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OPINIÃO


Ellipse Foundation. Fachada principal do Art Centre. Fotografia: Paulo Seabra


Sala de exposição principal piso 0. Fotografia: Paulo Seabra


Sala de exposição piso 0. Fotografia: Paulo Seabra


Sala de exposição piso 1. Fotografia: Paulo Seabra


Sala de exposição piso 1. Fotografia: Paulo Seabra


Espaço de circulação e escadaria. Fotografia: Paulo Seabra

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ELLIPSE FOUNDATION - NOTAS SOBRE O ART CENTRE



INÊS MOREIRA

2006-09-04




A Ellipse Foundation – Contemporary Art Collection, instituição privada dedicada à aquisição e exposição de arte contemporânea, abriu recentemente ao público o seu Art Centre, um espaço de exposição e de acervo com 3.500 metros quadrados situado num pavilhão prefabricado localizado na zona comercial/industrial dos subúrbios de Cascais. A opção da Ellipse Foundation recaiu sobre a escolha de um armazém desactivado, redesenhando o seu interior para alojar as várias funções do Art Centre. São diversas as motivações e as ascendências que fundam este espaço, como refere João Rendeiro: “Não queríamos ter um “Guggenheim“, não queríamos ter um Frank Gehry, não queríamos ter um imobiliário que marcasse o projecto enquanto projecto arquitectónico e que absorvesse uma componente excessiva dos meios financeiros que tínhamos disponíveis. O que se colocou em cima da mesa foi a adaptação de um armazém, muito na linha do que temos visto a nível internacional, desde o Dia em Nova Iorque aos projectos de Miami, onde há uma adaptação do imobiliário à arte contemporânea.” ver entrevista in www.artecapital.net

A Fundação entregou o projecto de conversão do edifício a Pedro Gadanho, arquitecto com experiência na concepção espacial para montagem de exposições de arte contemporânea. O projecto do Art Centre pode ser abordado de perspectivas distintas: do enquadramento da gestão cultural da instituição e sua sede – no âmbito da economia -; à reformulação e concepção do edifício - no panorama da cultura arquitectónica/urbanismo –; ao campo mais teórico - no âmbito da história da arte.

Contudo, interessa-nos abordar o manifesto fundacional que constitui alicerçar neste lugar. A localização do Art Centre da Ellipse Foundation no interior de um armazém devoluto é um gesto que determina a representatividade da Fundação, os limites do projecto de arquitectura e manifesta a contemporaneidade da sua actividade enquanto centro artístico.

Desde os finais dos anos 60 em Nova Iorque ao início dos anos 90, em cidades como Londres ou Berlim, cresceram movimentos alternativos de artistas que em acções individuais e colectivas ocuparam o interior de pavilhões industriais em bruto, procurando espaços adequados para a instalação dos seus trabalhos - as Factory de Andy Warhol são exemplos paradigmáticos. Os armazéns e pavilhões industriais foram escolhidos para a apresentação de trabalhos (então) marginais, sendo locais económicos e não-convencionais. A utilização de armazéns prendeu-se com a sua espacialidade, informalidade e flexibilidade, pois o vazio do armazém devoluto transfere para o espaço de exposição algumas características do espaço e da espacialidade/atmosfera do estúdio do artista, gerando sobre as obras um efeito similar ao dos espaços onde estas foram criadas.

A “ocupação” de armazéns com programas dedicados à arte afirmou-se com a emergência da instalação e da obra site-specific (devido às dimensões e multiplicidade dos seus espaços); contrapropondo-se também à neutralidade asséptica do espaço da galeria de arte, que apaga o contexto onde a obra de arte é produzida, e assumindo uma orientação crítica face ao sistema do comércio e da exposição das artes.

A localização do Art Centre da Ellipse Foundation num armazém devoluto segue as influências indirectas destes movimentos artísticos alternativos, e não surpreende saber que alguns dos artistas presentes na colecção tenham participado na exploração de armazéns devolutos. Ainda que em continuidade com este movimento, a corporalização do Art Centre persegue uma segunda fase, ou mesmo terceira, de interpretação do espaço do armazém, integradora da espacialidade da galeria e do equipamento técnico do museu no interior de espaços industriais abandonados.

Desde meados dos anos 80, diversas galerias e instituições artísticas converteram pavilhões industriais com valor arquitectónico, estrutural e/ou de engenharia singular, como a cobertura metálica do Le Magazin, em Grenoble, de Eiffel, para instalar centros de arte. Tendencialmente estes edifícios, como o “Building One” nas Docklands de Londres, localizam-se nos arredores das cidades em antigos distritos industriais, tendo sido utilizados como motores para a transformação urbana. Respeitando a herança e património industrial, a sua conversão em pólos culturais apoia-se nos públicos e indústrias da cultura, transformando a imagem dos distritos em abandono. Este gesto vai de encontro às tendências recentes de fixação de instituições culturais para reconversão do património industrial, observáveis nas estratégias da Tate Modern, do Baltic, ou do Dia:Beacon. (Estabelecendo uma estratégia de ruptura, o efeito Bilbao, é um modelo desta catalisação da reformulação urbana.)

A conversão de armazéns em centros de arte institucionais encerra um paradoxo. Compreendendo a adequação encontrada no armazém para a exposição de arte contemporânea, ocupações mais institucionais – como as pioneiras Saatchi e Whitechapel - não resistem a promover intervenções arquitectónicas profundas, adoptando a linguagem minimal, e transportando a espacialidade e as técnicas do “white cube” (iluminação homogénea, ar condicionado, níveis de humidade, etc.) para o interior do armazém. Os únicos elementos que perduram firmemente são o “contentor” industrial, que define o recinto, e a estrutura de cobertura, usualmente metálica, que incorpora a linguagem industrial, enquanto garante a iluminação zenital com luz natural. Ganhando cada vez maior complexidade, os programas conduzem a reorganizam de funções no interior do contentor, preenchendo o “vazio” do edifício, e transformando profundamente a sensação e o sentido do espaço.

A opção da Ellipse, e a intervenção do arq. Pedro Gadanho, aproxima-se da segunda fase descrita, enunciando uma intervenção profundamente transformadora dos armazéns pré-existentes, fragmentando a sua espacialidade e propondo uma linguagem contemporânea e gráfica com que refunde a natureza industrial da pré-existência.

O Art Centre é facilmente destrinçável da envolvente através dos volumes pretos angulosos que o singularizam do contexto heterogéneo: no topo de uma rua secundária levemente inclinada numa activa zona comercial/industrial e de habitação social ainda ordenada segundo assentamento rural. As fachadas negras adoptam uma função comunicacional fortemente gráfica, como um “banner” gigante onde o nome e o logo se impõem, integrando, bidimensionalmente, a volumetria dos armazéns.

O centro é composto por 3 corpos, reorganizados transversalmente à fachada, basicamente simétricos na sua composição, com eixo nos portões de acesso. O primeiro corpo compreende o hall de entrada e duas salas de exposição laterais; o segundo compreende a sala de exposição principal (dando acesso ao acervo e a duas salas de exposição no piso superior); o terceiro corpo é composto por espaços mais exíguos, duas salas de exposição e uma sala negra de projecção.

Percorrendo o edifício identifica-se uma estratégia de zonning, apoiado no plano de distribuição funcional em bandas, onde os espaços secundários - circulações e halls – assumem grande expressividade e identidade autoral, distinguindo-se dos espaços expositivos, mais neuros e apropriáveis.

A expressão industrial dos armazéns existentes foi apagada e totalmente recoberta: paredes e tectos planos em gesso cartonado pintado de branco, pavimento de betonilha cinza, sistemas de iluminação artificial, ventilação e climatização embutidos nos tectos. A iluminação natural foi suprimida, e a cobertura ocultada, os elementos estruturais que suportam o recinto e cobertura do edifício não estão aparentes: a cobertura metálica encontra-se revestida por gessos cartonados, a estrutura de pilares está embebida nas paredes, estando alguns pilares metálicos em “H” isolados e revestidos com materiais e formas escultóricas.

Se a linguagem adoptada para os espaços de exposição está contida num género codificado, é nas zonas de circulação e acesso às salas do piso superior que se revela a linguagem mais autoral. Inseridos entre os 3 corpos brancos que definem os espaços de exposição, os espaços de circulação (halls e escadarias) estão concebidos como sinalética gráfica bidimensional, composta por largas listas de chapa laranja quinada, que dobram dramaticamente definindo escadarias que conduzem o espectador ao primeiro piso. Estas “passadeiras laranja” estão confinadas entre paredes pretas polidas que conferem um carácter cenográfico à ascensão e acentuam a distinção dos espaços de exposição.

Ambas zonas de circulação principal conduzem a salas cujo projecto assume linguagens distintas, nomeando duas direcções opostas na cultura arquitectónica contemporânea com que desafia a neutralidade dos espaços do piso térreo.

Sobre a sala negra de projecção, no fundo do Art Centre, encontra-se uma sala abstracta, etérea, com pé direito relativamente baixo e definida por materiais brancos e sintéticos (pavimento autonivelante branco, cobertura plana em vidro fosco retro-iluminada). Esta sala enxuta de excessos cria o ambiente de uma estufa, ou solário, citando um discurso arquitectónico conceptual, fundamentado no discurso crítico, como o Hormonorium que Decosterd and Rahm apresentaram na Bienal de Veneza de 2002.

Assoma sobre a entrada da Fundação a sala de reuniões, (futuro) local de encontro da Direcção. Posicionada cenograficamente entre o miradouro e a sala de controle, através dos vidros escurecidos oculta e revela o seu interior, enquanto permite um olhar panóptico sobre as entradas e saídas do edifício. Neste volume suspenso existe uma profusão de materiais, imagens e sentidos que rompem com o resto do edifício. Assumindo uma linguagem glamourosa, explora efeitos visuais e tácteis, mencionando o imaginário dos lounges retro-futuristas do cinema dos anos 60. O desenho cenográfico dos tectos, onde lanternins redondos brancos compõem cheios e vazios na superfície preta, experimenta a reflexão sobre as paredes oblíquas em vidro, criando um ambiente íntimo completado pelas alcatifas felpudas que revestem o pavimento.

O Art Centre combina diferentes linguagens, resultando um efeito geral de justaposição e collage, por oposição à clareza formal do volume negro em que se encerra. Se num primeiro momento, percorrendo as salas de exposição, os espaços do Art Centre aparentam grande homogeneidade e flexibilidade, na análise detalhada da distribuição verifica-se que a flexibilidade existente obedece a limites disciplinados e impostos pelos espaços sociais e de circulação – através da sua conformação e linguagem - estabelecendo fronteiras claras entre as áreas reservadas à exposição e as áreas de maior representatividade da Fundação.

Será interessante acompanhar a evolução do Art Centre, tanto no que se refere à estratégia curatorial, e instalação de peças de artistas, como relativamente aos métodos de montagem das exposições, pois poderão vir a fornecer diferentes possibilidades de metamorfose ao próprio espaço arquitectónico. Inevitavelmente, será sobre alguns dos espaços expositivos com maiores dimensões, e ausentes de retórica, que recairá a maior flexibilização e apropriabilidade do espaço, o que fundamentou a adopção de armazéns industriais pela arte contemporânea.

A presença do discurso do próprio espaço arquitectónico distingue o Art Centre de outras adaptações de armazéns, onde os elementos de interferência decorrem das preexistências industriais, aqui eliminadas. Algumas das opções espaciais tomadas no Art Centre levantam questões de integração de discurso artístico e arquitectónico, sendo as áreas que adoptam morfologias e linguagens mais afirmativas as que encerrarão os maiores desafios à apropriação do espaço pelos trabalhos artísticos. O desafio lançado à criação/ocupação do Art Centre, coincide agora com os desafios mais específicos a lançar às suas diferentes ocupações. Reside na necessidade de revisão e negociação constante das fronteiras que separam/interligam os espaços de exposição das áreas cuja representatividade é social.

[* Após visita ao espaço a 18 de Agosto 06, durante a exposição inaugural.]


Inês Moreira
Arquitecta (FAUP) e Mphil (UPC-Barcelona)
Doutoranda no Goldsmiths College, Londres