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OPINIÃO


António Manuel Duarte


Ilustração de Hanna Barczyk.


Galeria onde decorreu o projeto eMotion - Mapping museum experience.

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PSICOLOGIA DA ARTE – ENTREVISTA A ANTÓNIO MANUEL DUARTE



ANA CRISTINA ALVES

2015-04-12




António Manuel Duarte é professor auxiliar da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa e impulsionador e coordenador da disciplina de “Psicologia da arte” do Mestrado Integrado em Psicologia da mesma Faculdade.
É responsável também pela concepção e orientação do curso de “Psicologia da Arte - Como apreciamos as obras de arte” na Culturgest. Aparte da licenciatura, mestrado e doutoramento em Psicologia, tem também formação em Desenho Artístico (na Sociedade Nacional de Belas Artes e no Nextart) e em Ilustração Científica (na IAO - Universidade Autónoma de Lisboa).

 

Por Ana Cristina Alves

 

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ACA: Como surge o interesse pela psicologia da arte? E como surgiu a disciplina de Psicologia da Arte na Faculdade de Psicologia de Lisboa?

AMD: O meu interesse pela psicologia da arte surgiu pela confluência do interesse na psicologia, a área científica em que me formei e na qual exerço investigação e docência, com o meu interesse pela arte. É daqui, e do encorajamento de uma pessoa que me é muito querida e de um colega que lembro com saudade, que deriva a organização da disciplina de Psicologia da Arte que lecciono na Universidade de Lisboa.
Sendo a criação e a apreciação da arte atividades humanas, esta inevitavelmente envolve processos psicológicos, para além de uma dinâmica histórica, social e técnica. Daqui advém que uma compreensão completa do fenómeno da arte tem de obrigatoriamente considerar a psicologia do artista, do apreciador e da própria obra. Paralelamente, atendendo ao lugar fundamental da arte na nossa vivência, enquanto reflexo mas também como construtora da nossa identidade, daqui resulta que uma compreensão completa do fenómeno humano em termos psicológicos terá de passar, igualmente, pelo estudo da arte, que assim pode ser vista como uma “janela” para a nossa psicologia.



ACA: Podemos considerar que existe multidisciplinariedade na questão da apreciação e descodificação cognitiva nas artes visuais? A História da Arte, Filosofia da Arte, Sociologia da Arte, Biologia da Arte e Psicologia da Arte, mantêm relações entre si, ou serão estas, relações desconexas?

AMD: Sendo a criação, a apreciação e a própria obra da arte fenómenos complexos, com uma variedade de dimensões, como a físico-química, a biológica, a psicológica, a sociológica, a histórica e a filosófica, a multi e a interdisciplinaridade tornam-se uma obrigatoriedade no seu estudo integrado.
Mas na prática, as relações que estas disciplinas estabelecem entre si, aquando do estudo dos fenómenos da arte, são mais ou menos bem conseguidas e há um longo caminho a percorrer neste sentido. Paralelamente a algumas tentativas integradoras, onde as diferentes perspectivas se reconhecem e respeitam como complementares, temo que na maior parte dos casos as diferentes abordagens disciplinares ainda se ignorem mutuamente e caiam na tentação de reduzir as explicações que sugerem ao nível de análise a que se situam.

 

ACA: Quais os autores incontornáveis nesta área de investigação? Em Março de 2011 a Faculdade de Psicologia de Lisboa promoveu uma mostra bibliográfica sobre psicologia da arte. Esta iniciativa deu a conhecer trabalhos de investigação com um período longo entre si – 1974 a 2010. Como se define hoje a psicologia da arte?

AMD: A psicologia científica da arte tem uma história que se confunde com a própria história da psicologia enquanto ciência, considerando que esta se interessou, desde o seu início, pelos fenómenos da apreciação estética e da criação da arte.
A primeira abordagem situa-se no final do séc. XIX e centra-se sobretudo, com os estudos laboratoriais de Fechner, nas preferências sobre formas simples. Depois, nas primeiras décadas do séc. XX, a psicologia da arte é muito baseada na psicanálise, particularmente através de Freud e Jung, que defendem a relação da experiência artística com o inconsciente. Por meados do séc. XX a psicologia da arte começa sobretudo a orientar-se, com base em investigadores como Gombrich, Arnheim ou Berlyne, por uma perspectiva cognitivista, que salienta o papel do espectador na co-construção dos perceptos e dos significados da obra de arte.
No final do séc. XX e entrada no séc. XXI a psicologia da arte parece caracterizar-se sobretudo por uma abordagem cognitivista e psiconeurológica que, através de uma variedade de investigadores como, por exemplo Leder, Zeki ou Ramachandran, entre muitos outros, salienta o papel dos processos cognitivos e psiconeurológicos na experiência estética. No entanto, a psicologia da arte define-se hoje como uma área onde se entrecruzam quase todas as correntes da psicologia fundamental, como a psicofísica, a psicanálise, a psicologia fenomenológica, a psicologia cognitiva, a psiconeurologia ou a psicologia social e diferentes áreas da psicologia aplicada, como a psicologia clínica, a psicologia do consumidor ou a psicologia da educação.

 

 

 

 

Regiões do cérebro em que a actividade (medida por ressonância magnética funcional) tende a ser particularmente elevada durante a leitura de um romance de acção, de Robert Harris (Berns et al., 2013). Estas regiões coincidem com áreas envolvidas não só na linguagem mas também no processamento sensorial e na motricidade.



ACA: Qual o processo e como este se desencadeia – reacção emocional, reacção cognitiva e processamento da compreensão, perceção e memória – ao fruir de uma obra?

AMD: A apreciação de uma obra de arte é um fenómeno complexo que, como observado pela investigação em psicologia, envolve um conjunto de processos cognitivos, emocionais e comportamentais, assim como conhecimentos prévios, que eventualmente levam à construção de um “sentido” para a obra de arte. Esta perspectiva defende assim que o produto da apreciação da arte resulta de uma interação ou “negociação” entre as características da obra de arte e a atividade psicológica do apreciador.
Os estudos sobre o modo como as pessoas fruem as obras de arte sugerem que a apreciação envolve um conjunto de fases interativas e parcialmente sobrepostas que têm o potencial (mas não a obrigatoriedade) de ser todas activadas.
A apreciação pressupõe a classificação de um input (por exemplo, uma forma), por parte do espectador, como obra de arte, em função do contexto em que este se encontra (por exemplo, um museu) e de uma intenção (motivação) de apreciar esse input como tal.
A apreciação envolve uma orientação preferencial (atenção) do espectador para a obra de arte e o processamento sensorial dos atributos psicofísicos da obra (por exemplo, simetria; cor). Implicará também a percepção de um todo inteligível (ou não) a partir das sensações por ela provocada, para a qual contribuem as memórias do apreciador (por exemplo, objetos familiares; estilos conhecidos).
A apreciação envolve a possível descodificação ou construção de um sentido a partir da obra de arte (compreensão) e um eventual juízo sobre o seu valor (interpretação).
Paralelamente, cada uma destas fases de processamento da obra de arte é acompanhada de reações emocionais e avaliações afetivas, considerando-se que o sucesso do processamento levará a um estado de prazer (ou insatisfação) e de um juízo estético que o fará concluir e que poderá também resultar em comunicação interpessoal sobre a obra. Quando o processamento é julgado como não bem-sucedido isso pode redirigi-lo para estádios prévios, embora possa sempre permanecer alguma (ou muita) ambiguidade residual que deixa a obra em aberto a novas interpretações.
Cada um dos processos potencialmente implicado na apreciação da obra arte pode estar mais ou menos envolvido nela e diferentes apreciadores poderão investir diferencialmente no processamento sensorial, emocional, cognitivo ou comunicacional da obra. Complementarmente, estes processos são influenciados tanto pelo contexto sociocultural e histórico do apreciador como pelas suas características pessoais e a sua experiência.

 

Participante do projecto eMotion - Mapping museum experience, que investiga as reações psicológicas dos visitantes de um museu (e.g. Tschacher et al., 2012). A participante calça uma luva electrónica receptora das suas reações fisiológicas e do seu itinerário, tendo sido depois entrevistada. 

 

eMotion: mapping museum experience
(
France 24 - Le Journal de la Culture)

 

ACA: Que tipo de reacções emocionais temos em relação à arte? Podemos referir-nos ao extremo prazer da adição estética e síndrome de Stendhal ao desagrado, medo-extremo e repulsa.

AMD: Os estudos de psicologia da arte têm vindo a constatar que a apreciação da arte se caracteriza normalmente (e antes de tudo), em termos de respostas emocionais significativas. Sabemos mesmo, actualmente, que a contemplação de uma obra de arte envolve uma activação particular de zonas do cérebro que coincidem com as áreas normalmente associadas com estados emocionais. Estas emoções podem ser mais positivas ou mais negativas.
Quando a resposta emocional à arte é positiva pode estar envolvida uma experiência de absorção (“flow”), de prazer (por exemplo, “arrepios pela espinha”), de satisfação e de calma. Uma resposta extremamente positiva pode mesmo levar, em casos pouco frequentes, a um aparente estado de desorientação e confusão (o designado “síndroma de Stendhal”) ou ao desenvolvimento de uma obsessão e de um envolvimento compulsivo (espécie de “adicção estética”) em relação à obra de arte.
Por outro lado, quando a resposta emocional à obra de arte é negativa pode estar implicada uma experiência de repulsa ou de dissonância, especialmente quando a obra confronta o espectador com representações incompatíveis com os seus esquemas pessoais. Em casos igualmente raros, podem ocorrer reações agressivas em relação à obra que, em certas circunstâncias, se podem traduzir em actos de vandalismo sobre ela.

 

 

Versão original (à esquerda) e versão modificada (à direita) de uma obra de Piet Mondrian, com a trajetória sobreposta do olhar de um participante (registada por câmaras miniaturizadas) (Quiroga & Pedreira, 2011). Neste estudo, verificou-se uma tendência de maior incidência do olhar nas zonas de cor saliente.

 

 

ACA: Qual a obra ou intervenção artística lhe despertou maior reacção emocional e descarga de energia psicológica significativa de catarse. Tem presente a experiência?

AMD: Recordo com nitidez uma experiência pessoal (e imprevista) deste tipo frente às pinturas Minóicas do Museu Arqueológico de Heraclião, em Creta. Descreveria a experiência emocional face a estes frescos como de intenso prazer sensorial com as cores suaves mas contrastantes, as texturas em que alternam zonas lisas com áreas rugosas e fragmentadas e as formas delineadas com linhas puras. A amplificação que se seguiu do prazer sensorial derivou numa experiência mais próxima da comoção (associada à resistência em abandonar o espaço), talvez associada à percepção do cuidado expresso nas pinturas das plantas, dos animais e das pessoas nelas retratados, que revelam uma sensibilidade tão próxima da nossa, por parte de uma cultura hoje extinta que data de há cerca de 4000 anos.

  

ACA: Em que medida a psicologia das artes visuais, difere da psicologia da música e da psicologia da arquitectura e do design, por exemplo?

AMD: O programa de investigação da psicologia da arte considera a existência quer de processos psicológicos comuns, envolvidos na apreciação e na criação da arte em geral, quer de processo específicos aos diferentes domínios artísticos.
Por exemplo, o processo de apreciação atrás descrito (que compreende a orientação para a obra, a atenção a ela, o seu processamento sensorial e perceptivo, a sua compreensão e interpretação, a resposta emocional) pode ser visto como transversal a todas as artes. O mesmo pode observar-se quanto ao processo de criação artística, que de forma mais ou menos independente do domínio parece compreender um conjunto de fases comuns (por exemplo, preparação, incubação, iluminação e verificação).
Por outro lado, os diferentes domínios artísticos (e diferentes estilos dentro de cada domínio) apresentam um peso diferente nas exigências psicológicas que colocam, em função da sua especificidade. Por exemplo, certos domínios, como a música, implicarão o processamento de sequências temporais; outros, como a arquitectura, o lidar com o espaço e a tridimensionalidade; outros ainda, como o cinema, com o movimento; etc.
Da investigação em psicologia da arte evoluímos assim para uma pesquisa em psicologia das artes e dos estilos artísticos, abrindo-se novas fronteiras científicas que poderão contribuir para a compreensão interdisciplinar do mistério que é a arte.

 

 


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[a autora escreve de acordo com a antiga ortografia]