Links

OPINIÃO


Andrei Tarkovsky, Nostalgia, 1983.


Andrei Tarkovsky, Andrei Rublev, 1966.


Andrei Tarkovsky, O Espelho, 1974.


Andrei Tarkovsky, A Infância de Ivan, 1962.

Outros artigos:

MARC LENOT

2017-09-03
CORPOS RECOMPOSTOS

MARC LENOT

2017-07-29
QUER PASSAR A NOITE NO MUSEU?

LUÍS RAPOSO

2017-06-30
PATRIMÓNIO CULTURAL E MUSEUS: O QUE ESTÁ POR DETRÁS DOS “CASOS”

MARZIA BRUNO

2017-05-31
UM LAMPEJO DE LIBERDADE

SERGIO PARREIRA

2017-04-26
ENTREVISTA COM AMANDA COULSON, DIRETORA ARTÍSTICA DA VOLTA FEIRA DE ARTE

LUÍS RAPOSO

2017-03-30
A TRAGICOMÉDIA DA DESCENTRALIZAÇÃO, OU DE COMO SE ARRISCA ESTRAGAR UMA BOA IDEIA

SÉRGIO PARREIRA

2017-03-03
ARTE POLÍTICA E DE PROTESTO | THE TRUMP EFFECT

LUÍS RAPOSO

2017-01-31
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL - PARTE 2: O CURTO PRAZO

LUÍS RAPOSO

2017-01-13
ESTATÍSTICAS, MUSEUS E SOCIEDADE EM PORTUGAL – PARTE 1: O LONGO PRAZO

SERGIO PARREIRA

2016-12-13
A “ENTREGA” DA OBRA DE ARTE

ANA CRISTINA LEITE

2016-11-08
A MINHA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO...OU COISAS DO CORAÇÃO

NATÁLIA VILARINHO

2016-10-03
ATLAS DE GALANTE E BORRALHO EM LOULÉ

MARIA LIND

2016-08-31
NAZGOL ANSARINIA – OS CONTRASTES E AS CONTRADIÇÕES DA VIDA NA TEERÃO CONTEMPORÂNEA

LUÍS RAPOSO

2016-06-23
“RESPONSABILIDADE SOCIAL”, INVESTIMENTO EM ARTE E MUSEUS: OS PONTOS NOS IS

TERESA DUARTE MARTINHO

2016-05-12
ARTE, AMOR E CRISE NA LONDRES VITORIANA. O LIVRO ADOECER, DE HÉLIA CORREIA

LUÍS RAPOSO

2016-04-12
AINDA OS PREÇOS DE ENTRADA EM MUSEUS E MONUMENTOS DE SINTRA E BELÉM-AJUDA: OS DADOS E UMA PROPOSTA PARA O FUTURO

VICTOR PINTO DA FONSECA

2016-02-16
CORAÇÃO REVELADOR

MIRIAN TAVARES

2016-01-06
ABSOLUTELY

CONSTANÇA BABO

2015-11-28
A PROCURA DE FELICIDADE DE WOLFGANG TILLMANS

INÊS VALLE

2015-10-31
A VERDADEIRA MUDANÇA ACABA DE COMEÇAR | UMA ENTREVISTA COM O GALERISTA ZIMBABUEANO JIMMY SARUCHERA PELA CURADORA INDEPENDENTE INÊS VALLE

MARIBEL MENDES SOBREIRA

2015-09-17
PARA UMA CONCEPÇÃO DA ARTE SEGUNDO MARKUS GABRIEL

RENATO RODRIGUES DA SILVA

2015-07-22
O CONCRETISMO E O NEOCONCRETISMO NO BRASIL: ELEMENTOS PARA REFLEXÃO CRÍTICA

LUÍS RAPOSO

2015-07-02
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 2: O PRESENTE/FUTURO

LUÍS RAPOSO

2015-06-17
PATRIMÓNIO CULTURAL E OS MUSEUS: VISÃO ESTRATÉGICA | PARTE 1: O PASSADO/PRESENTE

ALBERTO MORENO

2015-05-13
OS CORVOS OLHAM-NOS

Ana Cristina Alves

2015-04-12
PSICOLOGIA DA ARTE – ENTREVISTA A ANTÓNIO MANUEL DUARTE

J.J. Charlesworth

2015-03-12
COMO NÃO FAZER ARTE PÚBLICA

JOSÉ RAPOSO

2015-02-02
FILMES DE ARTISTA: O ESPECTRO DA NARRATIVA ENTRE O CINEMA E A GALERIA.

MARIA LIND

2015-01-05
UM PARQUE DE DIVERSÕES EM PARIS RELEMBRA UM CONTO DE FADAS CLÁSSICO

Martim Enes Dias

2014-12-05
O PRINCÍPIO DO FUNDAMENTO: A BIENAL DE VENEZA EM 2014

MARIA LIND

2014-11-11
O TRIUNFO DOS NERDS

Jonathan T.D. Neil

2014-10-07
A ARTE É BOA OU APENAS VALIOSA?

José Raposo

2014-09-08
RUMORES DE UMA REVOLUÇÃO: O CÓDIGO ENQUANTO MEIO.

Mike Watson

2014-08-04
Em louvor da beleza

Ana Catarino

2014-06-28
Project Herácles, quando arte e política se encontram no Parlamento Europeu

Luís Raposo

2014-05-27
Ingressos em museus e monumentos: desvario e miopia

Filipa Coimbra

2014-05-06
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 2

Filipa Coimbra

2014-04-15
Tanto Mar - Arquitectura em DERIVAção | Parte 1

Rita Xavier Monteiro

2014-02-25
O AGORA QUE É LÁ

Aimee Lin

2014-01-15
ZENG FANZHI

FILIPE PINTO

2013-12-20
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 4 de 4)

FILIPE PINTO

2013-11-28
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 3 de 4)

FILIPE PINTO

2013-10-25
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 2 de 4)

FILIPE PINTO

2013-09-16
PERSPECTIVA E EXTRUSÃO. Uma História da Arte (parte 1 de 4)

JULIANA MORAES

2013-08-12
O LUGAR DA ARTE: O “CASTELO”, O LABIRINTO E A SOLEIRA

JUAN CANELA

2013-07-11
PERFORMING VENICE

JOSÉ GOMES PINTO (ECATI/ULHT)

2013-05-05
ARTE E INTERACTIVIDADE

PEDRO CABRAL SANTO

2013-04-11
A IMAGEM EM MOVIMENTO NO CONTEXTO ESPECÍFICO DAS ARTES PLÁSTICAS EM PORTUGAL

MARCELO FELIX

2013-01-08
O ESPAÇO E A ORLA. 50 ANOS DE ‘OS VERDES ANOS’

NUNO MATOS DUARTE

2012-12-11
SOBRE A PERTINÊNCIA DAS PRÁTICAS CONCEPTUAIS NA FOTOGRAFIA CONTEMPORÂNEA

FILIPE PINTO

2012-11-05
ASSEMBLAGE TROCKEL

MIGUEL RODRIGUES

2012-10-07
BIRD

JOSÉ BÁRTOLO

2012-09-21
CHEGOU A HORA DOS DESIGNERS

PEDRO PORTUGAL

2012-09-07
PORQUE É QUE OS ARTISTAS DIZEM MAL UNS DOS OUTROS + L’AFFAIRE VASCONCELOS

PEDRO PORTUGAL

2012-08-06
NO PRINCÍPIO ERA A VERBA

ANA SENA

2012-07-09
AS ARTES E A CRISE ECONÓMICA

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-06-12
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (II)

MARIA BEATRIZ MARQUILHAS

2012-05-21
O DECLÍNIO DA ARTE: MORTE E TRANSFIGURAÇÃO (I)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2012-03-19
A JANELA DAS POSSIBILIDADES. EM TORNO DA SÉRIE TELEVISION PORTRAITS (1986–) DE PAUL GRAHAM.

FILIPE PINTO

2012-01-16
A AUTORIDADE DO AUTOR - A PARTIR DO TRABALHO DE DORIS SALCEDO (SOBRE VAZIO, SILÊNCIO, MUDEZ)

JOSÉ CARLOS DUARTE

2011-12-07
LOUISE LAWLER. QUALQUER COISA ACERCA DO MUNDO DA ARTE, MAS NÃO RECORDO EXACTAMENTE O QUÊ.

ANANDA CARVALHO

2011-10-12
RE-CONFIGURAÇÕES NO SISTEMA DA ARTE CONTEMPORÂNEA - RELATO DA CONFERÊNCIA DE ROSALIND KRAUSS NO III SIMPÓSIO DE ARTE CONTEMPORÂNEA DO PAÇO DAS ARTES

MARIANA PESTANA

2011-09-23
ARQUITECTURA COMISSÁRIA: TODOS A BORDO # THE AUCTION ROOM

FILIPE PINTO

2011-07-27
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (2.ª parte)

FILIPE PINTO

2011-07-08
PARA QUE SERVE A ARTE? (sobre espaço, desadequação e acesso) (1ª parte)

ROSANA SANCIN

2011-06-14
54ª BIENAL DE VENEZA: ILLUMInations

SOFIA NUNES

2011-05-17
GEDI SIBONY

SOFIA NUNES

2011-04-18
A AUTONOMIA IMPRÓPRIA DA ARTE EM JACQUES RANCIÈRE

PATRÍCIA REIS

2011-03-09
IMAGE IN SCIENCE AND ART

BÁRBARA VALENTINA

2011-02-01
WALTER BENJAMIN. O LUGAR POLÍTICO DA ARTE

UM LIVRO DE NELSON BRISSAC

2011-01-12
PAISAGENS CRÍTICAS

FILIPE PINTO

2010-11-25
TRINTA NOTAS PARA UMA APROXIMAÇÃO A JACQUES RANCIÈRE

PAULA JANUÁRIO

2010-11-08
NÃO SÓ ALGUNS SÃO CHAMADOS MAS TODA A GENTE

SHAHEEN MERALI

2010-10-13
O INFINITO PROBLEMA DO GOSTO

PEDRO PORTUGAL

2010-09-22
ARTE PÚBLICA: UM VÍCIO PRIVADO

FILIPE PINTO

2010-06-09
A PROPÓSITO DE LA CIENAGA DE LUCRECIA MARTEL (Sobre Tempo, Solidão e Cinema)

TERESA CASTRO

2010-04-30
MARK LEWIS E A MORTE DO CINEMA

FILIPE PINTO

2010-03-08
PARA UMA CRÍTICA DA INTERRUPÇÃO

SUSANA MOUZINHO

2010-02-15
DAVID CLAERBOUT. PERSISTÊNCIA DO TEMPO

SOFIA NUNES

2010-01-13
O CASO DE JOS DE GRUYTER E HARALD THYS

ISABEL NOGUEIRA

2009-10-26
ANOS 70 – ATRAVESSAR FRONTEIRAS

LUÍSA SANTOS

2009-09-21
OS PRÉMIOS E A ASSINATURA INDEX:

CAROLINA RITO

2009-08-22
A NATUREZA DO CONTEXTO

LÍGIA AFONSO

2009-08-03
DE QUEM FALAMOS QUANDO FALAMOS DE VENEZA?

LUÍSA SANTOS

2009-07-10
A PROPÓSITO DO OBJECTO FOTOGRÁFICO

LUÍSA SANTOS

2009-06-24
O LIVRO COMO MEIO

EMANUEL CAMEIRA

2009-05-31
LA SPÉCIALISATION DE LA SENSIBILITÉ À L’ ÉTAT DE MATIÈRE PREMIÈRE EN SENSIBILITÉ PICTURALE STABILISÉE

ROSANA SANCIN

2009-05-23
RE.ACT FEMINISM_Liubliana

IVO MESQUITA E ANA PAULA COHEN

2009-05-03
RELATÓRIO DA CURADORIA DA 28ª BIENAL DE SÃO PAULO

EMANUEL CAMEIRA

2009-04-15
DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE TEHCHING HSIEH? *

MARTA MESTRE

2009-03-24
ARTE CONTEMPORÂNEA NOS CAMARÕES

MARTA TRAQUINO

2009-03-04
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA III_A ARTE COMO UM ESTADO DE ENCONTRO

PEDRO DOS REIS

2009-02-18
O “ANO DO BOI” – PREVISÕES E REFLEXÕES NO CONTEXTO ARTÍSTICO

MARTA TRAQUINO

2009-02-02
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA II_DO ESPAÇO AO LUGAR: FLUXUS

PEDRO PORTUGAL

2009-01-08
PORQUÊ CONSTRUIR NOVAS ESCOLAS DE ARTE?

MARTA TRAQUINO

2008-12-18
DA CONSTRUÇÃO DO LUGAR PELA ARTE CONTEMPORÂNEA I

SANDRA LOURENÇO

2008-12-02
HONG KONG A DÉJÀ DISPARU?

PEDRO DOS REIS

2008-10-31
ARTE POLÍTICA E TELEPRESENÇA

PEDRO DOS REIS

2008-10-15
A ARTE NA ERA DA TECNOLOGIA MÓVEL

SUSANA POMBA

2008-09-30
SOMOS TODOS RAVERS

COLECTIVO

2008-09-01
O NADA COMO TEMA PARA REFLEXÃO

PEDRO PORTUGAL

2008-08-04
BI DA CULTURA. Ou, que farei com esta cultura?

PAULO REIS

2008-07-16
V BIENAL DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE | PARTILHAR TERRITÓRIOS

PEDRO DOS REIS

2008-06-18
LISBOA – CULTURE FOR LIFE

PEDRO PORTUGAL

2008-05-16
SOBRE A ARTICIDADE (ou os artistas dentro da cidade)

JOSÉ MANUEL BÁRTOLO

2008-05-05
O QUE PODEM AS IDEIAS? REFLEXÕES SOBRE OS PERSONAL VIEWS

PAULA TAVARES

2008-04-22
BREVE CARTOGRAFIA DAS CORRENTES DESCONSTRUTIVISTAS FEMINISTAS

PEDRO DOS REIS

2008-04-04
IOWA: UMA SELECÇÃO IMPROVÁVEL, NUM LUGAR INVULGAR

CATARINA ROSENDO

2008-03-31
ROGÉRIO RIBEIRO (1930-2008): O PINTOR QUE ABRIU AO TEXTO

JOANA LUCAS

2008-02-18
RUY DUARTE DE CARVALHO: pela miscigenação das artes

DANIELA LABRA

2008-01-16
O MEIO DA ARTE NO BRASIL: um Lugar Nenhum em Algum Lugar

LÍGIA AFONSO

2007-12-24
SÃO PAULO JÁ ESTÁ A ARDER?

JOSÉ LUIS BREA

2007-12-05
A TAREFA DA CRÍTICA (EM SETE TESES)

SÍLVIA GUERRA

2007-11-11
ARTE IBÉRICA OU O SÍNDROME DO COLECCIONADOR LOCAL

SANDRA VIEIRA JURGENS

2007-11-01
10ª BIENAL DE ISTAMBUL

TERESA CASTRO

2007-10-16
PARA ALÉM DE PARIS

MARCELO FELIX

2007-09-20
TRANSNATURAL. Da Vida dos Impérios, da Vida das Imagens

LÍGIA AFONSO

2007-09-04
skulptur projekte münster 07

JOSÉ BÁRTOLO

2007-08-20
100 POSTERS PARA UM SÉCULO

SOFIA PONTE

2007-08-02
SOBRE UM ESTADO DE TRANSIÇÃO

INÊS MOREIRA

2007-07-02
GATHERING: REECONTRAR MODOS DE ENCONTRO

FILIPA RAMOS

2007-06-14
A Arte, a Guerra e a Subjectividade – um passeio pelos Giardini e Arsenal na 52ª BIENAL DE VENEZA

SÍLVIA GUERRA

2007-06-01
MAC/VAL: Zones de Productivités Concertées. # 3 Entreprises singulières

NUNO CRESPO

2007-05-02
SEXO, SANGUE E MORTE

HELENA BARRANHA

2007-04-17
O edifício como “BLOCKBUSTER”. O protagonismo da arquitectura nos museus de arte contemporânea

RUI PEDRO FONSECA

2007-04-03
A ARTE NO MERCADO – SEUS DISCURSOS COMO UTOPIA

ALBERTO GUERREIRO

2007-03-16
Gestão de Museus em Portugal [2]

ANTÓNIO PRETO

2007-02-28
ENTRE O SPLEEN MODERNO E A CRISE DA MODERNIDADE

ALBERTO GUERREIRO

2007-02-15
Gestão de Museus em Portugal [1]

JOSÉ BÁRTOLO

2007-01-29
CULTURA DIGITAL E CRIAÇÃO ARTÍSTICA

MARCELO FELIX

2007-01-16
O TEMPO DE UM ÍCONE CINEMATOGRÁFICO

PEDRO PORTUGAL

2007-01-03
Artória - ARS LONGA VITA BREVIS

ANTÓNIO PRETO

2006-12-15
CORRESPONDÊNCIAS: Aproximações contemporâneas a uma “iconologia do intervalo”

ROGER MEINTJES

2006-11-16
MANUTENÇÃO DE MEMÓRIA: Alguns pensamentos sobre Memória Pública – Berlim, Lajedos e Lisboa.

LUÍSA ESPECIAL

2006-11-03
PARA UMA GEOSOFIA DAS EXPOSIÇÕES GLOBAIS. Contra o safari cultural

ANTÓNIO PRETO

2006-10-18
AS IMAGENS DO QUOTIDIANO OU DE COMO O REALISMO É UMA FRAUDE

JOSÉ BÁRTOLO

2006-10-01
O ESTADO DO DESIGN. Reflexões sobre teoria do design em Portugal

JOSÉ MAÇÃS DE CARVALHO

2006-09-18
IMAGENS DA FOTOGRAFIA

INÊS MOREIRA

2006-09-04
ELLIPSE FOUNDATION - NOTAS SOBRE O ART CENTRE

MARCELO FELIX

2006-08-17
BAS JAN ADER, TRINTA ANOS SOBRE O ÚLTIMO TRAJECTO

JORGE DIAS

2006-08-01
UM PERCURSO POR SEGUIR

SÍLVIA GUERRA

2006-07-14
A MOLDURA DO CINEASTA

AIDA CASTRO

2006-06-30
BIO-MUSEU: UMA CONDIÇÃO, NO MÍNIMO, TRIPLOMÓRFICA

COLECTIVO*

2006-06-14
NEM TUDO SÃO ROSEIRAS

LÍGIA AFONSO

2006-05-17
VICTOR PALLA (1922 - 2006)

JOÃO SILVÉRIO

2006-04-12
VIENA, 22 a 26 de Março de 2006

share |

A PAISAGEM COMO SUPORTE DE REPRESENTAÇÃO CINEMATOGRÁFICA NA OBRA DE ANDREI TARKOVSKY



DÁRIA SALGADO

2016-03-18




 

1. O espaço natural enquanto suporte de representação, reflexão e contemplação visual/emocional – o indivíduo, o espaço, o tempo e as memórias.


O cinema de Tarkovsky deve ser entendido como um cinema espiritual o qual recorre a um raciocínio poético para criar narrativas que partem das memórias da realidade. Tarkovsky acreditava que a função do cinema era o que nas palavras de Proust designava como um ‹‹vasto edifício de memórias››. A memória autobiográfica que cada indivíduo constrói em contacto com o mundo externo é arquivado sob a forma de representações mentais, as quais permitem a activação da consciência. A consciência humana, e segundo Tarkovsky ‹‹depende do tempo para existir›› e o tempo ‹‹permite que o indivíduo se conheça como um ser moral preocupado com a busca da verdade››. Tarkovsky só admite um cinema que ‹‹esteja o mais próximo possível da vida››, faz um relato "exacto" da realidade comunicando com sentimentos e uma decomposição da realidade representada nos seus diferentes aspectos mediante uma perspectiva pessoal, ‹‹é uma questão de visão do mundo, de objectivos morais e de ideias››, (Tarkovsky). É através da consciência [1] que é possível retroceder o tempo, alcançar o tempo irreversível – o passado. O tempo [2] em Tarkovsky pode ser visto como uma retroacção, como os vestígios de um tempo vivido que se fixa na memória de cada ser e que é impresso na matéria através do desgaste natural. A marca do tempo que se desdobra em vestígios físicos e psicológicos é registada através do artifício cinematográfico, do ‹‹registo da impressão do tempo nas suas formas e manifestações reais››, (Tarkovsky). Por isso, considerava que a essência do trabalho dum realizador era esculpir o tempo, ‹‹tal como um escultor que pega num bloco de mármore e, consciente da sua futura forma, extrai tudo o que não lhe pertence, da mesma forma o cineasta pega num "bloco tempo", numa massa enorme de factos da existência, elimina tudo o que não precisa e só conserva o que deverá revelar-se como componente da imagem››, (Tarkovsky).

Para Tarkovsky, a característica principal do material cinematográfico é permitir que se exponha o pensamento de uma pessoa. Assim, se justifica a sua preferência pelo raciocínio poético, este ‹‹está mais próximo das leis através das quais se desenvolve o pensamento e, portanto, mais próximo da própria vida, do que da lógica da dramaturgia tradicional››, (Tarkovsky). Ora, a poética no cinema que pode ser entendida como uma forma de ‹‹tornar presente o não presente, tornar presente o fora de campo, tornar visível o não visível›› (Ferreira) é um uso ou linguagem recorrente no seu trabalho. A poética cria uma relação singular entre o autor e o receptor activando toda a capacidade de sentir, incluindo a memória, apelando para a experiência do objecto, definindo espaços e tempos e abrindo caminho para a capacidade de simbolizar. As vibrações operadas entre objecto (filme) e leitor/receptor depende do seu imaginário, da sua capacidade fabuladora para configurar ou reconfigurar as leituras elaboradas a partir do objecto poético. A capacidade sensível de quem lê, não se resume à simples fantasia, a experiência individual tem que envolver todo o corpo, carne e espírito, para conseguir usufruir e entender a arte poética ‹‹como quadros de visão pessoal do mundo, capazes de conduzirem a diferentes visões do mundo social, natural, cultural, artísticos, dos mundos pessoal/pessoais››, (Ferreira). O olhar poético ajuda nesta ‹‹confluência especular entre filme e espectador (...) o efeito projecção/identificação que o espectador está sujeito não depende do carácter verídico ou ficcional de uma narrativa›› (Ferreira), mas das vibrações singularizadas entre filme/receptor. Assim, a poesia pode ser entendida como uma consciência do mundo, como uma forma específica de relacionamento com a realidade. Para Tarkovsky, ‹‹o filme não representa a realidade››, finge ser realidade tornando-se ele mesmo outra realidade, nasce da fantasia do seu criador e também do seu leitor. Desta recriação elaborada a partir de um debate com a sua realidade interior, abre-se um espaço intermediário, transitório no qual se estabelece um jogo de memórias (de imagens) que muitas vezes passam pela contemplação de uma paisagem, na qual insere personagens que lhe pertencem e que só nela fazem sentido. No filme Nostalgia, algumas das lembranças que Gorchakov faz da sua família é inserida no seu contexto geográfico, no espaço exterior que circunda a casa, numa relação afectiva e nostálgica que vai ao encontro não só dos seus seres queridos como também de todo o espaço que os acolhe.

No cinema de Tarkovsky há uma relação muito estreita entre a natureza e o homem, como Chion refere a propósito do filme Andrei Rublev‹‹vemos pouca pintura e muita natureza: é portanto, para esta que nós transferimos o nosso desejo de contemplação››. Há uma espécie de descoberta, de desvelamento entre a terra e o homem e da sua relação com ela e na sua relação com os outros. A poética da terra está indissoluvelmente ligada ao humano como aquele que é capaz de a perceber e de construir; há uma espécie de conceptualização da poética da terra através de uma presença humana implícita, da qual faz parte (inerente) porque nela vive, a observa, a reflecte e cria. O sentimento muitas vezes é o da saudade, da nostalgia, ou simplesmente o da valorização que se reflecte no acto de observar e contemplar. É visível a relação do indivíduo, com o espaço, o tempo e as memórias pela forma como a paisagem é trabalhada, enfatizando sentimentos e onde o espaço não se encerra em si mas numa relação entre as personagens e a natureza no sentido antropomórfico.

Há um trabalho importante de mise-en-scène, criam-se atmosferas, estuda-se a localização das personagens entre si e o cenário de forma a transferir para o público um estado de espírito semelhante ao desse indivíduo no momento em que ocorre o confronto; funcionando assim a paisagem como um meio através do qual se ‹exprime a vida, o carácter das personagens e o seu estado psicológico››, (Chion). ‹‹Se um autor se deixar comover pela paisagem escolhida, se esta lhe evocar recordações e sugerir associações, ainda que subjectivas, isso, por sua vez provocará no público uma emoção específica››, (Tarkovsky).

Podemos entender a forma como Tarkovsky usa os fenómenos naturais – o vento, a chuva e o fogo – como metáforas de uma frescura renovada, mas também como aporia, pela dificuldade lógica na forma como os relaciona (encena) – a chuva e o fogo. No filme O Espelho, quando o transeunte (médico que surge na paisagem vindo da estação de comboios) se afasta para sempre (depois de estabelecer contacto com a mulher) passa um vento no campo de trigo criando uma ondulação que se move de trás para a frente e que sugere ‹‹um efeito mágico, "como se" passasse uma corrente do homem para a mulher, com esta dimensão misteriosa, supersticiosa, duma frescura sempre renovada››, (Chion). Noutra passagem, quando a casa arde ao mesmo tempo que chove, é visível por um lado a incapacidade de controlar a destruição, por outro, o sentimento de impotência e ao mesmo tempo de resignação das personagens que a veem a arder – enquanto o fogo destrói, a chuva refresca e traz uma esperança de um futuro renovado.

Ao longo da obra de Tarkovsky a natureza é preponderante mas em alguns filmes está, como refere Chion, fora de discurso. O diálogo entre o ser humano e a natureza nem sempre é directo, como se verifica no filme A Infância de Ivan, que ainda se fala dela (natureza), por exemplo, quando a criança chama a atenção da mãe para o som do cuco, ou quando em Andrei Rublev o monge indica a um aluno a beleza da natureza a contemplar, ou ainda, em O Espelho, quando o médico descreve o que vê ‹‹as raízes, os arbustos...›› e profere um discurso comparativo entre a natureza (as plantas e árvores que também sentem, pensam, raciocinam) e os seres humanos, mas com a diferença de que nós não somos livres, estamos presos à azáfama da vida, às banalidades, apelando para que acreditemos ‹‹na natureza que está em nós...sempre sem tempo para pensar...››. No entender de Tarkovsky, é esta atenção, esta procura da simplicidade da vida que podemos encontrar na natureza [3] no sentido de superar a nossa fragilidade perante o mundo, tal como fazem os seguidores da filosofia do Taoísmo [4], pela qual também se interessou. No filme, Tempo de Viagem [5], compreendemos a importância da natureza na sua vida. À pergunta de Tonino Guerra ‹‹O que gostaria de fazer quando voltar para Moscovo?››, este responde que vai de imediato para a sua aldeia [6], para a casa de campo que ele e a sua mulher compraram para viverem a maior parte do tempo [7]. Então começa a descrever a sua experiência no campo, dizendo que foi a primeira vez que viveu numa aldeia ‹‹sem sair de lá permanentemente›› e a descrever a beleza dos campos que rodeiam a sua casa, assim como as transformações operadas tanto pelo ciclo das estações como pelas intervenções humanas (cultivos) – ‹‹A terra húmida é violeta. A terra seca faz um barulho quando se anda em cima dela. (...) É bonita por todo o lado, a terra é linda porque é igual aqui como na Rússia››.

 

 

Dária Salgado

Designer, Artista, Professora do Ensino Superior e Investigadora no Doutoramento em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

 

:::

 

Notas

[1] ‹‹É a responsável pelo conhecimento do mundo, é a certidão que tudo podemos conhecer, o que motiva o reconhecimento das imagens, permitindo ao cérebro produzir o sentimento de si no acto de conhecer››, (Damásio).

[2] Tarkovsky acreditava que ‹‹a motivação principal duma pessoa que vai ao cinema é a busca do tempo: do tempo perdido, do tempo negligenciado, do tempo a reencontrar. Vai para procurar aí uma experiência de vida, porque o cinema, como nenhuma outra arte, amplia, enriquece, concentra a experiência humana››.

[3] ‹‹que deveria servir de exemplo se estivéssemos mais atentos a ela››, (Tarkovsky).

[4] Agir de acordo com a natureza.

[5] Realizado com Tonino Guerra, o qual resume a viagem pela Itália em busca dos melhores cenários e paisagens para o filme Nostalgia.

[6] ‹‹tenho saudades da aldeia››.

[7] ‹‹meio ano talvez oito meses, ainda que não tenha resultado››, (Tarkovsky).

 

:::

 

Bibliografia

BACHELARD, Gaston (2003) A Poética do Espaço, São Paulo: Martins Fontes, [Ed. or.:1957].

CHION, Michel (2008) Grandes Realizadores, Andrei Tarkovsky, Edição exclusiva Jornal Público [edição original Cahiers du Cinema, 2007].

DAMÁSIO, ANTÓNIO (1999) O Sentimento de Si, O Corpo, a Emoção e a Neurobiologia da Consciência, Mem Martins: Publicações Europa-América.

DELEUZE, Gilles (2004) A Imagem-Movimento, cinema 1, Lisboa: Assírio & Alvim, [Ed. or.: 1983].

DELEUZE, Gilles (2006) A Imagem-Tempo, cinema 2, Lisboa: Assírio & Alvim, [Ed. or.: 1985].

DURAND, Gilbert (1993) A Imaginação Simbólica, Lisboa: edições 70, [Ed. or.: 1964].

DUARTE-RAMOS, Hermínio (2003) ‹‹As imagens objectivas e subjectivas da mente››, Revista de Comunicação e Linguagens, Lisboa: Relógio d’Água Editores.

FERREIRA, Carlos Melo (2004) As Poéticas do Cinema – A Poética da Terra e os Rumos do Humano na Ordem do Fílmico, Lisboa: Edições Afrontamento.

MORIN, Edgar (1997) O Cinema ou o Homem Imaginário, Lisboa: Relógio d ́Água, [Ed. or.: 1956].

SARTRE, Jean-Paul (2002) A Imaginação, Miraflores: Difel, Difusão Editorial, S.A., [Ed. or.:1936].

TARKOVSKI, Andrei (2002) Esculpir o Tempo, São Paulo: Martins Fontes [Ed. or.: 1990].].