUINO

2009-02-02
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA II_DO ESPAÇO AO LUGAR: FLUXUS

PEDRO PORTUGAL

2009-01-08
PORQUÊ CONSTRUIR NOVAS ESCOLAS DE ARTE?

MARTA TRAQUINO

2008-12-18
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA I

SANDRA LOURENÇO

2008-12-02
HONG KONG A DÉJÀ DISPARU?

PEDRO DOS REIS

2008-10-31
ARTE POLÍTICA E TELEPRESENÇA

PEDRO DOS REIS

2008-10-15
A ARTE NA ERA DA TECNOLOGIA MÓVEL

SUSANA POMBA

2008-09-30
SOMOS TODOS RAVERS

COLECTIVO

2008-09-01
O NADA COMO TEMA PARA REFLEXÃO

PEDRO PORTUGAL

2008-08-04
BI DA CULTURA. Ou, que farei com esta cultura?

PAULO REIS

2008-07-16
V BIENAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE | PARTILHAR TERRITÓRIOS

PEDRO DOS REIS

2008-06-18
LISBOA – CULTURE FOR LIFE

PEDRO PORTUGAL

2008-05-16
SOBRE A ARTICIDADE (ou os artistas dentro da cidade)

JOSÉ MANUEL BÁRTOLO

2008-05-05
O QUE PODEM AS IDEIAS? REFLEXÕES SOBRE OS PERSONAL VIEWS

PAULA TAVARES

2008-04-22
BREVE CARTOGRAFIA DAS CORRENTES DESCONSTRUTIVISTAS FEMINISTAS

PEDRO DOS REIS

2008-04-04
IOWA: UMA SELECÇÃO IMPROVÁVEL, NUM LUGAR INVULGAR

CATARINA ROSENDO

2008-03-31
ROGÉRIO RIBEIRO (1930-2008): O PINTOR QUE ABRIU AO TEXTO

JOANA LUCAS

2008-02-18
RUY DUARTE DE CARVALHO: pela miscigenação das artes

DANIELA LABRA

2008-01-16
O MEIO DA ARTE NO BRASIL: um Lugar Nenhum em Algum Lugar

LÍGIA AFONSO

2007-12-24
SÃO PAULO JÁ ESTÁ A ARDER?

JOSÉ LUIS BREA

2007-12-05
A TAREFA DA CRÍTICA (EM SETE TESES)

SÍLVIA GUERRA

2007-11-11
ARTE IBÉRICA OU O SÍNDROME DO COLECCIONADOR LOCAL

SANDRA VIEIRA JURGENS

2007-11-01
10ª BIENAL DE ISTAMBUL

TERESA CASTRO

2007-10-16
PARA ALÉM DE PARIS

MARCELO FELIX

2007-09-20
TRANSNATURAL. Da Vida dos Impérios, da Vida das Imagens

LÍGIA AFONSO

2007-09-04
skulptur projekte münster 07

JOSÉ BÁRTOLO

2007-08-20
100 POSTERS PARA UM SÉCULO

SOFIA PONTE

2007-08-02
SOBRE UM ESTADO DE TRANSIÇÃO

INÊS MOREIRA

2007-07-02
GATHERING: REECONTRAR MODOS DE ENCONTRO

FILIPA RAMOS

2007-06-14
A Arte, a Guerra e a Subjectividade – um passeio pelos Giardini e Arsenal na 52ª BIENAL DE VENEZA

SÍLVIA GUERRA

2007-06-01
MAC/VAL: Zones de Productivités Concertées. # 3 Entreprises singulières

NUNO CRESPO

2007-05-02
SEXO, SANGUE E MORTE

HELENA BARRANHA

2007-04-17
O edifício como “BLOCKBUSTER”. O protagonismo da arquitectura nos museus de arte contemporânea

RUI PEDRO FONSECA

2007-04-03
A ARTE NO MERCADO – SEUS DISCURSOS COMO UTOPIA

ALBERTO GUERREIRO

2007-03-16
Gestão de Museus em Portugal [2]

ANTÓNIO PRETO

2007-02-28
ENTRE O SPLEEN MODERNO E A CRISE DA MODERNIDADE

ALBERTO GUERREIRO

2007-02-15
Gestão de Museus em Portugal [1]

JOSÉ BÁRTOLO

2007-01-29
CULTURA DIGITAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA

MARCELO FELIX

2007-01-16
O TEMPO DE UM ÍCONE CINEMATOGRÁFICO

PEDRO PORTUGAL

2007-01-03
Artória - ARS LONGA VITA BREVIS

ANTÓNIO PRETO

2006-12-15
CORRESPONDÊNCIAS: Aproximações contemporâneas a uma “iconologia do intervalo”

ROGER MEINTJES

2006-11-16
MANUTENÇÃO DE MEMÓRIA: Alguns pensamentos sobre Memória Pública – Berlim, Lajedos e Lisboa.

LUÍSA ESPECIAL

2006-11-03
PARA UMA GEOSOFIA DAS EXPOSIÇÕES GLOBAIS. Contra o safari cultural

ANTÓNIO PRETO

2006-10-18
AS IMAGENS DO QUOTIDIANO OU DE COMO O REALISMO É UMA FRAUDE

JOSÉ BÁRTOLO

2006-10-01
O ESTADO DO DESIGN. Reflexões sobre teoria do design em Portugal

JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO

2006-09-18
IMAGENS DA FOTOGRAFIA

INÊS MOREIRA

2006-09-04
ELLIPSE FOUNDATION - NOTAS SOBRE O ART CENTRE

MARCELO FELIX

2006-08-17
BAS JAN ADER, TRINTA ANOS SOBRE O ÚLTIMO TRAJECTO

JORGE DIAS

2006-08-01
UM PERCURSO POR SEGUIR

SÍLVIA GUERRA

2006-07-14
A MOLDURA DO CINEASTA

AIDA CASTRO

2006-06-30
BIO-MUSEU: UMA CONDIÇÃO, NO MÍNIMO, TRIPLOMÓRFICA

COLECTIVO*

2006-06-14
NEM TUDO SÃO ROSEIRAS

LÍGIA AFONSO

2006-05-17
VICTOR PALLA (1922 - 2006)

JOÃO SILVÉRIO

2006-04-12
VIENA, 22 a 26 de Março de 2006

share |

INGRESSOS EM MUSEUS E MONUMENTOS: DESVARIO E MIOPIA



LUÍS RAPOSO

2014-05-27




Após quase um ano de meditação, depois de ter suspenso os despachos sobre as normas de ingresso em monumentos e museus publicados no ano passado, tantos eram os dislates que continham e tal foi a celeuma que provocaram (veja-se a propósito a minha opinião na altura: “Acessos a museus e monumentos: o caos instituído”, Público, 9 de Junho de 2013), entenderam a Ministra de Estado e das Finanças e o Secretário de Estado da Cultura (SEC) proferir agora novos despachos para os museus e monumentos sob tutela da Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) e das Direcções Regionais de Cultura do Norte (DRCN) e Centro (DRCC), que entrarão em vigor em 1 de Junho, completando assim o ciclo iniciado pela publicação de despachos de finalidade idêntica relativos às Direcções Regionais de Cultura do Alentejo (DRCAlent) e do Algarve (DRCAlg), publicados antes e que entraram em vigor em 1 de Março passado.

Depois de tanta ponderação, esperar-se-ia que os novos enquadramentos dessem resposta às questões anteriormente levantadas, senão às mais estratégicas ou de orientação política, pelo menos às mais operacionais. Mas não. Tudo – ou quase tudo – ficou na mesma, sendo confrangedor observar a verdadeira dissolução de projecto cívico nacional e a não menor desagregação das competências do aparelho de Estado nesta área.

Comecemos pelo que poderia ser o mais simples, ou seja, o cuidado que deveria ser posto (coisa realmente mínima) em evitar a sensação de desvario, de País à deriva e retalhado – um país de “múltiplos sistemas”, instituídos por meros critérios de humor circunstancial. Eis alguns exemplos: no Alentejo e no Algarve, os cidadãos portadores de deficiência têm redução de 50% dos preços dos ingressos, mas não no resto do País; no Algarve, os munícipes dos concelhos onde se situem os museus ou monumentos têm entrada gratuita, mas não no resto do País; no Centro, os Amigos dos Museus têm entrada gratuita, mas não no resto do País, ainda que no Algarve sejam os Amigos dos Monumentos e dos Castelos (e os mecenas) que o têm, mas não no resto do País; mais condescendente, a DGPC oferece entrada gratuita a nada menos do que todos os “membros de Associações Culturais” (algo que nem a DRCN consegue superar na sua amabilidade em não exigir a identificação aos membros do ICOM, ICOMOS ou APOM), etc., etc.

Não obstante, há que reconhecer ter diminuído o rol de discrepâncias assinalado nos despachos de 2013, porque aumentaram as “regras gerais” aplicáveis a todas a visitas, em todas as regiões. Igualmente positivo, porventura o melhor desta vez, é a densificação dos casos de bilhetes conjuntos para circuitos geográficos ou temáticos.

Mais grave é o tratamento dado a públicos escolares, em que parece ter havido algum esforço de uniformização, porém não conseguido, reinando antes a total confusão. Em todo o Sul do País e nos locais sob tutela da DGPC as visitas guiadas pelos Serviços Educativos e visitas de estudo da iniciativa de Instituições de Ensino são gratuitas, desde que previamente marcadas; mas no Centro são pagas a 1 euro e no Norte não se sabe que regime lhes aplicar (caso entrem na categoria de “visitas guiadas” sofrerão um acréscimo de 50% em relação aos preços normais dos bilhetes). Dito isto, não deixa de ser curioso que existam “visitas específicas em contexto académico”, que são pagas (1 euro) na DGPC, DRCC e DRCAlent, mas gratuitas na DRAlg. E ainda que sejam gratuitas, mas apenas DGPC, DRCN e DRCAlg, as visitas de “professores e alunos de qualquer grau de ensino, incluindo Universidades Sénior ou de 3.ª Idade, quando comprovadamente em visita de estudo e mediante marcação prévia confirmada”. Confuso ? Talvez, mas nada que chegue à subtileza da DDCC, que confere gratuitidade às “visitas escolares no âmbito do 2.º e 3.º ciclos, secundário e ensino superior”, excluindo as do 1º ciclo escolar, talvez que porque presuma que todos os alunos têm aí menos de 12 anos… e os respectivos acompanhantes também!

Ultrapassadas as questões de amanuência, em que, como se vê, ficamos conversados, importa considerar outro tipo de escolhas, bem mais relevantes. Algumas são quase risíveis e apenas importam pelo que deixam transparecer quanto às convicções cívicas de quem as produz. É o caso da obsessão em pretender ser informado, e autorizar previamente, que todo o pequeno caudilho deseja garantir e aqui é aplicada aos professores, mas também aos jornalistas. Lê-se e não se acredita ! Então um jornalista tem de avisar previamente que vai visitar um museu ou monumento ? Para quê ? Para que este esteja preparado para o receber ? Talvez tal procedimento ocorra em ditaduras, mas não conhecemos nenhuma democracia que o pratique. E o mesmo se passa em relação aos professores, a quem basta identificar-se para terem livre acesso.

A questão da gratuitidade merece ser convenientemente analisada. Relativamente aos seus antecedentes, de 2013, alargam estes despachos o período de gratuitidade universal de apenas meio-dia, para dia inteiro (o 1º domingo de cada mês em ambos os casos). Bem bom, dir-se-á. Mas aplica-se aqui a conhecida estratégia de primeiro prometer o inferno, para depois oferecer somente o purgatório. Até agora, ou seja, até 1 de Março ou 1 de Junho do ano corrente, os museus e monumentos eram gratuitos todas as manhãs de domingo. E já antes o tinham sido durante os domingos inteiros. O que nos oferecem constitui, pois, um recuo muito significativo e não o contrário. Acresce que os critérios de gratuitidade deixam muito a desejar – e nem sequer contemplam a tendência europeia que tem vindo a ser adoptada pela maior parte dos países, alargando tal prática a todos os cidadãos da UE até aos 25 anos de idade (isto sem falar nos países em que gratuitidade é mais ampla, como no Reino Unido). Bem ao invés, assume-se agora o desplante de baixar de 14 para 12 anos a idade limite de entrada universal gratuita, como se dois anos a menos fosse coisa de somenos, especialmente numa idade crucial para a aquisição de bons hábitos de visita aos museus.

O que se passa é que de toda a evidência a mera ideia de gratuitidade deve causar incómodo ao actual poder político, como aliás ao anterior, dominados que estão ambos por meros gestores de mercearia (sem ofensa dos merceeiros, claro) e com total ausência de estadistas.
Finalmente, existe a questão dos preços estabelecidos. Em geral os valores actualmente praticados, ou são mantidos ou sofrem apenas ligeiros aumentos. Com excepções estranhas, em todo o caso. A visita Santa Clara-a-Velha, em Coimbra, é reduzida em 20% (de 5 para 4 euros), porque, segundo informa a directora regional de Cultura, “as pessoas achavam que o valor de entrada era caro” (Diário de Coimbra, 20-5-2014). Mas nos Jerónimos é estabelecido um aumento de 30% (de 7 para 10 euros), não tanto porque as pessoas achem o preço barato, mas porque existe “necessidade de assegurar condições para a salvaguarda e a protecção do Monumento Património da Humanidade de um desgaste provocado pelo contínuo crescimento de visitantes”, segundo fonte anónima da DGPC (Público, 21-5-2014) – o que lido realisticamente quer apenas dizer que as instituição do Estado português “estão-se nas tintas” para os cidadãos nacionais e o seu poder de compra, sabendo bem que assim poderão extorquir mais dinheiro aos turistas.

“Poder de compra” e “cidadania nacional” – eis os conceitos-chave em que qualquer política de custos de ingresso em museus e monumentos deveria assentar e neste aqui e agora português são meras figuras de estilo. Já há tempos mostrámos, com base nos dados do Grupo Europeu de Estatísticas sobre Museus (EGMUS), conjugados com os dados fornecidos pelo EUROSTAT, como os bilhetes deste sector estão entre os mais caros da Europa, atentas as paridades dos poderes de compra (ppp), medidas em função dos PIBs nacionais (veja-se a nossa série de textos intitulados “Alguns dados estatísticos sobre os museus portugueses: contexto europeu e dinâmicas internas”, publicados na plataforma electrónica Património.pt). Dir-se-á que existem museus e monumentos de visita mais cara, na Europa e fora dela. Sim, especialmente no caso dos museus. Mas importaria ver as coisas em perspectiva e numa óptica cidadã: A visita ao Mosteiro dos Jerónimos, medida em ppp, passa a custar a um cidadão adulto português o equivalente a 13 euros; em critério idêntico, a espanhóis a visita ao Escorial ou à catedral e mesquita de Córdova, 8 euros, à catedral de Burgos, 7 euros, e ao museu/gruta de Altamira, 3 euros. E não se pense que se trata de situação específica espanhola: sempre nos mesmos critérios, a visita às ruínas de Pompeia, em Itália, custa 11 euros (5,5 para todos os cidadãos da EU entre os 18 e os 25 anos), ao palácio de Schonbrunn, na Alemanha, 8 euros. São raros os casos de grandes monumentos integrantes do património nacional ou mundial e sob administração pública directa que se comparem ou ultrapassem o custo que passa a ser praticado nos Jerónimos. Nisto como noutras coisas, quase só somos ultrapassados pela Grécia, onde a visita à acrópole de Atenas custa 16 euros, medida em ppp (14 nominais).

No caso dos museus é mais frequente verificar a existência de preços superiores aos portugueses. O Museu do Prado, custa 14 euros; o Museu do Louvre, 12 euros (11,2 corrigidos em ppp)… mas o Museu História da Alemanha, em Berlim, 4 euros ppp (5 nominais); o Museu Nacional de Arqueologia, de Madrid, recentemente remodelado profundamente, 3 euros; o Museu Nacional de Arte Romana, de Mérida, 3 euros. E ainda mais próximo da nossa fronteira, as ruínas da cidade romana de Itálica são gratuitas para todos os cidadãos da EU e custam 1,5 euro para outros visitantes.

Não é que, sobretudo no caso dos museus, os preços que praticamos estejam muito acima das médias europeias (frequentemente estão até abaixo). Mas o que importaria seria não agravá-los, no que constitui um sinal exactamente contrário ao que se recomendaria no quadro de uma política socialmente empenhada. Na verdade, existe algo de matricialmente liberal na atitude política de procurar extorquir mais e mais dinheiro aos visitantes, sem grandes preocupação de cidadania. Nos museus e monumentos é o que vemos; nos outros sectores do Estado Social é igual; e nos impostos, em geral, é o que sentimos na pele todos os que não podemos (e não queremos) fugir-lhes. A consigna é a da “quem quer… saúde, educação, cultura… paga-a”. Ou pior ainda, a de que “só tem valor o que se paga” e “o que mais se paga, tem mais valor”. Os impostos servirão talvez apenas para garantir “funções soberania” – e as da curadoria da memória histórica da Nação “obviamente” não o são, podendo e devendo ser descartadas, entregues a privados.

Cuidemo-nos, pois, porque o caminho em que estamos, se o não atalharmos por força da nossa oposição cidadã, irá levar muito mais longe. Basta comparar, como fazemos no gráfico que acompanha este texto, os preços que agora começarão a ser praticadas nos museus e monumentos sob gestão pública do SEC, com os que foram entregues à gestão de entidades de direito privado. É notória a diferença. Ultrapassaram-se aí, em certos locais, todos os limites da decência e começa mesmo a fazer-se direito privado, como no caso do Palácio Nacional da Pena, onde o preço do bilhete é de quase 19 euros em ppp (14,5 euros nominais), tendo a empresa que o gere (e onde, de resto, o sector governativo da Cultura já nem sequer está representado) a audácia de lhe não aplicar (assim como ao Palácio Nacional de Sintra) os regimes de gratuitidades universais aos domingos, limitando-os (magnanimamente…) aos munícipes do concelho onde se situam.

Ou seja e a terminar: hoje temos a originalidade de nos acessos a museus e monumentos possuirmos um País com “um regime” e não dois, mas “vários sistemas”; já isto levará os chineses a estudar o nosso caso. Mas quando amanhã lhes dissermos que teremos também “múltiplos direitos”, então passarão a procurar querer comprar tanto os nossos bens identitários, como já hoje se apropriam dos nossos recursos energéticos.


Luís Raposo
Arqueólogo. Membro da Direcção do ICOM Europa.